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Varicela – Como prevenir?

O facto de a varicela não ser tão «mansa» como se pensava e o crescente número de crianças com imunodeficiências ou em tratamento para cancro, levou ao empenhamento no desenvolvimento de uma vacina. Esta vacina está comercializada em Portugal e consiste numa vacina de vírus vivos atenuados (um processo semelhante aos das vacinas anti-sarampo. anti-rubéola, anti-papeira). A vacina, que parece conferir imunidade durante um período prolongado, pode causar febre, reacções no local da administração e um exantema (manchas na pele), mas tudo isto é semelhante ao que outras vacinas podem causar e não se trata de reacções graves. A vacina da varicela é administrada depois do ano de idade, e numa dose única até aos 12 anos. Pais: informem-se e debatam este assunto com o médico assistente do vosso filho. Ler Mais...

Sarampo

É frequente a confusão de diagnóstico entre o sarampo e outras situações que dão febre e manchas na pele. Depois de um período em que praticamente todas as crianças tinham sarampo, com um grau de mortalidade grande e com surtos cada 4 anos, a vacinação elevada permitiu quase controlar esta doença. São assim muito raros os casos de sarampo verdadeiro. É uma doença muito contagiosa, que se transmite por via aérea, a partir das secreções das pessoas infetadas. Passadas uma ou duas semanas após o contágio, a criança começa com congestão nasal, conjuntivite, tosse seca e febre baixa. Passados 4 dias, surgem as manchas, começando por trás das orelhas e descendo em cerca de 3 dias até aos pés. São manchas avermelhadas, sem relevo, com alguma comichão. A febre desaparece ao 4.°dia, e até lá a criança sente-se muito mal. Depois, aparece descamação da pele, seguindo o mesmo trajeto. Além da temível encefalite, que pode surgir vários anos após o episódio de sarampo e que tem um péssimo prognóstico, o sarampo pode deixar surdez, ou ocasionar pneumonias. É por isso fundamental que as crianças continuem a ser vacinadas, aos 15 meses e 5 anos, contra esta doença. Ler Mais...

Sistema nervoso Meningites

O que são? Uma meningite é uma infecção das membranas que cobrem o cérebro e a espinal medula, e do líquido que circula entre elas. Pode ser causada por três tipos de micróbios: - bactérias - vírus - fungos Descrita pela primeira vez há quase 200 anos, a meningite sempre foi considerada uma doença muito grave. Com a chegada dos antibióticos, o prognóstico começou a melhorar e a meningite deixou de ser uma doença sistematicamente fatal. A taxa de mortalidade oscila atualmente entre um e sete por cento, no geral, embora seja diferente para cada um dos micróbios envolvidos. Na diminuição do número de casos, as vacinas desempenham um papel determinante na prevenção da doença, como por exemplo a vacina contra a parotidite (papeira) integrada na VASPR (vacina contra o sarampo, papeira e rubéola) que permite «acabar» com uma das meningites mais frequentes, a da papeira, e a vacina anti-haemophilus influenza ou a vacina contra o pneumococo, recentemente introduzida no mercado, e que embora não seja uma «vacina da meningite», como tantas vezes é chamada, atua contra um dos microorganismos mais frequentemente causadores da infecção. Logo nos primeiros dias de vida quando fazemos a BCG aos nossos filhos, estamos não só a protegê-los da tuberculose como também da sua forma meníngea (a meningite tuberculosa) que foi muito frequente no nosso país. Também já existem vacinas contra o meningococo C umas das bactérias responsáveis pelas epidemias de meningite de pior prognóstico e esta vacina foi introduzida no Programa de Vacinação em Janeiro de 2006. Ler Mais...

Quando se deve vacinar uma criança com a vacina anual para a gripe?

A gravidade da gripe vem principalmente das complicações - quebra do estado geral, pneumonias por agentes a quem o vírus abre caminho, falência de órgãos previamente comprometidos, etc. Assim, a vacina da gripe (a fazer preferencialmente em Outubro, mas ainda eficaz se feita em Novembro) deve ser reservada às crianças com mais de 6 meses que tenham doenças crónicas pulmonares, asma, doenças cardíacas, renais ou do fígado, ou diabetes, entre outras. A vacina é feita de vírus inativados. Ler Mais...

