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Fontanelas

Todos os recém-nascidos têm, no alto da cabeça, dois espaços abertos: a fontanela anterior e a posterior, também conhecidas como moleirinhas. As fontanelas têm várias funções. Uma delas, muito prática, é permitirem que os ossos da cabeça se comprimam e até se cavalguem uns aos outros, durante a passagem pelo «canal de parto» vaginal. Outra razão para a sua existência é permitir um espaço para o crescimento dos ossos. Se, como se escreveu atrás, os ossos estivessem já colados, então o cérebro não poderia crescer. A fontanela anterior, delimitada pelos ossos frontal e parietais, é a maior e a que mais demora a fechar. O tamanho é muito variável, conforme o bebé, e até há bebés em que, cedo, a fontanela parece ter desaparecido. Na esmagadora maioria dos casos não é isso que acontece. O que se passa é que os ossos estão unidos uns aos outros (tendo desaparecido o buraco, pelo menos tanto o que os nossos dedos conseguem apurar), mas não estão colados, e vão continuando a crescer. A medição do perímetro cefálico regular, como se faz nas consultas, e a verificação de que a curva é normal (e que o bebé não tem sintomas nem sinais de doença, claro!) serve para mostrar que está tudo a correr bem. A fontanela anterior encerra geralmente entre os 12 e os 18 meses de vida, mas com grandes variações entre crianças. A fontanela posterior é mais pequena e encerra geralmente nos primeiros dois meses. A fontanela é uma parte do bebé que, frequentemente, impressiona os pais. Ainda por cima, como os vasos passam perto, é muito frequente a fontanela pulsar e sentirem-se batimentos rítmicos, idênticos aos batimentos cardíacos. O choro dos bebés também faz com que a fontanela fique mais pulsátil. Há pais que nem conseguem tocar na fontanela. Mas podem fazê-lo, porque embora não haja ali osso, há camadas musculares, aponevroses e muitas estruturas que não deixam que se «carregue no cérebro» directamente,.. Outro aspecto em que a fontanela é fundamental, é na avaliação da pressão dentro da cabeça. É um sítio precioso para, por exemplo, nos casos de vómitos e diarreia, perceber se o bebé está desidratado «neste caso a fontanela estará deprimi» da e afundada. Nos casos em que há aumento de pressão dentro da cabeça, como por exemplo numa meningite, a fontanela está inchada e saliente. Ler Mais...

A minha parteira está a dar aulas de aquanatal na nossa piscina local – são seguras?

Sim, actividades de baixo impacto como aulas de aquanatal são boas na gravidez. Tem sorte em ter essa facilidade pois essas aulas não se encontram em todas as áreas. O treinador ou a parteira que conduzem as sessões deverão saber aconselhá-la sobre os movimentos recomendados para minimizar qualquer risco. Além dos benefícios do exercício, essas sessões ajudam-na a encontrar outras mulheres grávidas e a criar novas amizades na gravidez. Muitos treinadores oferecem a continuidade das aulas de aquanatal depois do parta o que ajuda ao restabelecimento do pavimento pélvico. Ler Mais...

Nascer prematuro

A maioria das crianças nasce com um tempo da gestação entre 37 e 40 semanas. São as crianças «de termo». Se nascem artes desse prazo, o que aconteceu em 2006 a cerca de seis mil crianças (quo representaram 6.7% do total de partos), considera se um parto prematuro. A expressão «prematuro» (antes de amadurecer) já não é totalmente adequada. Por um lado, muitas crianças nascem com menos semanas de gestação dos que as 37 e já estão plenamente prontas para nascer, há agora soluções terapêuticas para acelerar a maturação (sobretudo a nível pulmonar) nos casos em que sn prevê quo a gestação posso vir a ser encurtada, por razões clinicas das da mãe ou do bebé. A prematuridade depende de varias causas designadamente gemelaridade, doenças maternas ou lotas, problemas da placenta ou do útero, roturas precoces da «bolsa de água», síndromas genéticas, malformações, mas a maior dos casos continua a ser de causa desconhecida ou Incompletamente esclarecida. O risco maior para um bebé prematuro, sobretudo antes das 30-32 semanas de gestação (cerca de mil bebés por ano), prende-se com problemas respiratórios e asfixia associados à imaturidade pulmonar, necessidade de ventilação e problemas cerebrais associados, risco infecioso aumentado (enterocolites, pneumonias, Septicemias, entre outras), imaturidade do fígado, rim e dos restantes órgãos, e dificuldades em se alimentar. Os problemas futuros dependem muito do que se passou. A maioria dos bebés fica bem, sobretudo se a gestação durou mais de 29 semanas. Abaixo desse prazo aumenta substancialmente o risco de sequelas. Ler Mais...

