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Pé boto

É normal as crianças nascerem com um certo grau de arqueamento dos pés, mostrando uma tendência para unir os dedos grandes. No entanto, em alguns casos, esta curvatura é exagerada, designando-se por pé boto. O pé boto pode resultar de um mau posicionamento intrauterino ou pode estar integrado numa síndroma com outras malformações. Se o médico-assistente considerar que a situação é extrema ou que não está a evoluir enviará decerto a criança para um ortopedista ou cirurgião pediatra, pois pode necessitar de correção, seja através de calçado ortopédico e talas, seja de cirurgia. Ler Mais...

A Barriga e as ancas

A inspeção do abdómen pode mostrar aspetos diferentes do normal, na forma ou lesões visíveis (por exemplo, se o umbigo ou a cicatriz umbilical, se o cordão já caiu está infetado, se existem hérnias umbilicais ou outras, um pouco acima, centrais, chamadas «hérnias de linha branca»). A palpação abdominal pode revelar, logo à partida, uma barriga dura, provavelmente cheia de ar, a que o toque e a percussão completam, mostrando um som de tambor, tão comum. Avalia-se também eventuais aumentos de tamanho dos órgãos intra-abdominais fígado, rins, baço, ou a existência de massas. Podem existir hérnias inguinais, bem diferentes das umbilicais pela sua situação (junto aos testículos ou na zona equivalente, na rapariga) e pelos cuidados a ter (as umbilicais não estrangulam, pelo que não necessitam de uma abordagem urgente, ao contrário das inguinais, que têm que ser avaliadas por um cirurgião). Os médicos palpam também as virilhas para avaliarem os pulsos femorais, ou seja, para ver se o sangue circula bem para as extremidades inferiores. A anca deve ser sempre objeto de avaliação, para detetar uma situação comum a instabilidade ou displasia da anca, que, em alguns casos, pode ser mesmo uma luxação congénita. Daí os médicos fazerem uma manobra, a que se dá o nome de Ortolani-Barlow, e que permite ver se a relação entre os ossos da bacia e o fémur é normal. A displasia da anca tem que ser diagnosticada e eventualmente tratada precocemente. Ler Mais...

Ensinar a domar a televisão

Mais importante do que assumir atitudes fundamentalistas, seja de restrição ou de laxismo, mais importante é aprender a usar a televisão. Ficam aqui algumas dicas, que devem ser implementadas sem receio: • limitar o tempo que a criança vê televisão (incluindo DVD's e vídeos); • colocar outros centros de interesse - livros, brinquedos, puzzles, etc. - na sala onde está a televisão, mas bem evidentes, para a criança se entusiasmar por eles; • desligar a televisão durante a refeição - se estiver a dar um programa interessante para qualquer membro da família, então esperar pelo final para jantar ou almoçar; • não ter televisão no quarto da criança; • desligar a televisão quando a criança está noutra atividade; • combinar com a criança que programa ou filme vai ver, e fazer com que seja ela a ligar e a desligar o aparelho; • fazer ver que a televisão é um privilégio e não um direito; • insitituir um dia por semana sem televisão (será bom para toda a família); • ser um bom exemplo, utilizando também moderada e criteriosamente a televisão; • inteirar-se do que a televisão vai passar, nas horas em que a criança irá ver, para saber de que se trata e, também, se vão passar anúncios e promos de filmes violentos ou com cenas impróprias para crianças; • habituar a criança a negociar com os outros membros da família, e não ceder sempre aos seus caprichos ou às suas escolhas, mostrando que os outros também querem ver programas ao seu gosto (ou ouvir música e ter outras actividades sem TV); • estar disponível para explicar alguma coisa que a criança não tenha compreendido ou que lhe cause perplexidade e confusão; • arranjar alternativas engraçadas e criativas. Ler Mais...

