Sinusite



Os seios perinasais são um conjunto de espaços aéreos que ficam situados nos ossos da face. Tal como os pássaros, que têm os ossos ocos, também nós temos alguns espaços cheios de ar nos nossos ossos. Estes espaços encontram-se «atapetados» por dentro com o mesmo tipo de células respiratórias – cílios e células produtoras de secreções.

Na criança pequena, em que os ossos ainda são também pequenos, os seios perinasais são espaços virtuais, ou potenciais – estão lá, mas não existem…os seios maxilares, que como o nome indica se situam nos ossos maxilares, ao lado do nariz, são os primeiros a ganhar algum espaço. Seguem-se os seios etmoidais, um autêntico labirinto de espaços aéreos, que fica na região à volta do olho – todos estes surgem no primeiro ano de vida.

Depois os frontais, mais tardios, surgem pelos 5-6 anos, e correspondem à região frontal, ou seja, a testa. Os seios esfenoidais, situados dentro da cabeça, só se desenvolvem «a sério» mais na adolescência. Todos estes seios drenam as suas secreções através de pequenos orifícios que se localizam na parede do nariz – chamam-se tecnicamente os «ostia». É claro que qualquer infeção nasal ou da região próxima pode estender-se a qualquer dos seios perinasais.

Por outro lado, nas situações em que o nariz está entupido, os ostia podem ficar, eles próprios, entupidos também e não deixar as secreções saírem, o que leva à sua acumulação dentro dos seios. Quando isso acontece e há inflamação e infeção dentro dos seios, estamos perante uma «sinusite».

Todos os fatores que ocasionem infeções locais, promovam crescimento bacteriano próximo (como as cáries), tenham alterações anatómicas a esse nível (como os desvios do septo nasal ou como sequência de um traumatismo dessa parte da face) contribuem para maiores probabilidades de sinusite. Certas doenças crónicas, como a diabetes, a fibrose quística ou imunodeficiências, podem aumentar a incidência de sinusite.

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