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Célula a célula, «enche o menino o papo»

Tudo caminha bem até que, com o tempo, se cria um desequilíbrio entre os gastos e consumos, e a «balança- pende para um dos lados Isto acontece sobretudo depois dos primeiros anos de vida, quando a quantidade de calorias proporcionadas pelos alimentos é excessiva relativamente às necessidades do dia-a-dia, e quando o ritmo de fabrico de novos tecidos e de células começa a relentar. A criança aumenta então demasiado de peso, alterando a silhueta, numa idade em que, socialmente, essa forma redonda deixa de ser apreciada e passa a ser ridicularizada e até impeditiva para algumas brincadeiras: no futebol, o «gordo», quando muito, joga à baliza, e provavelmente porque tem um corpo maior e impede a entrada das bolas. Também, no cinema, na televisão, na literatura infantil, o menino modelo é sempre magro; o gordo é sempre excluído, alcunhado, ostracizado logo no jardim-de-infância. A obesidade é uma fonte de sobrecarga psicológica importante para a criança, com consequências e marcas definitivas muito acentuadas, e representa graves riscos orgânicos para a sua saúde, o que sublinha a importância da sua prevenção e diagnóstico precoce. Os pais são talvez os principais responsáveis pelo excesso de peso dos seus filhos, pois acham quase sempre que a criança nunca come o suficiente e, em consequência, enchem-na de toda a espécie de alimentos - e o problema não está apenas na quantidade como, principalmente, na qualidade. Além disso, os pais são os modelos que as crianças tentam seguir e, portanto, só adquirem bons hábitos se tiverem bons exemplos no dia-a-dia. É altura de nos consciencializarmos de que não podemos incutir uma alimentação racional e um estilo de vida inteligente e saudável nas crianças, se não formos os primeiros a dar o exemplo: Porquê ir para o trabalho de carro, se pode ir a pé? Ou comprar o jornal ou ir ao café? Porquê beber refrigerantes em vez de beber água? Porquê não aproveitar os momentos livres para dar um passeio em família? Ler Mais...

Bebidas não alcoólicas

Na gravidez é importante estar-se bem hidratado para combater a fadiga e evitar prisão de ventre, que é um efeito secundário vulgar na gravidez devido digestão tenta provocada por alterações hormonais no seu corpo. O conselho é que consiga beber 1,5 l de líquidos por dia. Esse líquido deverá ser essencialmente água, mas há outras boas fontes de líquidos, incluindo chás de ervas (evite o chá de folhas de framboesa até mais tarde, na gravidez), sumos de fruta e leite. Contudo, tente não beber demasiado leite pois tem um conteúdo muito alto de calorias (beba magro ou meio-gordo). Evite ou limite o consumo de bebidas com cafeina, incluindo o chá, o café e bebidas gaseificadas, pois a cafeína interfere com a sua absorção de vitaminas e os níveis altos de cafeína têm sido relacionados com um aumento de risco de aborto. Ler Mais...

Que leite?

A partir do primeiro ano de vida, as crianças podem beber o leite UHT meio-gordo, sem necessitar de qualquer adicionamento, e sem açúcar. Os chamados leites «de crescimento» ou «3» são indiscutivelmente bons. Todavia, o seu preço por litro e a adição de mel, em alguns, não justificam a escolha, perante um leite UHT, que é até, na maioria das vezes, o utilizado pelo resto da família e que corresponde às indicações da Direcção-Geral da Saúde, que estão transcritas no livrinho cor-de-rosa ou azul. Mesmo que os pais, por qualquer motivo, incluindo a indicação do médico-assistente, prefiram um leite deste tipo, a partir dos 2 anos completos deverá ser o leite UHT o escolhido. Muitas vezes as crianças fartam-se do sabor e, até por influência dos amigos e da publicidade, começam a desejar um sabor diferente, como o do chocolate. Se por acaso adicionarem algo ao leite, seja um achocolatado, seja papa, é indispensável ser o mínimo dos mínimos, e escolher um produto que tenha um valor baixo de açúcar. O bom senso deve comandar, e se bem que temos de educar os nossos filhos segundo os nossos valores, também temos de compreender que vivem integrados numa sociedade. Mais vale investir as energias em guerras mais essenciais, desde que sejamos cuidadosos em limitar os efeitos colaterais destas medidas. Conselho As crianças que ingerem grandes quantidades de leite, por exemplo, podem ver assim quase totalmente satisfeitas as suas necessidades calóricas diárias. É preferível ter uma noção do que a criança comeu ao fim de um certo período de tempo (por exemplo semanalmente) do que avaliar dia-a-dia a sua ingestão de alimentos. Ler Mais...