Alopecia areata

A alopecia areata é uma doença auto-imune que causa a perda de cabelo em áreas bem definidas. Pode acontecer em qualquer idade, mas a maioria começa na infância. Os anticorpos são mal orientados e reconhecem os folículos capilares como estranhos, destruindo-os, causando secundariamente a perda de cabelo. Não surge dor, nem qualquer outro sinal de doença, apenas o crescimento extraordinariamente lento do cabelo em algumas zonas, mostrando peladas redondas ou ovais ou, em casos raros mas graves, perda geral do cabelo, com calvície. O crânio fica liso, ao contrário de outras situações, como a tinha, em que o escalpe fica rugoso ou com escamas. Não se sabe a causa exata desta situação, mas crê-se existir um fator genético. A evolução é imprevisível, e tanto pode ser definitiva como haver recuperação após um certo tempo. Se o vosso filho começar a perder cabelo em áreas determinadas, é recomendável debater o caso com o médico-assistente, ou consultar um dermatologista. Os eventuais tratamentos passam por fármacos que têm efeitos secundários, pelo que não deverão ser feitos sem um diagnóstico criterioso. Paralelamente, é necessário apoio à criança, dado que pode ser alvo do gozo dos outros e, a ela própria, ser difícil lidar com a situação. É importante que a criança saiba que é uma doença do cabelo, mas que ela não está propriamente doente, deve-se estimular a sua autoestima e autoimagem, e acompanhar, com os educadores, o percurso no jardim-de-infância para detetar pequenos sinais de depressão ou tristeza. Ler Mais...

Algo sobre o processo, para ensinar ás crianças

Os nossos filhos são extremamente curiosos e gostam de saber, numa demonstração de inteligência, o que fazem e porque o fazem. E adoram ouvir uma história com princípio, meio e fim. Depois de os ensinarmos a separar os diversos materiais, fazendo concursos e mostrando que porventura, nós também nos enganamos, expliquemos o que vai acontecer: • uma vez separado o lixo, em casa, e depositados os vários produtos nos locais corretos o processo de reciclagem vai ainda no princípio. Mas nós e os nossos filhos já demos um passo extremamente importante; • a recolha dos ecopontos é efectuada pelas autarquias, com camiões especiais - por isso, mesmo quando parece que vai tudo afinal ser misturado no mesmo camião (como nos do lixo normais) tal não acontece porque estes camiões têm dentro deles ambientes separados; • o lixo é então levado para centros de triagem onde se procede a uma selecção mais criteriosa das embalagens, até porque é natural que possa haver erros na colocação; • há um passo muito importante que passa pela lavagem e limpeza, por exemplo para retirar o rótulo (papel) de uma garrafa de vidro; • uma vez esta triagem feita, cada material será encaminhado para as fábricas que, depois, o utilizará na produção de novos produtos, tendo aproveitado os antigos - seja uma garrafa, papel para a impressora ou uma lata de sardinhas. Pode-se dizer que, em termos de regra, tudo pode ser reciclado... e o que não pode é que constitui a excepção.   Ler Mais...

Eletricidade

A eletricidade mata. Além das queimaduras que pode causas – profundas e muito tensas, dado que penetra através da pele para os órgãos internos a eletricidade pode causar electrocução, ou seja, morte por paragem cardíaca, se atingir o coração em determinados momentos do ciclo cardíaco. É impossível proteger todos os pontos de saída de eletricidade (caso contrário não seria necessário têrmo-la em casa). A instalação de um disjuntor de segurança é mandatória, caso algo aconteça. Depois, para além disso, há que proteger os pontos de saída (tomadas, fichas triplas, etc.), vigiar os fios espalhados pelo chão, ver se o material elétrico se vai deteriorando com o uso ou limpezas, e desligar a corrente localmente, sempre que não seja necessária. Convém recordar que eletricidade e água não combinam - todos os eletrodomésticos e tomadas situadas na casa de banho, na cozinha ou até mesmo na garagem devem estar resguardados de eventuais salpicos ou encharcamentos. Os eletrodomésticos são muito apelativos. Rodam, giram, fazem barulhos, e é deles que saem coisas engraçadas, designadamente bolos e outros alimentos. E têm botões. A vontade de mexer é grande, até cerca dos 3 anos, e a vontade de os usar também, a partir dessa idade. Não deixem, contudo, a criança mexer ou servir-se de eletrodomésticos antes dos 6 anos, e sempre com vigilância. Podem, aos 4-5 anos, ir mostrando para que servem, mas paralelamente referir que podem ser perigosos. Depois de utilizar os aparelhos, não os deixem ligados ou por arrumar. Desliguem-nos da tomada, enrolem o fio e não os deixem ao alcance das crianças. Lembrem-se que nunca se deve mexer em aparelhos elétricos com as mãos húmidas, mesmo em situações tão simples como acender uma luz num interruptor, e ensinem isso às crianças, até porque, com a pressa com que sempre andam, enxugam as mãos a correr, ficando húmidas. Ler Mais...
Yutub nobvinhas se mostrando | Para Pais.