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Bronquite

Bronquite é um termo pouco adequado para a idade de que estamos a tratar. Etimologicamente, bronquite significa inflamação dos brônquios, o que traduz muito pouco da situação real. O que se designa geralmente por bronquite é a existência de expetoração dentro dos brônquios. Na alínea sobre infeções respiratórias abordo este tema numa perspetiva mais prática. Ler Mais...

Porque é que aparece o crupe?

Independentemente da causa seja ela infecciosa, alérgica, ou outra , o mecanismo que está subjacente ao crupe é um aperto das vias aéreas ao nível da laringe, cordas vocais e traqueia, portanto a um nível mais acima do que na asma, em que o aperto é nos brônquios, ou da bronquiolite, em que o aperto é nos pequenos bronquíolos junto aos alvéolos pulmonares. Este aperto, causado por espasmo, por edema (acumulação de líquidos) ou por outros mecanismos, leva a que o ar tenha dificuldade a passar, sobretudo quando entra. Daí a falta de ar. Por outro lado, comoesse edema das cordas vocais (que se situam no fim da laringe), a criança fica rouca. A dificuldade respiratória leva a que espontaneamente prefira a posição sentada. Quanto a outros sintomas, designadamente a febre, podem ou não ocorrer. Quando a causa é virai, pode ocorrer febre baixa embora muitas vezes só depois do primeiro episódio. Quando a situação é alérgica a febre costuma estar ausente. Nas infecções por bactérias, como a referida epiglotite, a febre costuma ser pelo contrário muito elevada. Ler Mais...

ando os brônquios ficam entupidos…

Como se podem limpar os brônquios, para que a criança possa ventilar melhor? Essa limpeza consegue-se mais facilmente se se ajudar a criança a: • ter as secreções mais fluidas, menos viscosas, mais mobilizáveis, ou seja, fazendo com que, com a mesma «tossidela», o volume de secreções que deita seja muito maior; • soltar essas secreções da parede dos brônquios, onde estão agarradas; • mobilizá-las e deitá-las cá para fora, de forma a que as possa engolir, vomitar, enfim, tirá-las da árvore respiratória. A primeira ajuda é dada pela hidratação das secreções, cujo método mais importante e a atmosfera húmida (veiculada de várias maneiras, desde a panela de água a ferver até aos aerossóis ultrassónicos, com ou sem medicamentos incluídos). Estes últimos permitem atingir os brônquios mais profundos e pequenos, queo nestes casos os que mais precisam. A segunda ajuda é dada pela vibração da parede dos brônquios através da percussão do tórax as tais «pancadinhas»», dadas por exemplo com a palma da mão em concha e com as pontas dos dedos. A terceira ajuda é a chamada drenagem postural, que consiste em deitar a criança em várias posições que facilitam a saída das secreções dos vários setores pulmonares (por acção da força da gravidade). A estimulação da tosse, por vários métodos, queo desde pedir à criança para tossir até carregar em certos pontos abaixo do pescoço, é outro aspeto essencial. Ler Mais...

Diferenciar entre casos ligeiros e casos graves

Assim, um dos maiores problemas que see, quer à família, quer mesmo ao médico, é diferenciar uma infecção respiratória aguda grave de uma ligeira, e pressentir a provável evolução do caso. Recomendamos pois que os pais, na avaliação da situação, valorizem o seguinte: - a idade da criança, sendo que quanto menor a idade, mais alerta é preciso estar e maiores probabilidades a situação tem de se deteriorar; - se a criança tem tosse e desde quando; - se a criança deixou de mamar/beber líquidos/alimentar-se bem, especialmente se tem menos de um ano de idade; - se a criança tem lebre e desde quando; - se a criança teve convulsões. - se há uma situação agravante, como paralisia cerebral ou doenças neurológicas, doenças do coração ou dos rins, magreza extrema, etc. Ao observar a criança, os pais podeo tomar em consideração o seguinte: - determinar a frequência respiratória (contar o número de respirações em cada minuto); - avaliar o grau de dificuldade respiratória (ver se o bebé tem tiragem, se as asas do nanz abrem muito ao respirar); - ver se a criança faz barulho a respirar (pieira, sibilância, guincho ao inspirar); - avaliar o grau de prostração, se existir; - quantificar a temperatura (febre ou, pelo contrário, baixa da temperatura). Os pais podeo mterrogar-se quanto ao seguinte: -o nosso filho tem sinais de gravidade?». São sinais de gravidade, exigindo IMEDIATA observação: Idade inferior a 3 meses - deixar de se alimentar bem - dificuldade respiratória acentuada - convulsões - prostração - frequência respiratória superior a 60 respirações por minuto - febre alta ou temperatura demasiado baixa - Idade entre 3 e 12 meses - incapacidade de beber líquidos - dificuldade respiratória eventualmente com sibilos - convulsões - prostração - cianose (bebé fica azulado) Estes sinais significam doença grave, e a criança deverá ser URGENTEMENTE levada para um hospital. Seo houver dificuldade respiratória mas a frequência respiratória for superior a 40/minuto, a criança deverá ser observada nesse dia. Par último, se a criança está SEM dificuldade respiratória e com uma frequência respiratória abaixo de 40/minuto, então a situaçãoo parece grave. A maior parte das situações são benignas o que há a fazer é combater a obstrução. Em condições normais, as defesas da criança sáo suficientes para a manter saudável. No entanto, uma ruptura no equilíbrio entre ela e os micróbios provocada quer pelo aumento do número ou agressividade dos agentes infecciosos, quer por diminuição dos sistemas defensivos da criança , pode ocasionar uma situação de doença. A obstrução das vias aéreas é, sem qualquer dúvida, o factor mais importante na origem de uma infecção respiratória, e o responsável pelos seus sinais e sintomas, devendo por isso ser o principal alvo do tratamento. Os pais, independentemente de levarem a criança ao médico e do que o médico receitar, deveo tomar algumas medidas para que essa obstrução possa ser melhorada digamos que, sendo as vias respiratórias um sistema de «tuboe estando esses «tubos- entupidos, os pais teo que desempenhar a função de «canalizadores»... Qualquer agressão das vias respiratórias seja uma infecção, sejam fumos, frio, poluição ou qualquer outro agente agressivo leva a que essas vias (brônquios, traqueia, etc.) produzam secreções (muco) e que esse muco se acumule, o que, por seu lado, conduz à proliferação dos microorganismos. É um círculo vicioso. Por outro lado, os micróbios induzem um conjunto de fenómenos associados à leo dos brônquios, os quais, por sua vez, dificultam ainda mais os mecanismos de limpeza e agravam a obstrução. As situações de «broncospasmo», que ocorrem em crianças com alergias ou asma, pioram ainda mais a situação, ao «apertar» os brônquios. Por sua vez, a infecção vai determinar, como vimos, quebra do estado geral, febre, vómitos e dificuldade na alimentação. Todos estes factores contribuem para um maior ou menor grau de desidratação, o qual por sua vez conduz ao espessamento das secreções das vias aéreas e a maior dificuldade de drenagem das secreções. O aumento da frequência respiratória, como mecanismo compensador da falta de ar provocada pela obstrução dos brônquios, faz perder água pela respiração e agrava o espessamento das secreções e a obstrução. Ler Mais...

