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Conselho sobre picadas e morduras

As mordeduras e arranhadelas de animais como morcegos, ratos, texugos ou raposas podem causar infeções, mas a raiva, uma das doenças mais temidas, é muito rara em Portugal. Existem alguns pontos, na Europa, onde a incidência de animais com raiva é maior, como a Floresta Negra, na Alemanha. O nosso país está fora dessa área. No entanto, perante uma mordedura por um cão desconhecido de todos ou de um dos animais citados acima, é conveniente levar a criança ao hospital. Ler Mais...

Sintomas e sinais

Os sintomas e sinais da doença dependem da idade da criança e também do agente causador. Na criança com mais de ano e meio, a doença começa de forma brusca, com febre, vómitos, dores de cabeça, aversão à luz e grande prostração. A primeira manifestação pode, por exemplo, ser uma convulsão ou perda de consciência. Na observação médica ressaltam os chamados sinais meníngeos, entre os quais a rigidez dos músculos da nuca quando se flete a cabeça. Nas crianças mais jovens há febre, gemido, vómitos, irritabilidade ou prostração, palidez e frequentemente convulsões. O achado médico mais significativo é a chamada hipertensão da fontanela, ou seja, a «moleirinha» está abaulada e proeminente. Em algumas meningites, especialmente as provocadas pelo meningococo, podem aparecer lesões da pele - hemorragias (tipo picada de alfinete, que são chamadas «petéquias», ou maiores, tipo nódoa negra, que se designam por «equimoses»), queixas gastrointestinais ou outras. Ler Mais...

As quedas

Uma coisa é um tropeção acidental, que causa uma nódoa negra, algum choro e pouco mais, outra é uma queda em altura, com aceleração (a cabeça relativamente mais pesada faz com que o corpo acelere ao cair) e numa superfície de impacto dura que não absorve a energia, como cimento, betão, mármore, pedra ou tijoleira. São estas quedas que causam os traumatismos graves e são as que melhor podem ser evitadas. As quedas constituem uma das maiores causas de traumatismos graves, bem como um motivo muito frequente de internamentos prolongados, idas aos serviços de urgência e muito sofrimento. Quem tem filhos pequenos sabe que, a partir dos oito, nove meses de vida, começa a tendência para explorar todos os cantinhos do mundo, primeiro a gatinhar e rapidamente, inventando maneiras de empoleirar cadeiras e bancos para ir buscar qualquer coisa que lhes interesse. Gostam também de se empoleirar nas varandas, espreitar pelas janelas e, quanto mais novos, menos noção têm de que, por exemplo, os degraus de uma escada correspondem a um declive ou que os automóveis e as pessoas que vêem lá em baixo não são miniaturas ao alcance da mão delas. E quando caem magoam-se. Muito. Porque os seus ossos, articulações e órgãos não estão preparados para absorver tanta energia e rompem-se. Ler Mais...

Quais as principais diferenças entre as fórmulas (substitutos do leite materno) e o próprio leite materno?

• As fórmulas são feitas a partir de leite de vaca - as proteínas, que são dos elementos mais alergizantes, são assim de um animal heterólogo e não da espécie humana, como acontece no leite materno; • As fórmulas não têm os chamados «elementos vivos» (anticorpos, fatores antibacterianos e antivirais, fatores imunológicos, etc.) que são de uma importância grande nos primeiros tempos do bebé, como combate às infeções. No entanto, há que não esquecer que todos os bebés, independentemente do tipo de leite que tomam, receberam muitas defesas da mãe durante a gravidez; • As fórmulas geram um ambiente intestinal diferente, menos favorável a um bom funcionamento, com maior probabilidade de ocorrência de gastroenterite ou prisão de ventre; • O leite materno tem uma variedade muitíssimo maior de sabores, paladares e cheiros, o que parece contribuir para uma maior estimulação dos sistemas de memória; • Apesar das enormes modificações que as fórmulas têm sofrido, no sentido de as aproximarem do leite materno, continuam a ser «leites de laboratório» e não o leite natural, espontâneo, que cada mãe fabrica à medida da necessidade do seu bebé. Não podemos esquecer que o bebé «pede» à mãe, em cada mamada, o que precisa para a mamada seguinte, pelo que não há dois leites maternos iguais. E as fórmulas, essas, não variam, nem podem variar, por lei, de embalagem para embalagem; • Em termos práticos, também, as fórmulas exigem preparação (com cuidados de higiene) e não estão logo prontas, à temperatura desejada pelo bebé, em qualquer momento ou situação. Por outro lado, uma questão muito debatida em décadas anteriores mas agora posta de parte, tem a ver com o afeto e o amor - tanto se pode dar afeto e amor amamentando como dando biberão. E as mães que optarem por substitutos do leite materno não se devem sentir, de forma alguma, culpabilizadas ou frustradas. O seu bebé crescerá de igual maneira, e o amor que lhe transmite quando lhe pega, observa, ri, fala com ele, faz-lhe festinhas, é idêntico dando peito ou dando biberão. Outro aspeto muito importante, e muito pouco mencionado, é que a alimentação com biberão permite ao pai uma intervenção na nutrição que, no caso da amamentação, está apenas reservada à mãe. Numa altura em que se pretende que ambos partilhem estes momentos cruciais, em todas as suas vertentes, é bom os pais saberem que podem também alimentar o seu filho. E a alimentação é, por razões antropológicas e instintivas, um momento nobre dos cuidados a prestar às crianças. Ler Mais...

