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O que está por detrás de uma birra?

Podemos analisar a birra de várias formas. Se descodificarmos o comportamento físico que a criança exibe, claramente constataremos que entrou em disrupção entre o corpo e a mente, ou seja, os músculos e articulações mexem-se aleatoriamente, descarregando energia de forma desorganizada e inconsequente, e descarregando também agressividade. Porque não consegue o que quer, porque as coisas não correm exatamente como queria, a frustração instala-se, os sentimentos mexem-se e remexem. Ter birras é normal. Nunca as ter pode sê-lo, mas indica mais frequentemente uma disfunção a nível da gestão dos sentimentos. As crianças não conseguem lidar com muitos sentimentos ao mesmo tempo. Não conseguem porque não têm capacidade de lidar com eles. Por um lado, há ainda uma omnipotência que a faz olhar-se como uma pessoa com vontade (por vezes férrea) que não só não admite ser contrariada, como não entende que as coisas demorem tempo, que têm de ser arranjadas e que mesmo com «escravos» não é de imediato que se fabrica isto ou aquilo. E o nosso pequeno tiranete ou candidato a tiranete, embora comece a entender que, para se viver em sociedade, há que respeitar os outros, partilhar, esperar e muitas vezes desistir ou guardar para melhores dias, ainda não sabe muito bem como o conseguir. Acresce que, muitas das vezes, a criança já tem um sentido ético desenvolvido (porque os pais o ensinaram) e sabe que o que deseja não é correto, mas ainda não tem força nem saber para conseguir lida com isso. Trata-se, assim, de uma firmação do «eu», num momento em que a criança começa a sentir a perde do poder associado à omnipotência e sabe que o mundo já não está sob a sua batuta. É uma fase normal do crescimento e uma tentativa de conquistar uma identidade pessoal. Entre a autonomia que quer, mas que ameaça, e a dependência dos pais que protege, mas castra, qualquer coisa faz faísca, os dilemas surgem, e a criança acaba frequentemente num «quero-não quero», como no caso do Samuel, a seguir descrito. Instala-se uma luta interior entre o diabinho que empurra para o querer, e o anjinho que investe no não querer. Voltando ao caso do Samuel, a desistência foi dele, como sempre deverá ser. A birra é uma forma de chantagem, mesmo que corresponda a uma desorientação da criança. Aliás, esta componente de chantagem é muito evidente quando as birras acontecem em locais públicos, lojas, supermercados ou em casa de pessoas com quem as crianças sentem «as costas quentes». Não se deve ter medo de dizer «não», como relembramos diversas vezes neste livro. Mas pode dizer-se «não» sem referir a palavra, ou pelo menos sem a vincar e fazer da negativa o núcleo da nossa mensagem, e fazê-lo sublinhando sempre que o amor dos pais pelos filhos é incondicional. Mais, é essencial que os nossos filhos entendam que uma das formas de expressar esse amor é educar para o rigor para a disciplina e para o respeito. E também é essencial que sintam que há caminhos vedados e sentidos proibidos: não será o -método birra- que fará mudar as ideias dos pais, nem a vitimização. As birras são muito frequentes: •Na hora da refeição; •Em público; •Em ambientes com muita gente e confusão; •Quando tem sono; •Quando tem fome; •Quando está cansada; •Quando quer muito uma coisa e não entende porque não lha dão; • Quando quer muito uma coisa, mas ela própria entende que o seu desejo não é eticamente correto. Perante uma birra, deve, mesmo que seja um exemplar exercício de autodomínio: • Manter-se calmo; • Não responder emocionalmente, nem por palavras nem por gestos, olhares ou rigidez corporal; • Se necessário agarrar na criança, não apenas com objetivos afetivos (lembre-se de que ela está a sentir-se muito infeliz, mesmo que transpareça raiva), mas também para evitar que se magoe, se a crise de «disrupção corporal» for de grau elevado; • Levar a criança para um local onde possa dar-lhe apoio e conversar sem outras pessoas a comentar, a incomodarem ou a darem palpites sobre o que fazer; • Dizer à criança que não voltará ao local ou às atividades enquanto não se acalmar; • Por vezes ter de esperar algum tempo até a criança se reorganizar - há quem sugira um minuto por anos de vida da criança; • Explicar calmamente que está à espera que ela se acalme, se necessário digam que vai contar até um determinado número (uma dezena por ano) e que espera que até lá tudo esteja resolvido - se vir que ela está a fazer um esforço para se acalmar, pode contar devagarinho; • Dar-lhe razão naquilo em que ela a tiver: «Sei que estás muito cansado e que te apetecia estar quentinho na cama, mas sabes, os senhores estão a demorar muito tempo a servir o jantar, e por isso é preciso que tenhas paciência, como os meninos lindos e queridos têm, mas tu tens razão...»; • Nunca ceder, por muitas voltas que a situação dê. A criança tem de perceber que a birra, a desorganização e a falta de lucidez e de autocontrolo não resolvem nada nem são armas permitidas. Mas para isso é fundamental que, perante uma birra, os pais também não façam outra... Ler Mais...

