Vacinas



O Programa Nacional de Vacinação (PNV) teve início em 1965. O nosso País foi um dos primeiros a ter um programa estruturado e as campanhas de vacinação então realizadas, a que se seguiram iniciativas mais sedimentadas no tempo e alargadas à rede de centros de saúde, subsistemas e medicina privada, permitiram um aumento importante das taxas de vacinação, com diminuição muito acentuada do número de casos de doenças infeciosas evitáveis pela vacinação, bem como dos casos de internamento e mortalidade.

O PNV é periodicamente revisto, quer no que toca às vacinas incluídas, quer em relação às verdadeiras e falsas contraindicações, tipo de vacina, associações vacinais, técnicas e vias de administração, cadeia do frio e conservação das vacinas, monitorização das reações secundárias.

As vacinas são uma preocupação dos pais. E Portugal tem altas taxas de vacinação, mas é necessário estarmos cientes de que não se pode abrandar o processo, sob pena de algumas das doenças que estão controladas regressarem.

As vacinas a fazer neste grupo etário, de acordo com a última revisão do PNV (2006) são:

  • aos 15 meses – 1.ª dose da VASPR (vacina anti sarampo, papeira e rubéola) e 3.a e última dose da vacina anti meningite C;
  • aos 18-23 meses (melhor cerca dos 18) – vacina DTP/Hib (anti-difteria, tosse convulsa e tétano, e anti-Haemophilus influenza tipo b);
  • aos 5 anos – vacina DTP (anti-difteria, tosse convulsa e tétano), 4a e última dose de vacina anti poliomielite e 2 a e última dose da VASPR.

Paralelamente ao PNV, há outras vacinas recomendáveis, a debater com o médico-assistente:

  • vacina anti varicela, que pode ser feita a partir dos 14 meses, numa dose única;
  • vacina antipneumocócica heptavalente, que protege da meningite e da septicemia causada por sete estirpes deste agente.

NÃO contraindicam a vacinação:

  • doenças benignas, tais como infeções das vias respiratórias superiores ou diarreias, exceto na fase aguda, enquanto há febre (nem sequer é uma contraindicação, mas mais uma medida de bom senso);
  • alergia, asma ou outras manifestações atópicas, febre dos fenos ou rinites alérgicas;
  • antecedentes familiares de convulsões;
  • tratamento com antibióticos, incluindo no decurso da terapêutica;
  • terapêutica com corticosteroides em doses baixas ou por períodos curtos, ou ainda esteroides por via tópica ou inalatória;
  • doenças crónicas cardíacas, pulmonares, renais ou hepáticas;
  • doenças neurológicas não evolutivas, tais como paralisia cerebral e síndroma de Down.

Comentários

Vacinas | Para Pais.