Algumas questões sobre os chamados produtos «magros»

Quando vamos ao supermercado é impossível não reparar nos chamados alimentos «magros», light ou com diversas designações, é pois fundamental reter a mensagem de que estes não são alimentos para emagrecer. Há pois que desmistificar a ideia de que os alimentos magros (chamemo-lhes assim) não são isentos de calorias. Têm uma relação calórica menor, mas comer dois iogurtes magros engordará mais do que um meio gordo, além de que não são apenas as calorias que fazem engordar ou emagrecer, mas a relação entre a energia e as necessidades (e todos os dias são diferentes), e a relação entre eles: a associação de hidratos de carbono com gorduras engorda mais do que um doce «a cem porcento». A «magreza» de um produto é geralmente classificada segundo o seu teor em gordura. Mas as calorias vêm também dos hidratos de carbono e das proteínas. E, como referi, da relação entre elas, do tempo que medeia as refeições, da água que se bebe, do servir-se pouco e mastigar muitas vezes, e de tantos outros factores, como os genéticos. Os produtos integrais, por exemplo, não têm menos calorias do que os refinados - por vezes até têm mais - só que o seu equilíbrio biológico e funcional é maior, permitindo um controlo do corpo e do peso mais adequados. Quanto aos açúcares, por exemplo, há que considerar que sacarose não é benéfica, mas que a maltose, dextrose, frutose, lactose, melaço, mel, glucose, açúcar invertido ou mascavado, enfim os outros açúcares, incluindo o da fruta, podem representar um excesso de calorias, se a ingestão for inadequada em quantidade ou temporização. As crianças devem ser habituadas a optar por produtos menos energéticos e com menos gordura e açúcar, principalmente quando se está a falar de queijo, leite, iogurtes, bolachas, compotas, refrigerantes, etc. Muitas vezes estes produtos contêm adoçantes. Vários são os avisos que circulam nas nossas caixas de e-mail sobre o perigo dos adoçantes, mas a investigação não encontrou, quando ingeridos nas quantidades habituais, qualquer relação entre o consumo de adoçantes e o aparecimento de cancro ou de qualquer outra patologia. Ler Mais...

