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Cera no ouvido

A cera produzida no canal auditivo externo é um mecanismo de limpeza, ao contrário do que algumas pessoas pensam. A função do cerúmen é captar as partículas que entram no canal (pelo ar ou água do banho, por exemplo) e evitar que progridam, podendo eventualmente lesar o tímpano. A cera produz-se, seca, e sai pela orelha, levando consigo os agentes indesejados. Por vezes a cera acumula-se (por exemplo, porque os pais insistem em limpar com cotonetes, empurrando-a e compactando-a). No caso de se formarem rolhões de cerúmen, a audição pode ficar comprometida, porque o rolhão, se bloquear completamente o canal, funciona como um tampão. Em excesso, a cera também pode provocar dor, por distensão do canal auditivo, mas há que ter o cuidado de pensar nesta situação antes de avançar com tratamentos de «otite». A dor do rolhão de cerúmen não acorda a criança de noite. Por vezes os pais notam a saída de um líquido pelo ouvido - pode ser uma otite supurada, mas se for amarelado ou acastanhado, sem o caracter de «cola de contacto», é mais provável que seja cera. A observação pelo médico dirá. Como referi no capítulo da «Higiene», não se deve limpar o canal auditivo externo. Se a criança tiver um rolhão de cera grande poderá, a partir dos 3 anos, fazer uma lavagem dos ouvidos, que não magoa, depois de certificar que não se trata de uma otite. Ler Mais...

Como ensinar o seu filho a lavar as mãos. Como incutir o hábito.

A lavagem das mãos é um comportamento aprendido. Para ser eletiva, uma conecta lavagem das mãos deve ser ensinada, com tempo e calma, tal como a escovagem dos dentes ou qualquer outro comportamento que necessite de aprendizagem de regras, passos, rigor e exercitação. É bom que, paralelamente a uma aprendizagem das regras de lavagem, por forma a que sejam instintivas, se faça também ver às crianças que não se trata de um «frete- a fazer aos pais, ou um bilhete para poder ir para a mesa, mas sim uma rotina diária que deverá perdurar ao longo da sua vida. Os padrões de comportamento de lavagem das mãos começam a ser interiorizados com a educação para a utilização da sanita e consolidam-se por volta dos 9-10 anos. O comportamento ritualizado de reação à sensação de repugnância gerada pela sujidade das mãos é interpretado como um mecanismo de auto- defesa contra a infeção. É. contudo, subjetivo e insuficiente para a manutenção de níveis ótimos de proteção contra os agentes microbianos. Desta forma, o comportamento de higiene das mãos revela-se em dois tipos: o inerente (em reação à sensação de sujidade) e o eletivo (não associado à sensação de sujidade). Este último, que pode ser exemplificado com a lavagem das mãos após o contacto com uma pessoa doente, encontra-se menos enraizado na população. Inicialmente, a aprendizagem deve ser feita pelos pais ou encarregados de educação. Numa fase posterior intervêm também os infantários e jardins-de-infância, os educadores e os colegas. Nos infantários, existe, por norma, um regulamento interno que orienta a atuação dos educadores e que prevê o ensino da rotina diária da criança, com a abordagem de vários temas da higiene básica, nomeadamente a higiene das mãos. Até aos 2 anos de idade ou enquanto a criança não for autónoma, a lavagem das mãos nos momentos apropriados está dependente dos educadores. Estes recebem formações educativas periódicas em diversas áreas, como técnica de lavagem das mãos e situações nas quais esta é desejável. As crianças mais velhas, com autonomia, recebem reforço diário sobre as situações em devem lavar mãos (antes e após as refeições, após a utilização da casa de banho e antes de entrarem na sala após os intervalos), mas executam o ato sozinhas, sendo controladas apenas em algumas situações. Ler Mais...

Corpos estranhos com penetração

É uma emergência. Deve-se chamar o 112 e cobrir o olho com uma compressa (se for pequeno) ou uma chávena invertida, se for grande (para nunca o pressionar). É fundamental acalmar a criança.