Vacinas

O Programa Nacional de Vacinação (PNV) teve início em 1965. O nosso País foi um dos primeiros a ter um programa estruturado e as campanhas de vacinação então realizadas, a que se seguiram iniciativas mais sedimentadas no tempo e alargadas à rede de centros de saúde, subsistemas e medicina privada, permitiram um aumento importante das taxas de vacinação, com diminuição muito acentuada do número de casos de doenças infeciosas evitáveis pela vacinação, bem como dos casos de internamento e mortalidade. O PNV é periodicamente revisto, quer no que toca às vacinas incluídas, quer em relação às verdadeiras e falsas contraindicações, tipo de vacina, associações vacinais, técnicas e vias de administração, cadeia do frio e conservação das vacinas, monitorização das reações secundárias. As vacinas são uma preocupação dos pais. E Portugal tem altas taxas de vacinação, mas é necessário estarmos cientes de que não se pode abrandar o processo, sob pena de algumas das doenças que estão controladas regressarem. As vacinas a fazer neste grupo etário, de acordo com a última revisão do PNV (2006) são:
  • aos 15 meses – 1.ª dose da VASPR (vacina anti sarampo, papeira e rubéola) e 3.a e última dose da vacina anti meningite C;
  • aos 18-23 meses (melhor cerca dos 18) - vacina DTP/Hib (anti-difteria, tosse convulsa e tétano, e anti-Haemophilus influenza tipo b);
  • aos 5 anos - vacina DTP (anti-difteria, tosse convulsa e tétano), 4a e última dose de vacina anti poliomielite e 2 a e última dose da VASPR.
Paralelamente ao PNV, há outras vacinas recomendáveis, a debater com o médico-assistente:
  • vacina anti varicela, que pode ser feita a partir dos 14 meses, numa dose única;
  • vacina antipneumocócica heptavalente, que protege da meningite e da septicemia causada por sete estirpes deste agente.
NÃO contraindicam a vacinação:
  • doenças benignas, tais como infeções das vias respiratórias superiores ou diarreias, exceto na fase aguda, enquanto há febre (nem sequer é uma contraindicação, mas mais uma medida de bom senso);
  • alergia, asma ou outras manifestações atópicas, febre dos fenos ou rinites alérgicas;
  • antecedentes familiares de convulsões;
  • tratamento com antibióticos, incluindo no decurso da terapêutica;
  • terapêutica com corticosteroides em doses baixas ou por períodos curtos, ou ainda esteroides por via tópica ou inalatória;
  • doenças crónicas cardíacas, pulmonares, renais ou hepáticas;
  • doenças neurológicas não evolutivas, tais como paralisia cerebral e síndroma de Down.
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Como prevenir

O facto de a varicela não ser tão «mansa» como se pensava e o crescente número de crianças com imunodeficiências ou em tratamento para cancro, levou ao empenhamento no desenvolvimento de uma vacina. Esta vacina está comercializada em Portugal e consiste numa vacina de vírus vivos atenuados (um processo semelhante aos das vacinas anti sarampo, anti rubéola, anti papeira). Está provado que a vacinação com a vacina anti varicela reduz em muito o número de casos graves e não graves. A vacina, que parece conferir imunidade durante um período prolongado, pode causar febre, reações no local da administração e um exantema (manchas na pele) mas tudo isto é semelhante ao que outras vacinas podem causar e não se trata de reações graves. As dúvidas que têm surgido relativamente à vacina da varicela prendem-se com o seguinte:
  • a vacina, embora eficaz, pode também ela gerar alguns casos de zona, no futuro (dado que é de vírus vivos). Embora se pensem ser mais benignos e muito menos prováveis do que os casos decorrentes da infeção natural, trata-se de uma situação «induzida», pelo queque ter cuidado para que, depois, ninguém possa processar, por exemplo, os serviços de saúde por terem «causado» uma doença;
  • o vírus da varicela é um vírus altamente «estratégico» e «inteligente». Ao contrário de outros, se a sua «população-alvo» começar a escassear, poderá concentrar-se noutros grupos etários e populacionais, como os idosos ou as pessoas que têm algum tipo de imunocompromisso (doenças oncológicas, tratamentos com citostáticos, infeção HIV, etc.), com efeitos potencialmente de- vastadores;
  • poderá haver algum receio, apesar da longa experiência dos EUA e do Japão, que venha a ser necessária uma revacinação décadas depois (os vírus da vacina são vivos, mas atenuados). E a questão que se pode levantar é: como reunir, então, essas pessoas, que estarão numa idade em que praticamente pouco vão ao médico ou contactam os serviços de saúde, dado que são eminentemente saudáveis?
Todas estas questões são pertinentes e devem ser debatidas, designadamente a nível das políticas nacionais. No entanto, no momento em que o Governo autorizou a comercialização da vacina nas farmácias, obviamente que é dever dos médicos-assistentes colocarem a hipótese de vacinação aos pais, cabendo a estes decidirem se vacinam ou não os filhos. E, neste caso, poderá haver um conflito de interesses entre o interesse da criança individual e o interesse da população em geral. A Sociedade Portuguesa de Pediatria (Secção de Infeciologia) considera «inquestionável» a necessidade de uma vacina contra a varicela. Espera-se que a tecnologia permita, como aconteceu com outras vacinas, melhorar este produto quanto à sua eficácia, preço e efeitos colaterais. Ler Mais...
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