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Sapinhos

Os «sapinhos» são uma infeção por fungos, designados por Cândida albicans. Embora sejam mais comuns em bebés, nos 3 primeiros meses de vida, podem aparecer sempre que o ambiente da boca fica mais propício à infeção, por diminuição da produção de saliva, chupetas há muito tempo não esterilizadas, etc. A boca parece polvilhada de branco, sobretudo na parte de dentro das bochechas, como se estivesse coberta por «açúcar pile». Como a infeção se propaga a todo o tubo digestivo, a região anal pode aparecer avermelhada, de um tom intenso. Os «sapinhos» tratam-se com solutos antifúngicos ou um líquido roxo que se vende nas farmácias. Convém aplicar uma pomada antifúngica na região genital, se estiver vermelho. A candidíase oral não tem qualquer perigo, mas pode ser incomodativa e convém ser tratada. Ler Mais...

E os chamados «sapinhos»?

Muitas bebés, especialmente nos primeiros meses de vida, têm «sapinhos», ou seja, uma infecção por fungos. Como os bebés produzem pouca saliva nos primeiros dois a três meses de vida, o ambiente da boca fica mais propício à infecção por este fungo, muitas vezes também na sequência de uma tetina ou chupeta mal esterilizada. Como a infecção se propaga a todo o tubo digestivo, a região anal pode aparecer avermelhada. Os «sapinhos» tratam-se com solutos antifúngicos ou um líquido roxo que se vende nas farmácias. Convém aplicar uma pomada antifúngica no períneo do bebé, se estiver vermelho. Se está a ser amamentado ao peito, convém a mãe lavar bem o peito e aplicar ela própria uma pomada após a mamada, pois o peito poderá ser um dos reservatórios dos fungos. A candidíase oral não tem qualquer perigo mas pode ser incomodativa e convém ser tratada. Ler Mais...

Ambiente e crianças

O mundo é cada vez mais uma gigantesca teia de influências. A criança, como ser especialmente vulnerável, acaba por ser, frequentemente, uma vítima desta teia, sem grandes possibilidades de opção no meio dos diversos ecossistemas. O crescimento das crianças está condicionado por duas ordens de fatores: o «programa» genético, que lhe foi transmitido na altura da concepção e o ambiente pré-natal, perinatal e pós-natal; familiar, local, escolar ou social. Nos ecossistemas que envolvem o bebé, existem factores naturais, fisico-químicos, biológicos, psicológicos e socioculturais que influem directamente na qualidade de vida e no bem-estar da criança os últimos serão provavelmente os mais importantes. Com a drástica diminuição nas sociedades mais afluentes, ditas «ocidentais», das doenças infecciosas e das carências nutricionais, embora com o aumento das doenças originadas em erros alimentares do tipo «abusivo» diabetes, obesidade, outros problemas emergiram. As causas destes problemas e as abordagens destes novos desafios estão muito dependentes das características ambientais que rodeiam a pessoa. Os traumatismos e lesões acidentais são um exemplo típico de como uma «doença» pode estar quase inteiramente dependente dos factores ambientais e ecológicos. O mesmo se dirá para os casos de crianças privadas de meio familiar normal, para os problemas do comportamento ou outros. Situações como a asma, as leucemias e outros tumores, as otites serosas, por exemplo, estão também intimamente ligadas ao ambiente. Ambiente, num sentido lato, acaba por ser tudo e neste caso, as próprias infecções, causadas por agentes existentes no ecossistema, entram no domínio das doenças ambientais. Existem questões cruciais como a poluição e a agressão ambientai. Para além dos ruídos, fumos, agentes irritantes associados aos diversos tipos de poluição sonora, olfactiva ou visual, também a falta de planeamento habitacional, a carência de infra-estruturas básicas, os tóxicos ou os veículos, causam com frequência crescente problemas de morbilidade e de mortalidade. Ler Mais...