Diabetes

A diabetes é uma doença muito conhecida, o que não impede que continue a ser diagnosticada insuficiente e tardiamente, que as complicações evitáveis apareçam por controlo inadequado (por parte do próprio, familiares e serviços) e que ainda seja uma causa muito importante de handicap e de morte. A diabetes nas crianças, por não ter uma imagem tão cliché, ainda passa despercebida. E o que dizem as estatísticas mundiais é que está a aumentar. Assustadoramente. Há cinco tipos de diabetes: o da gravidez, o do adulto gordo, o das pessoas que, por alguma razão, tiveram de tirar o pâncreas ou parte dele, aquelas que têm um pâncreas não funcionante por causa, por exemplo, de um cancro, e finalmente a das crianças, também conhecida por «tipo I». Talvez por não estarmos muito habituados a que a diabetes possa ser uma doença das crianças (mesmo avisando-as de que, se comerem muitos doces, «ficam diabéticas», referimo-nos sempre ao futuro), a doença ainda é diagnosticada tardiamente. Os dados são perturbadores, porque não apenas a diabetes tipo I está a aumentar, como também a tipo II (a do «adulto gordo») está a aparecer em idades cada vez mais jovens, designadamente os 8 anos de vida. E isto surge nos países desenvolvidos, mas também naqueles em vias de desenvolvimento. Aliás, ainda recentemente os meios de comunicação noticiaram que, pela primeira vez na história da humanidade, há mais pessoas obesas do que malnutridas em termos quantitativos. Os erros alimentares crónicos e a falta de exercício físico são determinantes. E a passividade geral com que se assiste à deterioração da qualidade alimentar é perturbadora: claro que há «n» fatores que tornam a resolução desta questão muito complicada, desde os sociais, familiares e de grupo aos fatores económicos mais globais. Mas cada um pode, em sua casa, fazer alguma coisa, já que a educação e a criação de hábitos nas crianças é uma tarefa fundamentalmente dos pais, por muito tempo que estejam no infantário, na escola...ou em casa dos avós. Os problemas de um diagnóstico tardio são grandes - incluindo coma. Por outro lado, as lesões cardiovasculares, renais, a cegueira e os problemas neurológicos, para só citar alguns, agravam-se com o adiar do diagnóstico e da terapêutica. O cansaço, sede intensa, emagrecimento, por exemplo, são sintomas importantes que, apesar de por si só não indicarem diabetes, devem fazer pensar na hipótese, sobretudo quando se prolongam mais do que se faria prever numa qualquer outra doença banal. E o cansaço, por exemplo, não deve ser sempre atribuído ao trabalho intenso no dia-a-dia, mas sim pormenorizado - quando, a que dias, a que horas, como, etc. E escutar as próprias crianças é essencial. Ainda por cima, sendo as análises, peio menos numa primeira apreciação, tão fáceis e tão simples, há que ter a diabetes como crescente diagnóstico possível - sem neuroses e sem pôr o rótulo a toda a gente, mas pensando que o que é raro é raro e o que é frequente é frequente. E a diabetes infantil e juvenil, de tipo I e de tipo II, é cada vez mais frequente. O que existe, em todos os tipos de diabetes, é a inadequada produção de insulina pelo pâncreas, resultando em problemas do metabolismo e controlo dos níveis de açúcar no sangue (glicemia). Na diabetes tipo I, as células pancreáticas produtoras de insulina são destruídas por anticorpos fabricados pelo organismo, provavelmente tendo como base uma suscetibilidade genética associada a um fator desencadeante (por exemplo, um vírus). Os principais sintomas são:
  • sede;
  • perda de peso;
  • maior frequência a urinar;
  • cansaço;
  • dores abdominais;
  • dores de cabeça;
  • problemas de comportamento, irritabilidade, mau rendimento no jardim-de-infância.
Estes sintomas desenvolvem-se em escassas semanas, mas por vezes a evolução é de dias. Em alguns casos, a diabetes infantil revela-se por cetoacidose, ou seja, episódios de hiperglicemia. O tratamento da diabetes tipo I passa pela administração de insulina e pelo controlo dos níveis de glicemia. A maioria dos esquemas de tratamento incluem o uso de insulina de ação lenta, à noite, e insulina de ação rápida, se necessário, durante o dia. As crianças muito pequenas podem não necessitar da dose noturna. As bombas de insulina, que libertam a hormona lentamente, são uma opção cada vez mais utilizada. O controlo da glicemia é fundamental, para evitar episódios de grandes subidas ou de grandes descidas dos níveis de açúcar, que aumentam o risco de complicações. A dieta de uma criança com diabetes passa pelo consumo racionalizado dos açúcares, fracionar refeições, mastigar bem – numa palavra, um regime alimentar que todas as crianças, com ou sem diabetes, deveriam ter. A atividade física também é importante e não deve conhecer limitações - todavia, dado que o esforço muscular, como o intelectual, aumenta muito o consumo de glucose, há que saber lidar com o equilíbrio entre a insulina e o açúcar, de modo que a criança não faça hipoglicemias. Viver com a diabetes é uma arte, mas uma arte possível. A criança com diabetes rapidamente aprende que o controlo do seu estado é essencial para a sua qualidade de vida e esperança de vida. O trabalho com a equipa médica tem de ser muito cooperativo, no espírito de uma verdadeira equipa, pois passa por diversos aspetos, como aprender a autoadministrar a insulina, vigiar os níveis de açúcar e saber como os controlar, reconhecer os sintomas de hipo ou hiperglicemia, e relacionar-se com a escola e com a comunidade. Ler Mais...

