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Varicela – Como prevenir?

O facto de a varicela não ser tão «mansa» como se pensava e o crescente número de crianças com imunodeficiências ou em tratamento para cancro, levou ao empenhamento no desenvolvimento de uma vacina. Esta vacina está comercializada em Portugal e consiste numa vacina de vírus vivos atenuados (um processo semelhante aos das vacinas anti-sarampo. anti-rubéola, anti-papeira). A vacina, que parece conferir imunidade durante um período prolongado, pode causar febre, reacções no local da administração e um exantema (manchas na pele), mas tudo isto é semelhante ao que outras vacinas podem causar e não se trata de reacções graves. A vacina da varicela é administrada depois do ano de idade, e numa dose única até aos 12 anos. Pais: informem-se e debatam este assunto com o médico assistente do vosso filho. Ler Mais...

Quando se deve vacinar uma criança com a vacina anual para a gripe?

A gravidade da gripe vem principalmente das complicações - quebra do estado geral, pneumonias por agentes a quem o vírus abre caminho, falência de órgãos previamente comprometidos, etc. Assim, a vacina da gripe (a fazer preferencialmente em Outubro, mas ainda eficaz se feita em Novembro) deve ser reservada às crianças com mais de 6 meses que tenham doenças crónicas pulmonares, asma, doenças cardíacas, renais ou do fígado, ou diabetes, entre outras. A vacina é feita de vírus inativados. Ler Mais...

E, pelo sim, pelo não, vacinar as crianças com a vacina da gripe?

A resposta é a mesma: não se justifica, a não ser que o médico-assistente a indique. A ideia de que uma vacinação generalizada contra a gripe «normal» impediria a transmissão da gripe e, depois, a eventual combinação do vírus da gripe «normal» com o da gripe das aves é teoricamente boa, mas na prática duvidosa - haveria que vacinar toda a gente para impedir esta recombinação. E o «assalto» às farmácias pode esgotar a vacina e desperdiçá-la com pessoas que não precisam, impedindo a vacinação dos que realmente necessitam. Ler Mais...

Sistema nervoso Meningites

O que são? Uma meningite é uma infecção das membranas que cobrem o cérebro e a espinal medula, e do líquido que circula entre elas. Pode ser causada por três tipos de micróbios: - bactérias - vírus - fungos Descrita pela primeira vez há quase 200 anos, a meningite sempre foi considerada uma doença muito grave. Com a chegada dos antibióticos, o prognóstico começou a melhorar e a meningite deixou de ser uma doença sistematicamente fatal. A taxa de mortalidade oscila atualmente entre um e sete por cento, no geral, embora seja diferente para cada um dos micróbios envolvidos. Na diminuição do número de casos, as vacinas desempenham um papel determinante na prevenção da doença, como por exemplo a vacina contra a parotidite (papeira) integrada na VASPR (vacina contra o sarampo, papeira e rubéola) que permite «acabar» com uma das meningites mais frequentes, a da papeira, e a vacina anti-haemophilus influenza ou a vacina contra o pneumococo, recentemente introduzida no mercado, e que embora não seja uma «vacina da meningite», como tantas vezes é chamada, atua contra um dos microorganismos mais frequentemente causadores da infecção. Logo nos primeiros dias de vida quando fazemos a BCG aos nossos filhos, estamos não só a protegê-los da tuberculose como também da sua forma meníngea (a meningite tuberculosa) que foi muito frequente no nosso país. Também já existem vacinas contra o meningococo C umas das bactérias responsáveis pelas epidemias de meningite de pior prognóstico e esta vacina foi introduzida no Programa de Vacinação em Janeiro de 2006. Ler Mais...

Como prevenir

O facto de a varicela não ser tão «mansa» como se pensava e o crescente número de crianças com imunodeficiências ou em tratamento para cancro, levou ao empenhamento no desenvolvimento de uma vacina. Esta vacina está comercializada em Portugal e consiste numa vacina de vírus vivos atenuados (um processo semelhante aos das vacinas anti sarampo, anti rubéola, anti papeira). Está provado que a vacinação com a vacina anti varicela reduz em muito o número de casos graves e não graves. A vacina, que parece conferir imunidade durante um período prolongado, pode causar febre, reações no local da administração e um exantema (manchas na pele) mas tudo isto é semelhante ao que outras vacinas podem causar e não se trata de reações graves. As dúvidas que têm surgido relativamente à vacina da varicela prendem-se com o seguinte:
  • a vacina, embora eficaz, pode também ela gerar alguns casos de zona, no futuro (dado que é de vírus vivos). Embora se pensem ser mais benignos e muito menos prováveis do que os casos decorrentes da infeção natural, trata-se de uma situação «induzida», pelo que há que ter cuidado para que, depois, ninguém possa processar, por exemplo, os serviços de saúde por terem «causado» uma doença;
  • o vírus da varicela é um vírus altamente «estratégico» e «inteligente». Ao contrário de outros, se a sua «população-alvo» começar a escassear, poderá concentrar-se noutros grupos etários e populacionais, como os idosos ou as pessoas que têm algum tipo de imunocompromisso (doenças oncológicas, tratamentos com citostáticos, infeção HIV, etc.), com efeitos potencialmente de- vastadores;
  • poderá haver algum receio, apesar da longa experiência dos EUA e do Japão, que venha a ser necessária uma revacinação décadas depois (os vírus da vacina são vivos, mas atenuados). E a questão que se pode levantar é: como reunir, então, essas pessoas, que estarão numa idade em que praticamente pouco vão ao médico ou contactam os serviços de saúde, dado que são eminentemente saudáveis?
Todas estas questões são pertinentes e devem ser debatidas, designadamente a nível das políticas nacionais. No entanto, no momento em que o Governo autorizou a comercialização da vacina nas farmácias, obviamente que é dever dos médicos-assistentes colocarem a hipótese de vacinação aos pais, cabendo a estes decidirem se vacinam ou não os filhos. E, neste caso, poderá haver um conflito de interesses entre o interesse da criança individual e o interesse da população em geral. A Sociedade Portuguesa de Pediatria (Secção de Infeciologia) considera «inquestionável» a necessidade de uma vacina contra a varicela. Espera-se que a tecnologia permita, como aconteceu com outras vacinas, melhorar este produto quanto à sua eficácia, preço e efeitos colaterais. Ler Mais...
Moleira inchada depois da vacina | Para Pais.