Biberões e tetinas – Preparar-se para alimentar o seu bebé a biberão

Há uma grande variedade de biberões e tetinas disponíveis em diferentes estilos. Irá precisar entre quatro a seis biberões e tetinas. Além de biberões grandes de 250ml, também pode querer biberões mais pequenos de 125ml. As tetinas têm tamanhos diferentes de furos para permitir um fluxo de leite mais rápido ou mais lento, de acordo com as necessidades do seu bebé. Assim, algumas tetinas são recomendadas para recém-nascidos e outras para bebés mais velhos e mais esfomeados. Ler Mais...

Posso preparar biberões com antecedência?

O ideal será preparar cada biberão de fresco. As regras sobre a preparação de biberões chamam a atenção para o facto de os riscos associados à utilização de leite infantil em pó, são reduzidos se cada biberão for preparado de fresco, pois quanto mais tempo o leite já preparado estiver guardado, maior o risco de formação de bactérias. E claro que há ocasiões em que não é prático, por exemplo, se vai sair de casa por um longo espaço de tempo, ou se vai deixá-lo numa ama ou numa creche. Nesses casos, pode utilizar doseadores de leite em pó e um termos de água fervida ou levar o biberão já com a medida de água certa, bastando depois aquecer a água e juntar pó já na dose certa. Se estiver a dar leite extraído do peito, guarde o biberão no frio e aqueça só na hora de o dar ao bebé. Ler Mais...