Perguntas e Respostas sobre Alimentação com Substitutos Maternos

Os bebés alimentados com fórmulas substitutas do leite materno têm reações diferentes?   A nível individual não se pode predizer. A nível populacional, pode afirmar-se que os bebés alimentados com substitutos do leite materno têm tendência para obstipação, fezes mais duras, maior incidência de cólicas e de dificuldade em evacuar. Como referi, há casos individuais em que as coisas são ao contrário, estamos pois a falar de tendências de grupos e não de pessoas. Um aspeto importante diz respeito à diluição do leite. As fórmulas existentes no mercado estão elaboradas para serem diluídas na proporção de uma medida para 30 ml de água. Se se põe água a mais, o bebé terá menos calorias em cada biberão. Se se põe água a menos, então o leite fica hiperconcentrado, o que poderá provocar cólicas e desidratação.   Os biberões e a água devem ser fervidos e esterilizados?   Nos anos 60 e 70, quando as autoridades de saúde começaram as campanhas que permitiram melhorar, de uma forma incrível, a situação de saúde dos bebés portugueses um dos grandes problemas era a qualidade da água e os hábitos higiénicos da população, o ambiento da cozinha e locais onde se preparavam os biberões, o facto de a memoria das pessoas viverem em locais rurais, em convívio com animais, moscas, etc. Nossa altura, era prioritário ferver a água e esterilizar os biberões e outros materiais, é ser muito rígido relativamente a estes cuidados de higiene. As coisas mudaram, no nosso país, mesmo que em certos pequenos locais ou aldeias possa ainda existir um ambiente parecido com esse. Não esqueçamos que as bactérias são inteligentes- e procuram ambientes que lhes deem o que precisam para viver e se multiplicar ó por isso que vivem nas pessoas e animais, e nos líquidos orgânicos (fezes, urina, leite, saliva, secreções). A água potável, como acontece com a que corre na larguíssima maioria das torneiras das nossas casas, é isenta de substratos onde as bactérias possam crescer. É pura, no sentido bacteriológico. Do mesmo modo, as pessoas lavam bem as mãos antes de reparar um biberão e este, se for imediatamente limpo após ter sido utilizado, com água bem quente e um escovilhão, não tem bactérias nas suas paredes. Assim se as casas forem feitas deste modo, pode prescindir-se da esterilização dos biberões e restante material, bem como da fervura da água. Claro está, que se se vive num local onde a água é «duvidosa», ou se está numa estação do ano em que há seca e a probabilidade de a água ter bactérias aumenta, aí as medidas têm que ser outras e incluir fervura e esterilização, ou utilização de água mineral. Estas ideias, cientificamente corretas, ainda entram em choque com a prática. Por esse motivo, os pais deverão fazer como se sentirem melhor. Alguns pais não conseguem dar este passo e preferem esterilizar biberões e ferver água durante largos meses. Outros compreendem a questão e não o fazem. Cada um deverá fazer como se sentir melhor. De qualquer modo, há uma pergunta que deixo à vossa consideração: fará sentido esterilizar biberões, usar pinças, ferver a água para depois andar a «pescar» a medida de leite, com as mãos, no meio do pó, no interior da lata (onde ela está!), leite esse que, ele sim, é um bom substrato para o crescimento de bactérias? Por outro lado, não se esqueçam que o dia tem 24 horas e a nossa disponibilidade também têm limites. Todo o tempo e energia que gastamos com determinada coisa, é tempo e energia que roubamos a outras atividades. Se calhar, fará mais sentido simplificar este aspeto e ter mais disponibilidade para brincar com o bebé e contemplálo. No entanto, se os pais optarem por não ferver a água e não esterilizar os biberões, devem sempre seguir as regras básicas de higiene: • Lavar bem as mãos antes do processo, com água e sabonete; • Lavar sempre os biberões com água bem quente, com um escovilhão, logo a seguir à mamada, evitando que o leite fique seco nas paredes do biberão; • Deixar o biberão a secar ao ar; • Certificar-se de que a água da torneira é potável (como acontece na maioria das cidades e concelhos); • Se se utilizar água mineral, usar garrafas não superiores a litro e meio para não ficar a contaminar-se muito tempo, e ir variando a marca, dado que as suas composições em minerais são diferentes; • Garantir que tudo se faz com as mãos lavadas, sem estar a mexer noutras coisas que possam albergar bactérias (que, repito, são as pessoas, animais e líquidos orgânicos).   