Perguntas e Respostas sobre Alimentação ao Peito

O que é a «subida do leite»? Chama-se -subida do leite- (ou «descida», também) ao que acontece cerca do 3.° ou 4.° dias - o peito incha, torna-se doloroso e às vezes surge febre. O leite transforma-se, então, surgindo um leite que parece mais aguado e azulado. Quando as mães não foram informadas deste aspeto podem pensar que estão doentes, porque têm febre, ou que o seu leite -é fraco-. Sobretudo quando estão em stresse e a ocitocina não se produz, dificultando a saída do leite. Passado um ou dois dias o leite flui normalmente e ajusta-se, em quantidade e qualidade, às necessidades do bebé. Do seu bebé. E mais uns dois dias e terá o aspeto de -leite-, embora sempre mais amarelado do que o leite de outros animais. Qual a melhor posição para colocar um bebé a mamar? A posição de dar de mamar é importante, pois favorece a amamentação e faz com que as coisas corram com menos problemas, designadamente a nível dos mamilos e do aparecimento de gretas: 1. Quando está a dar de mamar concentre-se nessa tarefa e ignore preocupações, telemóveis e outras formas de interrupção. Se lhe apetecer, ponha um CD de música tranquila e evite estar com luzes muito fortes. 2. Deve posicionar-se confortavelmente com as costas bem assentes e apoiadas, almofadas ou travesseiros a apoiarem os braços, e os pós assentes num apoio (tipo «lista telefónica»). 3. Posicione o bebé perto de si, com as ancas dele fletidas, para que o bebé não tenha que voltar a cabeça para chegar ao peito. A boca e o nariz do bebé deverão estar de frente para o mamilo. 4. Apoie o peito, para que não pressione o queixo do bebé. 5. Chegue o bebé ao peito, encorajando-o a abrir a boca amplamente, de modo a agarrar o mamilo. Faça uma ligeira pressão nas costas do bebé, mais do que no pescoço. O nariz tocará no peito. As mãos da mãe são, assim, um «segundo pescoço». 6. Tenha prazer. Sinta-se bem e confortável. A calma do ambiente e o seu conforto vão ser elementos determinantes para que o seu bebé possa mamar calmamente, a ocitocina se produza bem e o leite flua sem problemas, assegurando uma amamentação calma e tranquila. Que horário devo estabelecer para as mamadas? Optar por um regime Iivre, salvo se houver uma indicação médica em contrário (por exemplo, em bebés com pesos muito baixos ou muito elevados). Os intervalos poderão flutuar entre as 2h30 e as 4h30 durante o dia ou ir até às 6-7 horas à noite. Nos primeiros três meses, deve-se acordar o bebé no fim desse período. Nos primeiros dias o horário pode ser -caótico» - alguns bebés e mães demoram alguns dias até conseguirem estabelecer um padrão regular. Que duração das mamadas? Depois dos Pias iniciais, atinge-se uma regularidade de cerca de 10-15 minutos no primeiro peito e 5 minutos a 10 minutos no segundo peito. Mamadas muito prolongadas só servem para o bebé se encher de ar, e para a mãe ficar com os mamilos gretados e dolorosos, o que vai dificultar a mamada. Devo colocar soro fisiológico nasal no bebé antes das mamadas? É útil colocar duas gotas de soro fisiológico nas narinas, antes das mamadas, para que o bebé possa respirar bem quando este a comer - assim engolirá menos ar. O nariz dos bebés não vem preparado para o ar que respiramos (poluição, secura, etc…) e reage, produzindo secreções e inflamando-se. O soro ajuda a desobstruir. Mesmo que o bebé não goste - o que deseja ô leite e é-lhe dada «água com sal» -. depressa se habituará. Não se devem usar -aspiradores- porque atuam por sucção e causam pequenos «chupões» na parede das narinas, contribuindo para uma maior obstrução. Que alterações sofre o peito na altura da amamentação? O peito aumenta de tamanho durante a amamentação (como. aliás, já