Uma casa à medida da criança



Há múltiplos aspectos a considerar quando se compra uma casa:

– insolação das casas;
– a sua orientação em termos de pontos cardeais;
– a orientação do vento;
– se o local é num vale ou numa colina;
– se há linhas de água perto;
– se existem postes de alta tensão nas cercanias;
– se os prédios à volta sufocam o que está á venda;
– se é fácil estacionar;
– se tem parques infantis próximos;
– resposta às necessidades especiais das crianças com deficiência, designadamente
acessibilidades físicas e culturais;
– existência de um «espaço próprio», onde a criança possa desenvolver o sentido da
propriedade e de posse, gerir objectos e a organização dos mesmos, sentir-se em segurança, ter a liberdade e a autonomia de desenvolver actividades e ter preserva-
da a sua intimidade e a sua privacidade, sem ter de desrespeitar os direitos dos outros moradores.

Enfim, detalhes e mais detalhes que porventura não vemos quando visitamos as casas.
Muitas vezes prendemo-nos a pormenores que, fetas as contas, não justificam o aumento do custo (tipo de soalho, existência de máquinas na cozinha, etc, ou seja, modificações que se fôssemos nós a fazê-las custavam provavelmente muito menos) e esquecemos aspetos que são fundamentais para quem, depois, vai aí viver grande parte dos seus dias.

E os agentes imobiliários só falarão deles quando lhes convier, como faz parte da sua função

Está provado que a qualidade da habitação influencia, de modo determinante, a saúde
os seus habitantes, designadamente das crianças. Desde o ambiente indoor, como o tipo de chão, de tapetes ou o arejamento e aquecimento, à localização, humidade da região, vento, insolação ou poluição incluindo o Rido, entre muitos outros factores Já sem falar na vizinhança, nas relações de rua, no tipo de bairro, na relação humana com os demais residentes e conviventes.

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