Terrores noturnos



Não se devem confundir terrores noturnos com pesadelos, e a idade em que acontecem os primeiros é mais precoce.

No terror nocturno, a criança grita – muitas vezes um autêntico grito de terror – mas, ao contrário do pesadelo, em que o próprio está assustado, quem fica mais receoso neste caso são os pais, porque o filho senta-se, está agitado, parece estar a lutar contra monstros ou «possuído», às vezes quase alucinado.

Mas não está acordado, como nos pesadelos.

Quando os pais se aproximam, a criança parece não perceber quem eles são e até os afasta, com comportamentos que parecem ilógicos. «Então nós estamos lá e ela parece que não nos quer!» – quantas vezes já ouvi este desabafo.

O que acontece, no terror nocturno, é uma mudança do ciclo de sono, mais na segunda metade da noite, com um estádio que nem é de dormir nem é de acordar, uma zona cinzenta que não dá para perceber a realidade como ela é, mas que a inclui no sonho – e os pais podem parecer os hipotéticos monstros que a perseguiam.

Tentar acalmar não resulta, para desespero dos pais – mas nunca se esqueçam que por paradoxal que pareça aquela figurinha a mexer-se, a gritar e a espernear, não está a sentir medo. Repito: um terror nocturno não é um pesadelo.

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