durante a gravidez), mas mesmo que a mulher ache que isso a desfeia, quando deixar de amamentar os peitos voltam ao tamanho e forma anteriores. O meu bebé está cheio de fome, mas parece que não quer mamar, chora, grita e contorce-se, o que devo fazer? Às vozes os bebés estão tão esfomeados que nem percebem bem onde está o peito, o então contorcem-se à procura, sentem o cheiro, sabem que estão perto mas não conseguem acertar a boca com o mamilo. Isto causa lhes algum desespero. Por vezes é porque o peito está muito engorgitado e o bebé não consegue chegar ao mamilo porque fica com o nariz esborrachado no peito. Outras razões podem ser uma candidíase (sapinhos), uma otite ou outra situação de doença. Faça o seguinte: descontraia-se e tente organizá-lo, orientando-o para o mamilo, mas sem lhe tocar de um ou do outro lado da cara, porque ele instintivamente voltará a cabeça para ai e pode perder o mamilo novamente (reflexo dos pontos cardeais). Com o seu dedo, empurre o poito um pouco para trás, para que o bebé consiga respirar. Ajude-o a encontrar o mamilo e vai ver que ele, quando o apanhar e começar a mamar, fica sossegado e deixa de chorar. Qualquer entrada em stresse é sentida pelo bebé, através do toque dos dedos da mãe, e isso contribuirá para ficar ainda mais irritado. Ele adormece no meio da mamada... Pode adormecer por várias razões. Uma delas tem a ver com a saída do leite. Se estiver em stresse, o seu leite sairá com dificuldade e o bebé gastará a sua energia mais rapidamente, adormecendo. De qualquer maneira, nas primeiras semanas, pode ser apenas sono e reação à estimulação da situação. Tente acordá-lo mexendo-lhe nos pés, ou por exemplo mudando a fralda, e leve-o novamente ao peito. Se vir que ele não reage e que quer mesmo dormir, ponha-o no berço, mas provavelmente daí a bocado ele irá acordar cheio de fome. Tente não entrar em ansiedade, para o leite fluir bem, e tente também não estimular o bebé demais (muita gente, muita manipulação, luzes fortes, etc…). Qual é a melhor posição para o pôr a arrotar? O bebé deverá ser posto a arrotar entre o mamar nos dois peitos e no final (ou sempre que o bebé quera). Se o bebé não arrotar bem fica com a barriga cheia de ar, com soluços e mal disposto, mamando pior. Alguns bebés tem dificuldade em arrotar - senta los, tentando esticar o queixo com o indicador da mão direita, e a nuca, com o polegar da mesma mão, fazendo depois pequenas fações nas costas pode solucionar o problema. E natural que o bebé se agite com as fações, sinal de que está senti-las. O arroto chega e o bebé fica aliviado. Outra posição ô, depois das primeiras semanas, levantar o bebé no seu ombro e dar umas palmadinhas suaves nas costas. Pode bolçar, pelo que é melhor pôr uma fralda sobre o seu ombro. Porque é que o bebé tem soluços? Os soluços são espasmos de um músculo que separa o tórax do abdómen, o diafragma, quando este é irritado por uma coisa que faz pressão, como é o caso do ar que fica no estômago. Os soluços são, assim, causados geralmente pelo ar engolido e que ainda não saiu com o arroto. Os bebés que são glutões ou vorazes têm tendência para engolir mais ar, assim como aqueles que têm o nariz entupido. Há diversas lendas e mitos sobre os soluços, mas para além de incomodativos não têm qualquer outro significado estranho. Algumas pessoas criem que apertar o dedo mindinho aos bebés fará passar os ataques de soluços. Só se for com o susto (que é como se consegue desfazer os espasmos do diafragma, nos adultos) ou pelo facto de sentir a mão da mãe e acalmar. Ouvi dizer que o stresse tem um papel terrível no aleitamento... Se a mãe está preocupada com alguma coisa (nomeadamente com o (ato de o bebé poder estar a