E as tetinas?   A questão das tetinas dava -pano para mangas». Há diversas no mercado, conforme a própria variedade de biberões. Embora a indostana tenha as tetinas organizadas para determinadas idades, ô óbvio que os fabricantes não conhecem o vosso bebé em particular. Assim, pode acontecer que as tetinas para determinado mês não acertem com o vosso bebé, mesmo que ele tenha essa idade. Assim, ó bom ver como o bebé reage e, se necessário, mudar de tetina. Para verificar se o leite corre bem, há que inverter o biberão e ver se pinga gota-a-gota, regularmente. Se escorre em fio, o bebé poder-se-á engasgar. Se corre muito lentamente, obrigará o bebé a um esforço muito grande e irá cansar-se e mamar menos. As tetinas têm que ser muito bem limpas, dado que as rugosidades e o tipo de superfície podem reter restos de leite que, se perdurarem muito tempo, poderão favorecer o crescimento de bactérias. O ideal é fazer isso logo a seguir à mamada, quando o leite ainda está líquido.   A que temperatura se deve dar o biberão?   Se esta questão não se põe com o leite materno, porque está à temperatura corporal, já com o biberão pode haver variações. Há bebés que gostam do leite quente, há outros que o preferem à temperatura ambiente. Ou que se habituam a ela (porque também é mais prático para os pais). O vosso filho dirá de sua justiça, mas é sempre uma questão a verificar, se ele não estiver a comer como seria de prever.   E se ele não comer tudo? Posso guardar para daqui a bocado?   Não é bom guardar restos de leite, a menos que seja para daqui a muito pouco tempo (não mais do que dez minutos). O leite é, como se disse, um excelente meio de cultura de bactérias. Ao manipular o biberão e ao mamar, as bactérias vão passando das nossas mãos (mesmo que bem lavadas) e da boca do bebé. Se o tempo for muito, estas bactérias começam a multiplicar-se e podem ficar em número suficientemente grande para causar algum desarranjo intestinal ao bebé. Assim, restos de leite deverão sempre ser deitados fora.   Posso fazer o biberão e guardar no frigorífico?   Sim, durante 24 horas, mas porventura será melhor guardar apenas a água, já medi- da (se for adepto da fervura e esterilização) e juntar o pó apenas no momento, ou então usar água da torneira na altura e colocar o pó. Lembre-se de que o leite é que ó o grande caldo de cultura para as bactérias. A água, sozinha, não é, desde que tenha sido manipulada com mãos bem limpas.   E o micro-ondas?   Pode utilizar o micro-ondas ó perfeitamente seguro no que diz respeito às ondas que emite. No entanto, há um risco para o qual deve ter muita atenção: quando se coloca qualquer recipiente com um líquido, no micro-ondas, o líquido tem tendência a aquecer mais do que o recipiente. Pode, assim, acontecer pegar no biberão e ele estar morno, mas o leite estar a ferver, o que pode causar queimaduras na boca do bebé. Por outro lado, acontece também haver partes que ficam muito quentes e outras menos (mais com as papas do que com líquidos). Convém, assim, misturar muito bem.   E o leite materno, pode ser aquecido no micro-ondas?   Poder, pode. Mas há quem diga que as suas propriedades, em termos dos elementos vivos e de algumas vitaminas podem ficar comprometidas. Se houver a hipótese de o aquecer em banho-maria será preferível, mas se for mais prático aqueça no micro-ondas.   O bebé não quer mamar no biberão, o que devo fazer?   Alguns bebés recusam a tetina, porque percebem que não é o mamilo da mãe, o qual lhe dá uma segurança adicional. Nestas alturas, há várias estratégias que podem funcionar, sendo a mais radical, a fome, que reduzirá as exigências do bebé, apesar de lhe criar alguns momentos de stresse. No entanto, uma solução pode passar por ser outra pessoa, que não a mãe, a dalhe o biberão. Desta forma, o fator peito é menos evidente na escolha do bebé. A mudança de tetina pode ajudar - as de silicone podem ser preferíveis às de borracha. Mas, seja a estratégia que adotar, não mostre receio, ansiedade ou desespero. Se o quer convencer a aceitar uma coisa que ele pensa que é pior, tem que ter, ao menos, a segurança da atitude convicta dos pais. Se ele -lê- nos olhos da mãe dúvidas e angústias, ficará, ele próprio, mais fragilizado. É claro que a própria mãe que deixa de dar peito, sente uma perda e terá que fazer esse luto. É o momento que coincide, frequentemente, com o ir para o infantário, com o ver o bebé a crescer e a tornar-se menino, com inúmeros sentimentos antagónicos e ambivalentes que desequilibram também os pais.   