Bater com a cabeça nos lados da cama

Muitos bebés têm movimentos de bater com a cabeça nas grades da cama, o que assusta os pais. Trata-se, na maioria dos casos, de uma situação normal. Os movimentos rítmicos são feitos para a criança se embalar e sentir mais segurança, e também para descarregar a energia acumulada que tem, após um dia de intensa estimulação. É por isso que os lados da cama têm que estar protegidos, almofadados ou com um tecido mole e lavável. Se os pais se conseguirem abstrair do barulho (que faz parte do ritual de adormecimento do bebé) e pensarem neste sentido, acabam por habituar-se à situação, a qual pode durar algumas semanas ou, pelo contrário, vários meses. Se o bebé notar que os pais ficam preocupados, então a situação pode piorar: a criança mantém o padrão e começará a usar esse estratagema noutras ocasiões, já fora deste contexto, para ver se consegue chamar a atenção dos pais e afetá-los. O abandono desta prática de adormecimento terá que ser substituída por outra, espontânea ou dada pelos pais, como um «objecto de transição» (como um boneco de peluche) que deve ser começado a usar durante o dia, para aumentar a securização nocturna. A música, porque é rítmica, pode ajudar a substituir este ritual de abanão. Sinais de alarme (leia-se: «talvez valha a pena debater o assunto com o médico assistente do bebé») se os episódios: • durarem mais de 15 minutos; • se repetirem muitas vezes ao longo da noite; • durarem mais de ano e meio desde o começo; • surgirem sintomas ou sinais a nível de desenvolvimento ou de comportamento (tristeza, desinteresse pelos brinquedos, ansiedade); • se a criança chegar a ferir-se repetidamente (e não apenas uma nódoa negra involuntária e ocasional). Ler Mais...

Os «quatro cavaleiros» da cárie

São quatro os fatores necessários formação das cáries: • Dentes; • Bactérias; • Hidratos de carbono; • Fator tempo. Se pensarmos bem, e sem um esforço adicional, mas adquirindo hábitos e ensinando algumas regras, podemos atuar em todos estes fatores - basta uma dieta saudável, uma boa higiene oral e visitas regulares ao médico dentista. Por incrível que possa parecer, as cáries dentárias na dentição de leite são uma das doenças mais comuns da infância. Existe particularmente um padrão particular de cárie que ultrapassa, em incidência, muitas outras doenças - é a chamada cárie precoce da infância ou síndroma do biberão. A síndroma do biberão caracteriza-se pelo aparecimento rápido de cáries profundas em crianças pequenas, devido à exposição frequente, por longos períodos de tempo, a líquidos contendo açúcar. Os dentes da frente e de cima são os mais afetados. Os estádios precoces caracterizam-se por uma mancha branca tipo giz devido à descalcificação causada pelos ácidos produzidos pelas bactérias da boca. Um estádio mais avançado pode aparecer como uma coloração acastanhada ou negra, com grande destruição da coroa dentária e exposição da raiz na linha da gengiva. Os dentes podem ficar totalmente destruídos. As manifestações deste problema incluem dor, infeção, abcessos e dificuldade em mastigar. Pode causar também atraso no crescimento, problemas na posição dentária e problemas da linguagem, associado a cáries na dentição permanente. Se os dentes de leite estão muito destruídos por cárie, não são capazes de ajudar a guiar os permanentes para a sua posição, resultando em má posição dentária. Este problema é grave, podendo afetar a capacidade de concentração da criança, criando dificuldades no dormir e comer. Por outro lado, leva a uma baixa autoestima por parte da criança que muitas vezes se sente mal com o estado degradado dos seus dentes e do seu sorriso, fechando a boca constantemente. Ler Mais...
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