mamar pouco ou mal), o stresse vai inibir as hormonas da saída do leite, ou seja, o bebé vai puxar mas o leite não sai. Resultado: o peito fica duro e a doer, a criança chora e fica com fome e isso ainda vai aumentar mais o stresse da mãe. Assim, é «boa politica» descontrair-se e pensar sempre que há outras opções. Se não puder ou não quiser dar de mamar não e por isso que o bebé vai ficar à fome. Se pensar assim vai ver que tem leito que chegue. Por outro lado, não ô preciso estar sempre a pesar o bebé. O bom estado gorai dele ou dela, o espeto aos olhos dos pais. o facto de estar bem de saúde, e o olhar para os seus refegos nas bochechas, coxas e barriga, complementada com a pesagem nas consultas chega para avaliar a evolução. Pouca complicação e bom senso é meio caminho andado... Ouvi dizer que algumas pessoas têm dores de barriga quando dão de mamar? É. e espero com o devido respeito, que as tenha também, se nos estamos a referir no mesmo. Essas dores no abdómen são contrações uterinas, desencadeadas polas libertação de ocitocina, quando o bebé começa a mamar. Logo, se tiver essas dores (que são breves, embora possam ser fortes), quer dizer que está com excelentes níveis de ocitocina e que o seu leite fluirá, contribuindo para o êxito da amamentação. Devem existir algumas restrições na minha alimentação? Não há propriamente restrições. Mas convém chamar a atenção para três aspetos: • Alimentos que podem dar sabor ao leite e que o bebé pode não gostar, como algumas especiarias, alho, cebola, espargos. Se o bebé rejeitar as mamadas a seguir à mãe ter comido esses alimentos ó porque há uma relação entre o sabor do leite e a rejeição (mas até pode dar-se o caso de gostar! como parece ser o caso do salmão, peixes fumados e cominhos, funcho e ervas aromáticas): • Alimentos que causam alergias com maior probabilidade, como tomate, ovo, produtos de charcutaria, enlatados, chocolate, mel (por causa das flores e dos inseticidas), etc. - o bebé pode ficar com diarreia ou manchinhas na pele; • Alimentos que contem cafeína e outros estimulantes, como o café, chá preto ou ver- de, e colas. Se a mãe beber estas bebidas em abundância o bebé pode ficar mais excitado e com maior dificuldade em dormir. Posso fumar ou beber álcool? E os medicamentos? Não e recomendável fumar. Um dos efeitos do tabaco é a redução do volume de leite, pera além do Que, das mais de Ires mil substâncias do tabaco, algumas passem pelo leite. A nicotina pode causar vómitos, diarreia, perturbações do sono e agitação no bebé. Além disso, o fumo do tabaco é das substâncias que mais mal fazem ao bebé, em termos de prejudicar as vias respiratórias, pois aumenta a secreção de muco e paralisa as defesas dos brônquios. Os bebés são das maiores vítimas do fumo passivo. Por outro lado, o álcool é tolerável se for em quantidades muito pequenas - um copo de vez em quando. Qualquer quantidade que possa toldar a mãe é indesejável, não apenas pelo que pode passar pelo leite, mas sobretudo porque pode colocar em perigo criança, quando a mãe lhe pega ou movimenta, quando mexe em água a ferver, etc. No caso de ter dores fortes ou alguma doença para a qual precisa de tomar medicamentos deve sempre debater o assunto com o seu médico assistente. Há medicamentos que são nocivos, outros não mas que dependem da pessoa em causa. Sempre que tiver uma dúvida, consulte-o ou telefone para as linhas de apoio à amamentação ou para o Saúde 24 (contactos úteis no final do livro). Devo beber mais água?   É bom aumentar a ingestão de líquidos - seja leite, seja água. Ajudará à produção do leite. Mas não se esqueça que o mais importante é garantir o equilíbrio das hormonas que gerem a lactação: a prolactina, que produz o leite e que sobe com o facto de o bebé mamar, e a ocitocina, que faz sair fluidamente o leite, e que é muito sensível ao stresse. Como fazer para evitar gretas?   