Sinais que podem levar a suspeitar



Seja durante um brincadeira, seja por que estão zangados, como no caso da Rosarinho, nunca se deve abanar uma criança (ou pegar nos ombros e sacudi-la), porque faz mover a cabeça para trás e para a frente, muito rapidamente e com uma força muito grande.

Isso leva a que os vasos sanguíneos se possam romper e causar hemorragias intracranianas, podendo levar a cegueira, surdez, convulsões, futuras dificuldades de aprendizagem, outras lesões cerebrais e da espinal-medula (causa de paralisias) ou até à morte.

Cuidar de uma criança nem sempre é fácil e um mar de rosas. E mesmo as melhores rosas têm espinhos, por vezes muito pontiagudos e que fazem sangrar. Evitarmos estas situações, que penalizam a criança e os pais para sempre é a melhor estratégia.

Há uma certa confusão entre o que é bater e o que é admoestar através de uma palmadinha na mão ou um açoite na fralda.

Há que diferenciar, no entanto, o que são castigos corporais do que é um gesto não humilhante, não violento, e que surge na sequência de um processo que começa com expressão facial, olhar, voz, ordens, e muitas vezes tem de seguir para uma comunicação corporal de imposição de autoridade que nada tem a ver com o bater, em termos de espancar, esbofetear, dar sovas ou outra coisa deste tipo.

Por vezes, sobretudo no segundo e terceiro ano de vida, quando as crianças testam os pais à exaustão e não obedecem a nenhuma outra forma de controlo, é preciso os pais imporem-se, caso contrário perderão a autoridade, o que é também traumatizante para a criança, com sequelas a longo prazo.

Caso os pais tenham de recorrer a esse método, o que nunca pode haver é desproporção, criar medo, humilhar, fazer doer, agredir (especialmente na face), ser injusto ou ameaçar com castigos de terror, e sobretudo mostrar que os laços de afeto foram cortados.

Comportamentos destes são maltratantes. Mas dizer a uma mão de um menino de 18 meses, que insistentemente mexe em tudo e que não dá ouvidos a nada, que está a proceder mal – note-se, dizer à mão, não ao menino – pode ser necessário.

Não se deve ser fundamentalista, e não acredito que aqueles que dizem que nunca se deve tocar numa criança tenham conseguido criar os filhos, especialmente até aos anos, apenas com palavras, bons conselhos e troca de olhares. Admitir isto é admitir mais facilmente os limites da intervenção e criar uma linha divisória entre o que é (atualmente, e segundo a nossa cultura) aceitável e inaceitável.

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