Tipos de medicinas alternativas



Há vários tipos de medicinas ou terapêuticas complementares: homeopatia, reflexologia, acupunctura, aromaterapia, osteopatia e reiki. Todas têm em comum restaurar um equilíbrio corporal, emocional e espiritual, ou seja, a chamada «abordagem holística».

A fundamentação destas práticas está na ideia em que a doença e o mal-estar são causados por um desequilíbrio num destes três níveis do ser. Até um acidente, que é uma doença eminentemente física, será visto como causando uma perturbação do bem-estar global a todos os níveis – o stresse pós-traumático é um bom exemplo disso.

Por outro lado, algo que cause mal-estar psico-emocional, como uma separação ou a morte de alguém querido, pode desencadear doença, designadamente infeciosa.

A homeopatia e o reiki usam apenas a energia. A reflexologia e a acupunctura ou acupressão estimulam certas áreas do corpo com o objetivo de remover bloqueios energéticos que causariam a doença, por excesso ou por deficit de energia nos órgãos doentes.

Claro que nem tudo são «rosas». É necessário os pais estarem alerta para a existência de muitos charlatães nesta área, e que o arrastar de alguns problemas pode trazer riscos para a saúde, não apenas pela acumulação de medicamentos dos dois tipos (com efeitos colaterais cumulativos), mas porque há diagnósticos que podem ser protelados, com prejuízo para a criança.

A abertura de espírito e a análise científica das vantagens e desvantagens, eficácia e eficiência das várias práticas médicas poderá separar o trigo do joio e contribuir para o objetivo final de qualquer prática médica: ganhos em saúde e em bem-estar para os utentes.

Acupunctura e acupressão

A acupunctura é um sistema de cura que se baseia na energia do corpo, designada por «chi», e que corre segundo canais específicos chamados meridianos. Quando a energia fica bloqueada ou desequilibrada, surgem problemas de doenças. A introdução de agulhas de aço ultrafinas, em vários pontos do corpo onde se sabe a energia estagnar, ajuda a desbloquear a energia e a reequilibrar o sistema. Na acupressão, os pontos são pressionados pelos dedos, resolvendo a questão.

A acupunctura está a ser validada em cada vez mais países como uma técnica eficaz. No entanto, para a fazer em crianças desta idade, é necessário ser um acupunctor com experiência pediátrica – a escola portuguesa de Medicina Tradicional Chinesa tem disciplinas de pediatria.

Massagem

A massagem relaxa e promove a circulação sanguínea e linfática, e o bem-estar, em parte resultante do contacto táctil com o massagista. As hormonas de stresse diminuem, o que promove o crescimento e estimula o sistema imunitário. Por outro lado, há equilíbrio da insulina e outras hormonas que intervêm na digestão e funcionamento intestinal.

Quiroprática e osteopatia

Consiste na manipulação óssea, que ajuda o corpo a relacionar, de uma forma saudável, o sistema ósseo, muscular e articular. O reajustamento ósseo vertebral poderá, por exemplo, ajudar à drenagem e arejamento do ouvido, com diminuição da otite serosa, tão própria desta idade.

Homeopatia

A homeopatia baseia-se na administração de substâncias naturais que causam a doença, mas em doses que a curam. Não se sabe como funciona, eventualmente por estimular no corpo as defesas necessárias: uma criança com uma constipação (febre e sinais inflamatórios) recebe um medicamento homeopático de uma planta que, precisamente, causa naturalmente febre e inflamação. Só que em doses infinitesimais.

São estes alguns exemplos de técnicas terapêuticas que se estão a vulgarizar cada vez mais. Mas, como em tudo, há que pensar que crianças do 1 aos 5 anos não são adultos, e que entre os muito competentes profissionais de cada área também grassam alguns aldrabões. E que cada doença tem a sua indicação terapêutica, que pode passar mais ou menos por uma ou mais técnicas destas. Mas…milagres não há. Com nenhum tipo de medicina.

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