As gretas aparecem por fricção do mamilo, mas também por uma sucção exagerada, em força, quando o bebé não consegue extrair o leite porque a mãe está em stresse e o leite não sai. Se sentir que o mamilo está a ficar gretado, use uma pomada hidratante com gordura, tipo vaselina, passe com um bocadinho de leite e deixe secar ao ar, se possível. Evite que os discos fiquem húmidos porque, se apertados contra o mamilo, ajudam a macerar. E nunca arranque o bebé do peito quando ele estiver a mamar. Às vezes o mamilo sangra e o bebé engolirá esse sangue. Não se admire se, quando bolça, vier o conteúdo do bolçado sujo de sangue. É o seu sangue e não o do bebé E não tem qualquer problema. E se o peito ficar tenso e encaroçado? A tensão mamária está relacionada com o leite que se acumula nos canais, bem como com a chamada de sangue que se faz nessa altura, provocando uma ingurgitação e sensação de plenitude. Acontece, também, se o leite não for bem extraído ou se a mãe produzir bastante mais leite do que o que o bebé mama. Convém, neste caso, extrair o leite, com uma bomba, e até pode fazê-lo um pouco antes da mamada porque se o peito fica muito hirto; O bebé terá grande dificuldade em pegar no mamilo. Os caroços que, por vezes, aparecem no peito da mãe que amamenta têm a ver com entupimentos dos canais de leite, e não com qualquer outro tipo de caroço, como n tumores. A massagem pode ajudar a desfazer esse entupimento. Uma massagem pode ajudar a aliviar as dores, que às vezes são fortes. Se a sensação for muito má, com dores fortes, fale ao seu médico assistente. Do mesmo modo, pode sentir tensão na axila, porque a glândula mamária, em algumas mulheres, tem uma extensão para essa zona, e quando aumenta, como no caso de lactação, a axila fica dolorosa, sobretudo quando movimenta os braços. Os meus mamilos são invertidos, posso dar de mamar? O formato e tipo de mamilo (normal, plano ou invertido) não tem obrigatoriamente uma relação com o sucesso da amamentação, à semelhança do que acontece com o tamanho do peito. Se excetuarmos os casos extremos, o mamilo sofre uma ereção suficiente para o bebé «pegar». Se for necessário, podem usar-se mamilos artificiais, de silicone, que ajudam a ultrapassar esses pequenos obstáculos. Devo usar um soutien especial? Sim. O melhor é um soutien de amamentação, que tem copas que se abrem individualmente e que permitem a abertura de cada peito. Os soutiens normais não são práticos. Convém sempre colocar discos de amamentação, depois da mamada, para absorver o leite que entretanto vai pingando. Não se admire de sentir uma ejeção de leite cada vez que ouve um bebé a chorar (mesmo que não seja o seu) ou que se lembre do seu. Assim como é natural estar a dar de mamar num peito e o outro começar a pingar. Dar de mamar desfeia o peito? E o corpo? Não. Não é verdade. O peito aumenta de tamanho durante a amamentação (como, aliás, já durante a gravidez), mas mesmo que a mulher ache que isso a desfeia, quando deixar de amamentar os peitos voltam ao tamanho e forma anteriores. Curiosamente, as hormonas produzidas na amamentação, bem como o facto de estar a produzir leite, fazem com que mais facilmente volte a ter o peso controlado e a figura física que era a sua. Pode-se retirar o leite e guardar, ou congelar? Sim. Existem bombas e saquetas próprias para o efeito. Há que ter o cuidado de manter uma boa higiene durante todo o processo, para que não haja contaminação por bactérias (essencialmente, lavar bem as mãos!), e o leite dura 24 horas no frigorífico ou até três meses quando