Que cuidados técnicos devo ter ao dar o biberão?   Quando se dá o biberão convém adotar uma posição confortável e apoiar o braço onde se deita o bebé. Não é conveniente que o bebé fique muito deitado, mas também não sentado. Algo de intermédio que é, aliás, instintivo. Ao fazer chegar o biberão ao bebé, basta fazer um pouco de pressão com a tetina junto ao canto da boca para ele perceber que dali vem coisa boa e começar a mamar. O leite do biberão deve sempre cobrir a parte da tetina, para o bebé não engolir ar. Tem que ir vendo se o leite escorre. Às vezes ficam pequenos grânulos do pó que não se dissolveram e entopem. Volte e agite o biberão e retome. Por vezes ele tem que descansar. Convém retirar o biberão, deixá-lo parar um bocadinho e depois retomar a mamada. A diluição das fórmulas infantis deve ser sempre de uma medida rasa para 30 ml de água, salvo em situações excecionais recomendadas pelo médico assistente.   Posso deixar o bebé a mamar sozinho no biberão?   É uma prática que deve ser contrariada, por dois motivos: o ato de amamentar é um momento de interação entre o bebé e quem cuida dele. Por outro lado, e mais significativo, um bebé deitado com um biberão na mão arrisca-se a engasgar-se e, inclusivamente, asfixiar-se com o leite. Como fazer se ainda quero dar peito mas há momentos em que precisa de biberão? Não é obrigatório dar apenas peito ou apenas um substituto do leite materno. Se vai retomar o trabalho, por exemplo, sabe que tem direito a duas horas por dia de redução de horário, e se calhar consegue arranjar uma maneira de dar algumas mamadas. É claro que estas coisas podem funcionar bem ou o seu filho decidir-se pelo biberão, mas ó coisa que só se sabe com o andar dos tempos. Se vai começar a dar biberão porque o bebé não está a aumentar de peso ou porque o leite já não sai em grande quantidade, dê-lhe sempre primeiro o peito, mas reduzindo o tempo (5 minutos em cada lado) e ofereça-lhe depois o biberão, na quantidade que ele for aceitando. Convém andar sempre um bocadinho à frente dele, ou seja, se ele já come 90 ml com três medidas em todas as mamadas, aumente para 120 ml com quatro, e por aí adiante.   O que são os probióticos?   Há muitas décadas que se conhecem os probióticos, agentes que beneficiam o funcionamento intestinal. Tratam-se de alimentos que incorporam microrganismos vivos (lactobacilos, bifidobactérias) e que, consumidos em quantidades suficientes, produzem benefícios para a saúde e para o bem-estar. Não se sabe totalmente como funcionam, mas sabe-se que combatem a instalação de bactérias causadoras de doenças. O intestino é povoado por bactérias - muitas delas são úteis para a função intestinal. Os probióticos visam dar condições para que estas cresçam, em detrimento das que causam doenças. Assim, os probióticos pelos seus efeitos na prevenção e no tratamento de algumas doenças, representam um contributo útil para a saúde.   Quando devo dar leite de vaca?   Só depois dos 12 meses. As recomendações da Academia Americana de Pediatria, da Sociedade Europeia de Gastroenterologia e Nutrição Pediátricas e de muitas outras instituições vão no sentido de só se iniciar o leite de vaca em natureza a partir do ano de idade. O risco de pequenas hemorragias intestinais microscópicas (com eventual anemia) e de maior intolerância, justificam esta atitude. Obviamente que risco não é sinónimo de realidade. Muitas crianças já iniciaram o leite de vaca em natureza mais cedo sem quaisquer efeitos secundários. No entanto, será bom que estas recomendações sejam seguidas. Da mesma forma, ao iniciar o leite de vaca em natureza, o tipo de leite escolhido deverá ser o UHT (da marca que os pais preferirem), já que não necessita de ser fervido. A fervura pode, em certas crianças, tornar o leite mais indigesto, que ó o que acontece com o chamado leite «do dia». Por outro lado, quanto à escolha do leite, o magro deve ser excluído. Entre o gordo e o meio-gordo: o gordo é completo e muito bom para as crianças desta idade, por outro lado, em termos de criação de hábito alimentar, é bom que as crianças se habituem ao meio-gordo, para não terem mais tarde que fazer transições bruscas, sempre pior aceites. Os leites que várias firmas comercializam, suplementados com cálcio e vitaminas, são dispensáveis na maioria dos casos, embora sejam produtos de boa qualidade. Ler Mais...
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