As lesões provocadas por químicos são também perigosas, e como existem muitos químicos nas casas (e muito concentrados, como é o caso dos detergentes e líquidos para máquinas), pode acontecer facilmente espirrar para os olhos das crianças, seja porque lhes mexem inadvertidamente, seja porque estão junto dos pais, a observá-los, quando estes estão a usá-los.

A atitude deve ser de lavagem imediata, como descrito acima, mas a criança deve depois ser levada a um serviço de urgência. O Centro de Informação Antivenenos deverá também ser contactado, mas sem perder tempo precioso que é necessário para a lavagem.

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Causas de surdez na criança

dois tipos de surdez (que podem, também, ser parciais ou totais): a surdez de condução, em que há uma perda de som no canal auditivo externo e no ouvidodio (como é o caso das rolhões de cera ou das otites serosas), e a surdez neuro-sensorial, em que o compromisso é no ouvido interno, nervo auditivo ou na área cerebral encarregue de processar os sons. Surdez de condução • corpo estranho no canal auditivo • rolhão de cera • otite serosa (otite média com derrame persistente) • barotraumatismo (sequente a disparos ou sons elevados súbitos) Surdez neuro-sensorial • certos medicamentos durante a gravidez ou em recém-nascido • traumatismos cranianos • meningite/encefalite • asfixia • icterícia grave • congénita (síndromas genéticas, infeções pré-natais, etc. Algumas maternidades fazem já o rastreio neonatal da audição, permitindo a identificação precoce dos cerca de um em cada mil bebés que têm surdez e que têm que ser orientadas para consultas especializadas e tratamento. Ler Mais...

Lavar as mãos

A lavagem das mãos é reconhecida em casa, nos infantários e jardins-de-infância e nos estabelecimentos alimentares como um dos mais eficientes métodos de prevenção de doenças - são várias cuja transmissão pode diminuir consideravelmente com esta medida: diarreia infeciosa e outras perturbações gastrointestinais, hepatite A, infeções respiratórias, como a constipação, a gripe e a pneumonia, assim como conjuntivite e meningite meningocócica. Nas mãos, há bactérias «residentes», que existem normalmente nas camadas profundas da pele e no interior dos folículos pilosos, e que têm funções importantes na prevenção da colonização com outras bactérias que eventualmente podem causar danos. Estas bactérias residentes raramente causam doenças, a não ser que sejam introduzidas traumaticamente nos tecidos, ultrapassando as barreiras naturais. Não são removidas com a lavagem simples das mãos, sendo necessário recorrer à ação química de um antisséptico. A flora transitória é adquirida através do contacto da criança com o ambiente, podendo ser encontrado qualquer tipo de microrganismo, apesar de alguns serem mais Têm um tempo de sobrevivência curto, mas um elevado potencial patogénico, sendo facilmente transmitidos por contacto. Podem ser rapidamente removidos por lavagem das mãos com fricção mecânica e sabão ou ser destruídos por aplicação de um antisséptico. Portanto, a lavagem das mãos com água e sabão remove a flora transitória, mas não remove nem mata a flora residente, mas isso basta no dia-a-dia e em nossas casas e infantários. Uma lavagem das mãos bem-feita e nos momentos em que deve ser, poderá impedir três dos principais modos de transmissão de doenças: fecal-oral, contacto indireto com secreções respiratórias e contacto direto com fluidos corporais. Nestes tipos de transmissão englobam-se praticamente todas as doenças que os nossos filhos têm, no dia-a-dia. Os sabões mais suaves provocam menos secura, mas também lavam pior. No entanto, na maioria das situações, não será necessário um sabão mais forte, exceto, quando a criança mexe em excrementos de animais, em terra ou em qualquer produto que possa estar infetado. Aí a lavagem terá de ser feita com um sabonete mais agressivo, mesmo que a pele fique mais seca - utilizar-se-á depois um creme hidratante, para compensar. Nos infantários e jardins-de-infância (e até em casa) é desejável o uso de sabão líquido, pois embora o sabão, por si, não esteja implicado na transmissão de bactérias, ao ficar imerso na água – seja na saboneteira, seja no lavatório – pode ficar contaminado com Pseudomonas e outras bactérias, para além de que muitas crianças não terem destreza parar o manusear. Ler Mais...
Gestante pode fazer lavagem d ouvido | Para Pais.