Conselho sobre liberdade e segurança

O exemplo é essencial: bem podemos dizer milhares de vezes a uma criança que só se atravessa com o sinal de peão verde. Ela acredita em nós. Mas quando nós, por não vir nenhum carro, atravessamos com o vermelho, tantas vezes arrastando-a pela mão, estamos a dizer-lhe «Filho, ensinei-te regras, mas já reparaste queoo para cumprir. Pelo menos, queo para cumprir só quando nos apetece. Eu próprio te estou a dar o exemplo de que as regras são uma patranha eo para esquecer.» Todas as regras de segurança que ensinámos seo letra morta, seo tiver havido um refoo através dos exemplos dos pais. E os pais são os modelos principais para as crianças desta idade. Ler Mais...

Cinesiterapia

A nossa árvore respiratória é, como qualquer outra árvore, formada por uma sucessão de «ramos», começando pelo mais grosso, a traqueia, até aos mais fininhos, os bronquíolos, que por sua vez dão origem às «folhas», os alvéolos. Pelo meio ficam uma sucessão de «troncos» cada vez mais estreitos - os brônquios. Quando alguma coisa incomoda ou agride esta «árvore» - cujos troncos são ocos por dentro, autênticos tubos, tipo «canos» - a resposta deles é apertarem-se e produzirem uma mistura de muco, células e outros detritos - as chamadas «secreções brônquicas» (que designamos habitualmente por «expetoração»). Estas secreções são geralmente espessas e, por isso, vão facilmente entupir a «canalização», causando uma grande resistência à entrada do ar. Este entupimento provoca, por outro lado, anomalias na distribuição do ar, alterações da velocidade e da força da coluna aérea, mau arejamento de certos sectores dos pulmões e, não menos importante, leva a que certas zonas fiquem estagnadas com secreções formando autênticas «piscinas» de secreções quentes, cheias de células, queo, afinal, o «repasto» ideal para as bactérias. Assim, independentemente dos antibióticos e de outros medicamentos que o médico possa ou não receitar (conforme a situação), nada ficará resolvido seo encontrarmos uma forma de ajudar a criança a «limpar a canalização», dado que a força da tosse de uma criança podeo ser suficiente para conseguir mobilizar e deitar fora as secreções mais espessas e viscosas. O esfoo de tossir repetidamente pode até aumentar bastante o cansaço da criança e levá-la à exaustão. Por outro lado, este esfoo aumentado exige uma ação extra dos músculos que, para trabalharem mais, gastam também mais oxigénio...num corpo que está globalmente a respirar mal. A cinesiterapia é a maneira mais eficiente de limpar os brônquios, na qual se hidratam as secreções (com aerossóis), se aplica vibração da parede dos brônquios através da percussão do tórax, para soltar as secreções, e se faz a drenagem postural, que consiste em deitar a criança em várias posições que facilitam a saída das secreções dos vários sectores pulmonares (por ação da força da gravidade), estimulando ao mesmo tempo a tosse (carregando em certos pontos específicos). Se o vosso filho estiver com uma situação em que é recomendada cinesiterapia, perguntem ao médico-assistente onde a poderá fazer Se tal não for possível ou se nem sequer existir ninguém por perto para o fazer, peçam ao médico (ou a um enfermeiro do centro de saúde, por exemplo) que vos ensine alguns pormenores da técnica de cinesiterapia «caseira». Façam-na três ou quatro vezes por dia, em sessões de cerca de 30 minutos (cerca de 15 minutos de hidratação e mais 15 de «pancadinhas»). Ler Mais...
O quer dizer traqueia e bronquios principais pervios | Para Pais.