congelado. O aquecimento far-se-á como para qualquer leite - banho-maria ou micro-ondas, por exemplo. As papas de cereais podem ser preparadas com o leite materno, também. Até quando posso dar de mamar? Até quando PUDER e QUISER. Qualquer período de tempo é bom, embora as primeiras semanas sejam mais importantes. A propósito: sabe que, quando regressar ao trabalho, tem direito a tirar duas horas por dias durante o primeiro ano de vida do bebé? Atenção, contudo, que a partir dos 6 meses, - altura em que o bebé necessita de uma progressiva autonomia em relação à mãe, e esta tem que fazer o chamado «luto» do bebé, para viver sem ansiedade e sem angústias todo o seu desenvolvimento e o seu dia-a-dia -, a continuação da amamentação pode ter alguns efeitos não muito bons, quando a relação entre a mãe e a criança começa a ser de dependência (nos dois sentidos). Será que o bebé está a aumentar? Deverei pesá-lo «todos os dias»? A balança pode ser uma fonte de stresse. Vejamos: um bebé não aumenta «quilos» em meia dúzia de dias. Mais: se for um bebé leve, o aumento diário será reduzido. Para mais, há bebés que não são regulares no aumento, podendo estar dois ou três dias sem grandes variações e, de súbito, aumentarem bastante o peso. Ainda por cima, se calcularmos uma média de 30 gramas/dia, vemos que os xixis, cocos, ter ou não comido, mudanças de balança, roupas, etc, podem somar muito mais do que esse valor. Assim, é recomendável que os pais pesem o bebé «a olho», ou seja, se não houver indicação do médico no sentido de pesagens mais frequentes, depois da primeira consulta e até à consulta do mês (repito, em bebés saudáveis e de peso normal) os pais poderão utilizar o «oleómetro», quer dizer, ver a partir de três critérios, se o seu bebé está a aumentar o que deve: • O bebé faz intervalos dentro do que foi referido - 2h30 a 4h30 durante o dia e eventualmente mais à noite; • O bebé «está bem» - dorme tranquilo, chora com força quando tem fome ou outro incómodo, está bem-disposto e calmo quando está acordado sem qualquer problema que o mace; • Os «refegos» nas coxas, barriga, maminhas começam a aumentar. O queixo duplica e começa a esconder o pescoço. As bochechas ficam mais redondas. Se tudo isto se está a passar, então não vale a pena estar a pesar o bebé. O meu bebé bolça muito, é normal? Bolçar é próprio dos bebés. Uns mais do que outros, mas todos têm os seus momentos. Se o bebé está bem, se está a aumentar de peso e não lhe notam qualquer problema «come bem, faz bem cocó», não há razão para alarme. Há quem diga que «menino bolçado é menino criado»... Os pais devem obviamente levar o bebé ao médico se sentirem que ele está a não ganhar peso ou que vomita, o que é um pouco diferente. Sobretudo se for em todas as mamadas, ou acompanhado de outros sintomas. A presença de sangue no bolçado pode ser, apenas, sinal de que os mamilos da mãe estão gretados e o sangue é dela. Quanto à quantidade bolçada, é frequente os pais terem a ideia de que foram quantidades enormes. Mas, tal como as pessoas que sangram do nariz e «enchem» a almofada, não é preciso uma grande quantidade para fazer uma mancha de dimensões razoáveis. Experimentem derramar 10 ml de leite numa fralda e vejam o que suja! Devo dar de mamar durante a noite? Nos primeiros meses, é normal um bebé comer à noite e ainda não ter um ciclo hormonal e de regulação que permita aguentar muitas horas sem comer. Passados dois meses, já o fígado está desenvolvido e capaz de regular a glicemia, evitando que o bebé possa fazer baixas de açúcar no sangue sem dar por isso. A maioria dos bebés, aos 2 meses, já aguentam 7 a 8 horas sem comer, durante a noite. Pode acontecer, no entanto, variações de apetite, sobretudo