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Os meus pés estão inchados e tensos; há alguma coisa que possa fazer?

A causa dos pés e tornozelos inchados, chamado edema é o líquido excessivo infiltrado nos tecidos, causado pelo aumento de volume de sangue. No fim da gravidez, como o volume de sangue continua a aumentar, este é um problema comum. O inchaço em geral piora ao fim do dia e com tempo mais quente. Há algumas medidas para ajudar a reduzir o inchaço, como erguer as pernas quando está sentada, rodar os pés e deitar-se no chão com os pés erguidos contra a parede. Usar meias de descanso também melhora a circulação das pernas. Beba muitos líquidos, em particular água, pois isso melhora o funcionamento dos rins e reduz a retenção de líquidos. Exercícios suaves, como natação ou aquanatal, também aumentam a eficiência do sistema circulatório. A reflexologia feita por um bom profissional também pode ajudar. Se também tiver as mãos ou a cara inchadas, será conveniente medir a tensão arterial para controlar a pré-eclampsia. Na maior parte das mulheres os inchaços desaparecem depois do parto. Ler Mais...

A minha parteira é amorosa mas anda sempre apressada – como consigo que ela responda às minhas questões?

Esse é um problema comum. As clínicas pré-natais estão, por vezes, muito cheias de trabalho, com muitas mulheres para a parteira atender. Como resultado, muitas clinicas só permitem 10-15 minutos para cada consulta – apenas o tempo suficiente para os exames físicos básicos. Contudo, é importante que as suas questões sejam colocadas e pode ajudar pô-las por escrito para que se lembre do que quer perguntar. Se a sua parteira não tiver tempo de responder aos assuntos durante a consulta, peça-lhe para falar consigo numa altura conveniente para ambas. Isso poderá ser por telefone ou noutra consulta na clínica. Ou ela poderá orientá-la para outras fontes de informação tais como livros, panfletos, sites ou outros profissionais de saúde. É parte crucial dos seus cuidados pré-natais que você se sinta confortável com as pessoas que tratam de si e que lhe seja dada oportunidade de discutir todas as questões que possa ter ou assuntos que surjam, e isto é reconhecido pelo National Institute for Clinical Excellence (NICE) nas suas directrizes para os cuidados pré-natais. Ler Mais...