Dores de cabeça

As dores de cabeça são uma situação muito comum nas crianças: entre metade e dois terços referem tê-las pelo menos uma vez por mês. Assim, numa criança, uma dor de cabeça não deve ser considerada de imediato uma doença, mas pode ser um indicador de que «algo está mal». Embora na maior parte dos casos estas dores sejam esporádicas e ligeiras, causam muitas vezes preocupação e ansiedade, além de poderem afetar o dia-a-dia das crianças e dos adolescentes. As dores de cabeça nas crianças são fundamentalmente causadas por:
  • doenças - desde infeções respiratórias banais (gripe, faringite, amigdalite) a alergias, (febre dos fenos, sinusite), passando por muitas outras situações, a maioria discretas e passageiras; praticamente todas as doenças podem manifestar-se por ou ser acompanhadas de dores de cabeça. Um episódio isolado só muito raramente é sintoma de doença preocupante; os casos de infeções graves (como a meningite) ou de tumores cranianos acompanham-se geralmente de outros sinais e sintomas. No entanto, se a dor for extremamente intensa e/ou se não passar em alguns dias, é conveniente consultar o médico. A hipertensão arterial isolada, embora rara na infância e na adolescência, pode também manifestar-se apenas por dores de cabeça (fortes, latejantes e repetidas);
  • cárie dentária, especialmente se houver abcessos, ou os problemas de desalinha- mento dos maxilares, por exemplo, podem ser também causa de dor de cabeça; o mesmo acontece no que respeita às perturbações do ouvido, com destaque para as otites e para os chamados barotraumatismos (causados pela pressão ao mergulhar por exemplo em piscinas ou no mar). Nas crianças mais velhas, a sinusite pode ser uma causa frequente de dor de cabeça, mas acompanha-se geralmente de outros sintomas (nariz entupido, «ranho», tosse predominantemente noturna, etc.).
  • curiosamente, a primeira situação que vem à cabeça quando se fala de dores na dita é a falta de visão. Mas a baixa da visão, acreditem, só muito raramente é que é causa de dor de cabeça prolongada e crónica,
  • «saltar» refeições - pois é...essa coisa de não tomar certas refeições - seja por esquecimento, seja por que se está a fazer birra - é um erro crasso pois além de não ser método de emagrecimento ainda se podem arranjar problemas, nomeadamente dores de cabeça. Muitas crianças levantam-se de manhã com o tempo contado (ou melhor, mal contado) e saem de casa sem tomar o pequeno-almoço. É um erro! O pequeno-almoço, depois de um jejum noturno que é quase sempre superior a 10 horas, é essencial para repor os níveis de açúcar no sangue. Se estes baixam muito, diminui o rendimento intelectual (e o escolar), faltam as forças físicas e aparece irritabilidade, má disposição e...dores de cabeça. O mesmo acontece se se estiver sem comer muitas horas à tarde, mas é mais comum ser o pequeno-almoço a refeição sacrificada;
  • dormir pouco - outra causa bastante frequente. Cada pessoa tem o seu ritmo de sono e a necessidade em horas de sono varia muito conforme as pessoas e as idades. A maior parte das crianças precisa de dormir, e precisa de dormir em alturas do dia que muitas vezes não são as mais adequadas à organização da vida (durante o fim da manhã, por exemplo). Os horários dos estabelecimentos escolares não se compadecem com as necessidades e exigências biológicas. Por este motivo, muitas crianças acabam por dormir pouco, acordando com dores de cabeça que se mantêm durante grande parte do dia;
  • stresse - excesso de trabalho na escola e de atividades fora da escola; discussões frequentes com os pais; ansiedade...tudo isto pode causar dores de cabeça, geralmente descritas como se fosse uma «fita apertada à volta da cabeça», em ambos os lados e por vezes à frente e atrás;
  • enxaquecas - a ideia de que as enxaquecas só surgem nas pessoas «velhas» é errada - as crianças também têm enxaquecas. Geralmente aparecem só de um lado, acompanhadas de esvaimento ou vertigem, com enjoo ou vómito, e frequentemente com sintomas sensoriais (luzes, sons, cheiros). Se há alguém na família com enxaquecas a probabilidade de as ter é maior. A descrição é de como se alguém estivesse a bater com um martelo, sincopadamente, dentro da cabeça. Mais raramente, o espasmo vascular associado a certas formas de enxaqueca pode provocar sintomas parecidos com os de um acidente vascular cerebral;
  • traumatismos cranianos - mesmo não sendo violentos, podem causar dor de cabeça mantida durante uns dias ou semanas. Se for o caso, a criança deverá ser observada;
  • televisão e ecrãs a mais;
  • alguns medicamentos;
  • viagens longas de carro;
  • causa psicogénica, associada à depressão. As dores de cabeça, neste contexto, equiparam-se a outros sintomas designados por «equivalentes depressivos», como a falta de energia, baixa de apetite, dores de estômago, perda de interesse pelas atividades do dia-a-dia, andar «embezerrado», problemas de sono (acordar muitas vezes durante a noite ou acordar muito cedo) e dificuldades de concentração, entre outras.
Nas crianças desta idade, e quando já sabem dizer o que sentem, as dores de cabeça expressam-se por «tensão» sensação de constante pressão, como se tivesse uma cinta a apertar, e constrição. A maior parte das dores de cabeça correspondem a uma causa muito concreta e passam quando a mesma é corrigida. Os casos graves são felizmente raros, mas não convém aligeirar a situação, sobretudo se não se encontra uma causa definida e/ou se as dores são fortes, perturbam ou impedem a atividade normal ou se são muito frequentes (mais de uma por semana), ou então quando fazem a criança acordar de noite. Outra razão para ser observada por um médico é pura e simplesmente a criança estar preocupada com a questão. De qualquer forma, e além do que foi dito, é conveniente consultar o médico-assistente nos seguintes casos:
  • existência de um episódio de traumatismo craniano;
  • convulsões ou desmaios;
  • vómitos (salvo no caso da enxaqueca, depois de ter sido já diagnosticada como tal); dores que fazem a criança acordar a meio da noite;
  • dores que se acompanham de visão turva, pontos negros na visão (como se fossem pequenas «moscas» a esvoaçar de encontro a uma parede branca), zumbidos nos ouvidos ou outras alterações visuais;
  • se houver outros sintomas como rigidez da nuca, dores de dentes, aparecimento de lesões cutâneas em forma de cabeça de alfinete ou nódoas negras etc.
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Fotos do growzinco | Para Pais.