quando o bebé está num surto de crescimento ou de desenvolvimento, e voltar a pedir comida a meio da noite por volta dos 4-6 meses este retrocesso é frequente, muitas vezes nos bebés que ainda não começaram a comer sólidos, quase como se fosse uma indicação de que está na altura de o fazer. Depois, há que considerar outros motivos para acordar à noite: dores relacionadas com a dentição, sonhos, frio, calor ou instabilidade do sono nos momentos de desenvolvimento. Se não houver uma tentativa de entender o que está em causa e resolver a questão (por exemplo, um analgésico se as dores da dentição são fortes, ou um vestuário mais quente se o bebé tem frio), e se der imediatamente o leite, o bebé poderá começar a regular o seu despertador biológico para acordar sempre àquela hora, e depois só voltará a adormecer com os rituais todos, incluindo o leite. Comer à noite exige digestão e obriga o corpo a mobilizar energias para o aparelho digestivo e metabólico quando estas deveriam estar concentradas no trabalho cerebral que o bebé tem que fazer. Cada caso é um caso, mas deve-se avançar por pequenos «degraus». Talvez uma palavra e um bocadinho de água o sosseguem, mas muitos só se calam sendo pegados, sentindo o toque da pele da mãe ou do pai e, claro, o sabor do leite a escorregar pela boca... Como desmamar? Não há propriamente uma técnica de desmame. O corte com o peito materno tem, às vezes, que ser radical, noutra a mãe consegue trabalhar e ainda dar uma ou duas mamadas. Antigamente ia-se reduzindo a pouco e pouco, mas atualmente advoga-se que se passe para o biberão de imediato, sem fases. Mas cada casal saberá como sente essa transição, e não se deverá nunca fazer nada que seja sentido, pelo bebé ou pelos pais, como uma medida traumática. O desmame, feito depois de alguns meses, leva a que a mãe produza menos leite e a lactação pare sem problemas de maior. Se for precoce ou se a mãe tem muito leite, o risco de fazer um ingurgitamento mamário e eventualmente uma mastite, é maior. Sugere-se assim que a mãe contacte o seu médico, clínico geral ou obstetra, para saber se tem que tomar algum medicamento inibidor das hormonas produtoras de leite. Ajuda ao processo se for outra pessoa, que não a mãe, a dar o biberão, até o bebé estar habituado. Ler Mais...

Conselho sobre obstrução nasal

Os pais e educadores devem estar muito atentos ao nariz das crianças, e tratá-lo de forma a garantir a sua permeabilidade. No entanto, há que tomar em atenção o seguinte: a parede do nariz (mucosa) é muito frágil (exatamente por ser fina e muito vascularizada). Qualquer agressão (cotonete, aspirador de secreções, limpezas bruscas, etc.) pode lesar a parede do nariz e provocar a resposta por parte deste que é a secreção de ainda mais ranho. Ensinar e insistir para se assoar é a medida mais eficaz. Ler Mais...

Quais são as taxas de sucesso dos tratamentos de fertilidade?

As taxas de sucesso são muito variáveis, dependendo dos tratamentos utilizados e da saúde do casal. Se quiser saber a taxa de sucesso de clínicas individuais pode perguntar pela taxa de gravidez iniciada por ciclo". Esta informação é disponibilizada por cada clínica. Acima de tudo os casais tem uma maior taxa de sucesso se a idade da mulher for de 23-39 anos, tenha estado grávida ou tenha tido um bebé, e tenha um peso normal (um índice de massa corporal entre 19 e 24). Quanto mais velha for uma mulher menos hipóteses tem de engravidar. Os números mostram que em cada 100 mulheres entre os 23 e os 35 anos, mais de 20 engravidarão depois de um ciclo de FIV; dos 36 aos 38 anos, engravidarão cerca de 15; aos 39 engravidarão cerca de 10; e nas mulheres com mais de 40, engravidarão cerca de 6. Ler Mais...

