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Sapinhos

Os «sapinhos» são uma infeção por fungos, designados por Cândida albicans. Embora sejam mais comuns em bebés, nos 3 primeiros meses de vida, podem aparecer sempre que o ambiente da boca fica mais propício à infeção, por diminuição da produção de saliva, chupetas há muito tempo não esterilizadas, etc. A boca parece polvilhada de branco, sobretudo na parte de dentro das bochechas, como se estivesse coberta por «açúcar pile». Como a infeção se propaga a todo o tubo digestivo, a região anal pode aparecer avermelhada, de um tom intenso. Os «sapinhos» tratam-se com solutos antifúngicos ou um líquido roxo que se vende nas farmácias. Convém aplicar uma pomada antifúngica na região genital, se estiver vermelho. A candidíase oral não tem qualquer perigo, mas pode ser incomodativa e convém ser tratada. Ler Mais...

E os chamados «sapinhos»?

Muitas bebés, especialmente nos primeiros meses de vida, têm «sapinhos», ou seja, uma infecção por fungos. Como os bebés produzem pouca saliva nos primeiros dois a três meses de vida, o ambiente da boca fica mais propício à infecção por este fungo, muitas vezes também na sequência de uma tetina ou chupeta mal esterilizada. Como a infecção se propaga a todo o tubo digestivo, a região anal pode aparecer avermelhada. Os «sapinhos» tratam-se com solutos antifúngicos ou um líquido roxo que se vende nas farmácias. Convém aplicar uma pomada antifúngica no períneo do bebé, se estiver vermelho. Se está a ser amamentado ao peito, convém a mãe lavar bem o peito e aplicar ela própria uma pomada após a mamada, pois o peito poderá ser um dos reservatórios dos fungos. A candidíase oral não tem qualquer perigo mas pode ser incomodativa e convém ser tratada. Ler Mais...

Alguns problemas com os primeiros alimentos

O reflexo de extrusão Chama-se assim ao ato reflexo do bebé que consiste em expulsar para fora da boca os alimentos que sejam colocados na parte anterior da língua. O bebé tem que aprender a «enrolar» a comida para trás e muitas vezes os pais esquecem-se deste pormenor e interpretam o reflexo como a criança nào querendo comer (cuspir). Este reflexo mantém-se até aos 4-6 meses, o que explica porque é que algumas crianças têm mais dificuldade em começar a comer à colher. Este reflexo é muito importante na prevenção de acidentes - o bebé pequeno rejeita os pequenos objetos que a sua própria mão possa pegar e colocar na boca. Engasgamento Embora o bebé consiga engolir líquidos desde o nascimento, a maioria das vezes, antes dos 4 meses, engasga-se com alimentos mais consistentes. Digestão Antes dos 4-6 meses há alguma dificuldade do estômago e do intestino em digerir muitos dos alimentos sólidos. Quando se introduzem cedo demais (e essa precocidade tem a ver com cada bebé) podem aparecer vómitos ou diarreia, sinais de que o aparelho digestivo está a renegar o que foi introduzido. Controlo da cabeça Para um bebé começar a comer à colher tem que ter um bom controlo dos músculos da cabeça, o que geralmente surge cerca dos 3-4 meses de idade. Não tem sentido começar a alimentar um bebé que não segura bem a cabeça e que, portanto, não consegue estabelecer um bom plano visual com a colher e os alimentos. Alergias - a permeabilidade do intestino O intestino dos bebés é, nos primeiros meses de vida, altamente permeável às chamadas macromoléculas, responsáveis pelo desencadear de alergias. É como se houvesse uns «buracos» que ainda não estivessem tapados, por onde estas «grandes moléculas» entrariam no intestino, e daí para a circulação, ativando o sistema imunitário. O colostro, de que já falámos, atua como «penso» sobre estes «buracos», mas é a partir dos 4-6 meses que o intestino já tem a sua parede bem formada e a tolerância aos novos alimentos e a impermeabilização às macromoléculas começa a existir. Mastigar A mastigação só começa a ser controlada por volta dos 6-8 meses, e a coordenação mão-boca-mastigar só a partir dos 9 meses. A tentativa de comer sozinho, com todos os atos já coordenados aparece, em média, por volta do ano de idade. Ler Mais...

Autocontrolo

O autocontrolo é a capacidade de resistir a comportamentos desadequados em prol de um valor: a responsabilidade. Quantas vezes dissemos «às vezes dá-me vontade...» ou «o que me apetecia era...». E não fazemos nenhuma destas ameaças. O autocontrolo é isso: moderar e modelar os nossos comportamentos, desenvolver a persistência e consequência, pensando no que as ações podem causar a médio e longo prazo, e controlar com eficácia as emoções mais prima rias, como a raiva, a cólera e a impaciência, pensando em nós e nos outros. Não quer isto dizer que devamos ensinar as crianças a serem passivas e a aceitarem tudo, resignadamente. Há situações de injustiça que devem fazer reagir, com firmeza, expressando indignação. Mas mesmo esta pode ser transmitida de forma adequada, sóbria e pensada, para que inclusivamente tenha um impacto maior, não deixando aos potenciais agressores campo para se vitimizarem. Ler Mais...

