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A criança «mimada»

Que fique já claro que o mimo não faz mal a ninguém. E que quando se diz que uma criança está mimada não é isso que realmente a expressão significa (daí estar entre aspas) porque o mimo nunca é moeda de troca, de chantagem, nunca proporciona falta de regras ou comportamentos de exigência. O que se designa muitas vezes por «criança mimada» é outra coisa: é a criança que cresce impondo a sua vontade, pelo medo e pressão (birras, por exemplo), e que não converte a omnipotência natural dos 9-18 meses em respeito, solidariedade e capacidade de enfrentar a frustração. A culpabilização dos pais, por exigirem de si próprios um desempenho que não conseguem, ou por terem expectativas muito diferentes da realidade que a vida do dia-a-dia proporciona (cansaço, falta de tempo), leva a que tentem de alguma forma compensar oque sentem não estar a dar aos filhos. Em primeiro lugar, é preciso pensar se isto é verdade ou se, afinal, não estão mesmo a dar-lhes aquilo de que eles necessitam. E eles não precisam de presença tísica dos pais 24 horas por dia. Precisam, sim, de disponibilidade e entrega no tempo que existe, seja ele qual for, e de carinho, estímulos positivos e regras, mais do que brinquedos, chocolates ou qualquer outra coisa material. Depois, há que rentabilizar o tempo que se está com as crianças Muitos pais são incapazes de mudar de «fuso horário», quando chegam do emprego ou da rua. As crianças desta idade fazem muito bem essa separação - por isso é que comem tudo na escola, sozinhos, e em casa querem tudo passado e dado pelos pais. A escola é o espaço de crescimento, a casa de regres- são. Com os adultos deve ser o mesmo: por isso é que não andamos de pantufas no trabalho ou de gravata num domingo em que ficamos em casa. Se fizermos um esforço para definir claramente esses compartimentos, a casa e os filhos terão mais hipóteses de ser vistos como espaço de colo e de libertação, e não como mais um espaço de guerrilha e de exigência. Não é fácil este percurso, porque não temos um botão no qual se carregue e as coisas mudem, mas nunca é tarde para pensar sobre o assunto e promover um ambiente caseiro que seja pacificador e relaxante. O terceiro conceito que é preciso desmistificar é a ideia que mimo e ternura se opõem a regras e educação. Ou que é por tudo ser permitido que as crianças gostam mais dos pais ou se sentem mais seguras. Claro que a imposição de limites vai criar, especialmente nos 1 -2 anos, frustração e reações de negação Um ser que se julga omnipotente e o umbigo do mundo não aceitará facilmente ser contrariado. Mas ao fazer esse «número» estará a aprender as regras de convivência e a entender que os limites são necessários aos caminhos, e estes à definição e segurança do percurso de vida. Se estivermos no deserto sem qualquer indicação de rumo, será angustiante e ineficaz. Por isso é que vivemos em casas com paredes, e em espaços com ruas. E exigimos letreiros, tabuletas e sinais de trânsito. As crianças -mimadas- são uma raridade. Isto porque a maioria que se rotula de «mimadas» não o é verdadeiramente. A língua inglesa usa outra expressão, muito mais certeira: spoiled (estragada). O «estragar» pode vir de muitas atitudes, desde hiperproteger e não dar um mínimo de autonomia, até ceder perante as birras ou até antecipar o desagrado, oferecendo logo doces e presentes. A frustração, com a consequente resposta positiva, é necessária ao desenvolvimento de uma personalidade equilibrada. A criança também precisa de espaços próprios, de tempo para estar consigo mesma, de exercitar a autonomia, mesmo que revele algum receio. Muitos pais não conseguem dar essa liberdade aos filhos, tornando-se hiperprotetores, o que conduz a criança a uma grande insegurança e dualidade, entre querer ser ela própria a ter certos desempenhos e a sentir que é mais fácil, cómodo e prático serem os pais a cuidar de tudo. Este comportamento reforça também a omnipotência e aumenta a dificuldade em socializar. Muitas mães sentem o crescimento dos filhos com alguma dor. Mais do que os pais. O papel destes é de desafio e exteriorização, o delas essencialmente de proteção. Na falta de bebés pequenos para dar seguimento cabal a esse instinto, há por vezes o sentimento de que «os filhos já não vão precisar da mãe». O reflexo natural será blindar a relação com os filhos (defendendo-o às vezes até do próprio pai) e evitar que evoluam na sua responsabilidade e autonomia. Ler Mais...
Oque sao frungos | Para Pais.