As diferenças bio antropológicas

Até há cerca de 20 anos pensava-se que os rapazes e as raparigas eram iguais, tudo dependendo de como os pais e os restantes adultos os tratavam. As catadupas de investigação entretanto surgidas mostram que há diferenças neuro comportamentais, para além das evidências anatómicas. E essas diferenças, constatadas no cérebro e nas funções cerebrais, condicionam sentimentos, modos de apreciar os eventos e comportamentos. Esta forma diferente de «estar», que tem a ver com desígnios antropológicos muito antigos, inclui os comportamentos em áreas como o risco e a gestão do risco, expressão da agressividade, capacidade de aprendizagem, maturidade, visão a longo prazo, traduzindo-se em diferenças, por exemplo, nos comportamentos de risco acrescido ou nos acidentes. A linguagem é um bom exemplo das diferenças de género, como a atenção ou o campo visual. A evolução genética não muda da noite para o dia - o caçador ou guerreiro tinha de ter um campo visual estreito, para fixar a presa ou o inimigo e perceber os sinais indiretos da sua presença. Não podia, pois distrair-se com estímulos acessórios e laterais. Da mesma forma, as respostas orais tinham de ser lacónicas, curtas, secas. As mulheres, pelo contrário, na sua condição de cuidadoras e guardadoras das crianças, em espaços circulares fechados, tinham de ter um campo visual alargado e perceber rapidamente o ambiente que as rodeava. E como uma das suas funções era entender a trama do tecido social, a chamada «intriga», tinham de falar demoradamente, descrevendo tudo o que podiam, atendendo a todos os estímulos presentes. Nas salas de aula ainda se observam bem estas diferenças, na atenção, na maturidade, na assunção de responsabilidades e no tempo que as crianças aguentam certas atividades, entre outros exemplos. A colocação dos rapazes e das raparigas numa sala de aula, no jardim-de-infância, é essencial: eles deverão estar na linha da frente e elas poderão estar mais atrás, por exemplo quando se está a contar uma história, tentando diminuir os estímulos distrativos (luzes, vozes, reflexos, etc.) que afetarão mais a eles. Um dos órgãos responsáveis pelo sistema emocional cerebral é a chamada amígdala (que nada tem a ver com as amígdalas da garganta), onde se gerem muitas das emoções negativas, e que se desenvolve mais cedo e melhor nas raparigas. Isto faz com que, desde muito pequenas, elas consigam melhor transmitir os seus sentimentos em comunicação verbal ou outra, enquanto os rapazes ficam mais atrapalhados nessa conversão, podendo bloquear por impossibilidade de expressar o que sentem antes de o interlocutor «contra-atacar». Outra diferença marcante, sobretudo depois do ano e meio tem a ver com a exploração dos locais e das situações novas: os rapazes são geralmente mais ousados, mais ativos fisicamente, praticando o que se chamam as «dependências dominantes». As raparigas não são menos ativas perante o meio e as pessoas, mas exploram-no de outra maneira, com menos imposição «fálica», e mais sedução e charme. Exploram o que se denomina por «dependência íntima», que passa pelo toque suave e pelo colo. Dado que também têm uma melhor motricidade fina, mais precocemente do que os rapazes, entretêm-se mais cedo com atividades calmas e manuais do que eles, que são mais atabalhoados nos gestos e preferem o exercício do corpo de forma global, lido por vezes pelos pais como comportamentos «abrutalhado». Ler Mais...

Seringas

E um perigo nas praias, mas é a realidade em que vivemos, e isto apesar do sucesso da campanha de trocas. Ensinem os vossos filhos a não mexer em seringas que eventualmente encontrem. Faça uma vistoria da areia onde a criança brinca e... cruzem os dedos. E não se esqueçam: a prevenção começa cedo e o melhor é tratar as seringas como instrumentos de diagnóstico e de terapêutica, ou seja, dar às crianças seringas para brincarem, como recompensa de terem levado uma injeção, é brincar com o fogo. Ler Mais...
Os peitos mais lindos fotos novinhas | Para Pais.