Tipos de medicinas alternativas

Há vários tipos de medicinas ou terapêuticas complementares: homeopatia, reflexologia, acupunctura, aromaterapia, osteopatia e reiki. Todas têm em comum restaurar um equilíbrio corporal, emocional e espiritual, ou seja, a chamada «abordagem holística». A fundamentação destas práticas está na ideia em que a doença e o mal-estar são causados por um desequilíbrio num destes três níveis do ser. Até um acidente, que é uma doença eminentemente física, será visto como causando uma perturbação do bem-estar global a todos os níveis - o stresse pós-traumático é um bom exemplo disso. Por outro lado, algo que cause mal-estar psico-emocional, como uma separação ou a morte de alguém querido, pode desencadear doença, designadamente infeciosa. A homeopatia e o reiki usam apenas a energia. A reflexologia e a acupunctura ou acupressão estimulam certas áreas do corpo com o objetivo de remover bloqueios energéticos que causariam a doença, por excesso ou por deficit de energia nos órgãos doentes. Claro que nem tudo são «rosas». É necessário os pais estarem alerta para a existência de muitos charlatães nesta área, e que o arrastar de alguns problemas pode trazer riscos para a saúde, não apenas pela acumulação de medicamentos dos dois tipos (com efeitos colaterais cumulativos), mas porque há diagnósticos que podem ser protelados, com prejuízo para a criança. A abertura de espírito e a análise científica das vantagens e desvantagens, eficácia e eficiência das várias práticas médicas poderá separar o trigo do joio e contribuir para o objetivo final de qualquer prática médica: ganhos em saúde e em bem-estar para os utentes. Acupunctura e acupressão A acupunctura é um sistema de cura que se baseia na energia do corpo, designada por «chi», e que corre segundo canais específicos chamados meridianos. Quando a energia fica bloqueada ou desequilibrada, surgem problemas de doenças. A introdução de agulhas de aço ultrafinas, em vários pontos do corpo onde se sabe a energia estagnar, ajuda a desbloquear a energia e a reequilibrar o sistema. Na acupressão, os pontos são pressionados pelos dedos, resolvendo a questão. A acupunctura está a ser validada em cada vez mais países como uma técnica eficaz. No entanto, para a fazer em crianças desta idade, é necessário ser um acupunctor com experiência pediátrica - a escola portuguesa de Medicina Tradicional Chinesa tem disciplinas de pediatria. Massagem A massagem relaxa e promove a circulação sanguínea e linfática, e o bem-estar, em parte resultante do contacto táctil com o massagista. As hormonas de stresse diminuem, o que promove o crescimento e estimula o sistema imunitário. Por outro lado, há equilíbrio da insulina e outras hormonas que intervêm na digestão e funcionamento intestinal. Quiroprática e osteopatia Consiste na manipulação óssea, que ajuda o corpo a relacionar, de uma forma saudável, o sistema ósseo, muscular e articular. O reajustamento ósseo vertebral poderá, por exemplo, ajudar à drenagem e arejamento do ouvido, com diminuição da otite serosa, tão própria desta idade. Homeopatia A homeopatia baseia-se na administração de substâncias naturais que causam a doença, mas em doses que a curam. Não se sabe como funciona, eventualmente por estimular no corpo as defesas necessárias: uma criança com uma constipação (febre e sinais inflamatórios) recebe um medicamento homeopático de uma planta que, precisamente, causa naturalmente febre e inflamação. Só que em doses infinitesimais. São estes alguns exemplos de técnicas terapêuticas que se estão a vulgarizar cada vez mais. Mas, como em tudo, há que pensar que crianças do 1 aos 5 anos não são adultos, e que entre os muito competentes profissionais de cada área também grassam alguns aldrabões. E que cada doença tem a sua indicação terapêutica, que pode passar mais ou menos por uma ou mais técnicas destas. Mas...milagres não há. Com nenhum tipo de medicina. Ler Mais...

Quem é o mais velho?

A questão colocou-se quando, em face de irmãos primogénitos com acesso a bens, lideranças ou realezas únicas, haveria que escolher um. Convencionou-se que o mais velho (o «herdeiro») seria o que tinha nascido em último lugar, pois isso significaria que já ocupava o útero materno há mais tempo («lá atrás»). Tal não é verdade e carece de fundamentação científica. Atualmente considera-se o mais velho aquele que nasceu primeiro como, aliás, em relação às outras pessoas. Ler Mais...
Roxo envolta do um | Para Pais.