Os modelos de informação e aprendizagem

São múltiplos os fatores que fazem uma criança, entre o 1 e os 5 anos, definir a questão do seu género e dos géneros das pessoas e das coisas, designadamente: • Modelo dos pais - desde as relações interpessoais em casa até ao sistema de recompensas: um pai elogiar a filha que trouxe uma flor para a mãe, e criticar o rapaz que fez o mesmo, não estará a ajudar muito uma definição correta do que é essencial; • Observar as crianças - ver como brincam e procurar entender porque e como o fazem. Brincar às casas é normal. Um rapaz arranjar o berço para o boneco também. O desenvolvimento das competências parentais - maternal e paternal, existente em ambos os sexos - é essencial nestas idades, e faz-se através da fantasia e da prática com os brinquedos e bonecos. Só preconceitos, atualmente inaceitáveis, é que podem fazer censurar as brincadeiras ou causar receios relacionados com a orientação sexual. Não se trata disso, mas de coisas muito mais vastas e abstratas na vida atual e futura dos vossos filhos. E é na visão do oposto que eu sei quem sou...; • Se uma criança vive predominantemente só com um dos pais, é mais complicado por vezes perceber a definição de géneros, porque o progenitor com quem está desempenha os dois papéis: maternal e paternal, ou seja, feminino e masculino, definido com base na noção (incorreta e numa visão a «preto e branco», mas que corresponde à das crianças nesta idade) que um homem não tem papel maternal e uma mulher não tem papel paternal; • As tarefas a que se vão habituando as crianças, em casa, não podem ser definidas segundo o género, por default: «O João é quem leva o lixo e a Ana quem lava a loiça.» Umas vezes um, outras vezes outro, a menos que depois haja negociação e um entendimento entre eles; • Os irmãos desempenham um papel fulcral e pode haver tendência à imitação, independentemente do género, mas sim porque para a criança mais velha é um ídolo. E os comentários dos irmãos são importantes: «Olha, com essa camisola cor-de-rosa pareces uma menina.» - escusado será dizer que aquela criança nunca mais usará roupa daquela cor, a não ser que os pais intervenham e expliquem que não é a cor da camisola que define quem as pessoas são; • Os avós, nascidos noutra época, tem os estereótipos mais implantados, até porque recusá-los seria rever toda uma vida em que se desempenharam papéis definidos, e isso poderia causar uma instabilidade interna e relacional muito grande. Por vezes são os avós que censuram os netos por este ou aquele desempenho, que atribuem ao género oposto. Deve-se corrigir a mensagem, se estiver errada, mas sem condenar os avós, antes explicando à criança que quando os avós eram novos as coisas eram diferentes; • No jardim-de-infância, a partir dos 4 anos começa a haver algum espírito de género: eles e elas. Eles são «uns parvos» e elas são «umas estúpidas», uma amostra do que acontecerá mais tarde, com picos no 1.° ciclo e depois aos 12-14 anos; • A censura do grupo de pares tem uma força enorme, e até pode explicar certas reações - principalmente à roupa, corte de cabelo, etc. -, que, para os pais, podem parecer inexplicáveis. Sem ignorar esta pressão de grupo, há no entanto que desenvolver na criança o sentido de que um grupo não pode esmagar a liberdade individual nem o sentido estético de cada um, nem impor regras que não têm o mínimo de justificação; • Por último, não esquecer que os meios de comunicação, designadamente nos anúncios, veiculam uma clara noção de estereótipos, também ao nível do género - a rapariga do vermute não é o rapaz do vermute, o rapaz da cerveja não é a rapariga da cerveja. Perfumes? Elas. Carros? Eles. Isso também é visível nos desenhos animados. Estes considerandos não excluem que os pais não devam desempenhar um papel essencial na transmissão de valores e na desconstrução de alguns mitos, como por exemplo algumas das mensagens referenciadas na comunicação social. Mas tão importantes como as palavras são os atos, e se homens e mulheres são felizmente diferentes, não apenas anatomicamente, mas em termos de desempenho, há por vezes desequilíbrios relacionais que não se coadunam com o discurso. Os pais não devem emitir juízos de valor sobre os desempenhos de género, como sendo «melhores» ou «piores». O modelo em que as crianças vivem é essencialmente -maternal-, Pelo menos até ao fim do 1,° ciclo, os educadores e professores são, de facto, educadoras e professoras, e também os enfermeiros, técnicos de serviço social e médicos essencialmente do sexo feminino. Com muita lentidão, este modelo começa a sofrer alterações, mas com alguma desconfiança, se não na orientação sexual, dos envolvidos, pelo menos na sua eventual competência «para tratar de crianças». Disparate total. Se ninguém discute a importância do desempenho do pai desde o primeiro dia, porquê então ver com tanta estranheza a entrada progressiva dos homens no restante mundo da criança? Ler Mais...

O aconselhamento genético

O aconselhamento genético, para o qual existem técnicos especializados (médicos pediatras e geneticistas) é fundamental, para uma melhor compreensão da doença, do eventual risco de ocorrência de outros casos se os pais pensarem em ter mais filhos e, no futuro, para os próprios jovens quando chega a idade de, eles próprios, pensarem em ter filhos. Igualmente, no aconselhamento genético poder-se-á analisar quem, na família, deverá (se alguém) fazer os testes para deteção de portadores e debater com os pais os resultados e consequências. Por outro lado, é bom ter conhecimento da existência de métodos de diagnóstico pré-natal e, no caso de o casal o desejar, onde pode ser efetuado. Os avanços na terapêutica genética, por seu lado, têm sido tantos, que se espera qualquer dia poder avançar para uma forma de substituir os elementos genéticos em falta. Esse dia chegará, certamente. Quando? É uma questão de tempo, mas a Medicina não pára de nos surpreender e há que ter esperança e acreditar num futuro mais risonho. As melhorias verificadas até agora permitem algum otimismo. Ler Mais...

O meu companheiro pode cortar o cordão umbilical?

Durante a cesariana é importante que o processo decorra sob condições de esterilização. Isto significa que todo o pessoal à volta da mesa de operações e os instrumentos serão esterilizados (o nível mais alto de limpeza). O pessoal tem de passar por uma técnica de limpeza chamada escovagem e depois usar uma bata que foi lavada e embalada seguindo certas normas. Isto é para reduzir o risco de infeção na mãe e no bebé. Se permitirem que o seu companheiro corte o cordão umbilical, significa que terá de seguir os mesmos princípios. Portanto não é prático nem possível que todos os companheiros sejam treinados nesta técnica. Contudo, poderá ser possível que o seu companheiro corte o cordão, uma vez que por vezes é necessário, quando a parteira cortou o cordão e aplicou o grampo, mas há ainda demasiado cordão, sendo uma boa oportunidade para incluir os pais. Ler Mais...
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