Perguntas e respostas sobre a alimentação

Existem elementos que possam chamar «completos»? É uma pergunta que não tem uma resposta simples. Há uns alimentos que são mais adequados e mais ricos do que outros, ou seja, com um maior leque de fatores considerados importantes para a alimentação das pessoas, mas não se pode dizer que exista um alimento «ideal» que tenha tudo o que é necessário ou seja, não existe o «alimento perfeito». A Natureza parece exigir, assim, uma harmonia de alimentos de forma a compor uma dieta completa. Um exemplo: alguns vegetais, como os legumes, as batatas e os cereais, entre outros, são especialmente ricos em hidratos de carbono, mas também contêm uma parte proteica e lipídica. Outros alimentos - como a carne, o peixe ou os ovos -, são especialmente ricos em proteínas mas também incluem, em diversas proporções, lípidos e até pequenas quantidades de hidratos de carbono. O mesmo ocorre com as vitaminas e os sais minerais: alguns produtos são muito ricos nestes micronutrientes, mas nenhum tem as quantidades suficientes para uma refeição" completa. É, pois, evidente, que se torna necessário compor, com sabedoria, uma dieta que tenha o que a pessoa precisa, sem compostos de mais ou de menos. É este equilíbrio que tem de conseguir... o que não é fácil. Mas se optarmos por uma alimentação variada e diversificada, provavelmente estaremos a comer de forma inteligente. Podemos dividir os alimentos em bons e maus? Não. Não há propriamente alimentos '«malditos», embora alguns sejam muito desequilibrados, não devendo, por isso entrar na composição das refeições. De qualquer forma, praticamente todos os alimentos têm algo «de bom», sejam proteínas, sejam vitaminas. Mais do que este aquele alimento, os problemas surgem sobretudo por se abusar desses alimentos, com menor ingestão dos outros. O que é, então, correto, é - insistimos - compor as refeições de forma diversificada e variada, dentro do que poderíamos chamar «dieta mista». E se não, propriamente, alimentos maus e bons, o que é verdade é que alguns deles são particularmente bons, no que chamamos um bom «valor biológico». As proteínas, que formam, as estruturas do nosso organismo - dos ossos ao sangue -, encontram-se em alimentos caros e, portanto, escasseiam na dieta das populações mais desfavorecidas, como aconteceu em Portugal durante muitos anos (comer carne ou peixe foi, durante muitas gerações, um privilégio reservado para os domingos). Contudo, o excesso de proteínas na dieta, a que se assiste hoje (basta ver o tamanho e a frequência com que se comem bifes ou postas de peixe), a continuai vai seguramente trazer muito «amargos de boca- no futuro, pois os rins e o nosso organismo em geral têm um limite para as metabolizar. É importante que os pais se consciencializem que o peixe, e sobretudo a carne, devem ser dadas em quantidades muito pequenas. Qual a importância da carne, do peixe e dos ovos? A importância destes alimentos reside principalmente no seu conteúdo de proteínas, com «alto valor biológico», ou seja, com grande valor nutricional, garantindo que a criança tem os aminoácidos essenciais para o seu crescimento. Para além disso, a carne é uma importante fonte ferro e de vitamina B12, elementos muito importantes para todos os sistemas do organismo, como o sangue ou o sistema imunológico. O peixe, por exemplo, tem bastante cálcio e fósforo, além dos chamados «ácidos gordos ómega 3», que são muito importantes na prevenção da arteriosclerose. O ovo, além de ter proteínas de tão boa qualidade como as da carne o do peixe, tem um equilíbrio muito adequado de ácidos gordos (na gema) e uma quantidade aceitável de vitaminas minerais. Como já foi referido, a carne e o peixe contêm uma grande quantidade de ferro, fácil de absorver, e são também bons reservatórios de zinco, um mineral a que se dá cada vez mais importância, pois a sua carência provoca atrasos de crescimento, má cicatrização e diminuição das respostas do sistema imunitário. O excesso de proteínas deve ser uma preocupação para a saúde? As proteínas - carne, peixe, ovo - são metabolizadas pelos rins e o seu excesso crónico pode causar deterioração da função renal, o que poderá vir a ter uma importância enorme se os erros forem muitos e precoces, tendo em linha de conta que os atuais bebés são pessoas com elevada probabilidade de vir a viver muitas e muitas dezenas de anos. Se não tomarmos cuida- do com a quantidade das proteínas que os nossos filhos ingerem, alguns deles poderão ver a sua função renal deteriorada em idades jovens, com perspect.va de viver muitos anos dependentes de tratamentos e de máquinas. Por outro lado, as proteína^ animais são importantes, e são ricas em ferro, e a carne deve ser iniciada com o primeiro puré: em pequena*: quantidades diárias (cerca de 20 gramas, ou seja, uma almôndega pequena), cozida e triturada com os legumes. Se não houver contra-indicação (alergias, por exemplo), o peixe é iniciado por volta dos 6 meses, quando a criança começa a comer o segundo puré, em quantidades mais ou menos iguais (30 gramas por dia, ou seja, um medalhão pequeno). Deve ser peixe «branco», sem gordura - solha, linguado, pregado, ou pescada nas crianças que não têm alergias familiares importantes. Assim, aos 6 meses (ou aos 8 nos que começaram mais tarde a diversificação), a criança terá uma alimentação com dois purés de legumes (um com carne, outro com peixe). O ovo deverá ser introduzido pelos 9 meses, ou mais tarde se houver história de alergias. O ovo substitui a carne ou o peixe (o bife com ovo-a-cavalo é um erro alimentar, por muito bem que nos saiba ao paladar). A carne alimenta mais que o peixe? Quando se come carne, geralmente a pessoa sente-se «bem», às vezes até mesmo «enfartada», com a sensação de que os alimentos estão no estômago mais tempo do que, por exemplo, quando se come peixe, mesmo que cozinhados da mesma maneira. Mas, na realidade, a qualidade proteica é muito semelhante, tratando-se, em ambos os casos, de proteínas de «alto valor biológico», apesar de o peixe ter um pouco mais de água do que a carne. A carne tem mais gordura do que o peixe (mesmo do que o peixe gordo, «azul»). Contudo, além da quantidade, é importante ter em conta outras diferenças, já que nas carnes predominam os ácidos gordos saturados, os quais estão praticamente ausentes no peixe - este tem uma razoável quantidade de ácidos gordos polinsaturados (ómega 3), característicos das gorduras marinhas, e que têm um fator protetor relativamente às doenças cardiovasculares. A gordura de peixe é, assim, muito melhor para a saúde do que a da carne. A carne vermelha alimenta mais que a branca? A diferença entre as carnes e vísceras vermelhas, em relação às brancas, é o seu maior conteúdo de ferro. Todas as carnes têm quantidades variáveis, mas sempre importantes, deste mineral. Ainda por cima, o ferro dos produtos animais é melhor absorvido e utilizado do que o ferro de origem vegetal. Em relação às proteínas, vitaminas e minerais, não existem grandes diferenças entre a carne vermelha e a carne branca. O seu conteúdo em gordura saturada e colesterol é muito semelhante. A principal diferença no valor nutritivo destes alimentos refere-se, pois, ao conteúdo em ferral pelo que não existe justificação para afirmar que as carnes vermelhas são melhores do que as brancas. O fundamental é que sejam carnes de confiança, no que toca à higiene, doenças; produtos adicionados nas rações ou administrados aos animais. As verduras e frutos completam-se ou substituem-se? Estes dois grupos de alimentos pertencem ao mundo vegetal e têm muitas afinidades; baixo conteúdo em calorias, proteínas de «valor biológico» similar, escasso teor de gorduras, elevada percentagem de água e de hidratos de carbono (amidos ou açúcares), libra, vitaminas (vitamina C e A) e sais minerais Os alimentos vegetais integram-se num conjunto e, de facto, existe uma regra na alimentação que aconselha a tomar um mínimo de cinco porções/dia de frutas e verduras. No geral, convém incluir os dois grupos de alimentos na dieta, sem pensar em escolher apenas um ou outro tipo de produtos Acostumar a criança a comer, por dia, uma salada, dois pratos de verduras (como prato base e/ou guarnição) e duas porções de fruta (uma de tipo cítrico e uma das chamadas frutas da época), seria o -ideal- e há que investir nesta opção, mesmo que, a princípio os miúdos «torçam o nariz». Qual é o valor nutritivo dos sumos? Na natureza só existem um alimento em estado líquido - a água. Existem também frutos que apertados, libertam sumo, mas com outros elementos, nomeadamente libra. Os sumos de fruta mesmo os chamados (impropriamente) «naturais-, são feitos «artificialmente». Embora tenham muitos deles, vitamina C e outros compostos deste grupo, os sumos de fruta tem uma grande quantidade de açúcares e perdem algumas das suas riquezas maiores, como as fibras, que regulam o transito intestinal. Por outro lado, enquanto, por exemplo, se come uma ou duas laranjas, no máximo, em sumo bebe-se rapidamente o correspondente ao açúcar de várias laranjas. Acresce que a fibra ajuda a saciar o apetite e tem uma absorção mais lenta. Já o sumo, por ser líquido, é absorvido quase instantaneamente, fazendo subir rapidamente o açúcar no sangue, o que não é muito adequado na maioria dos casos Os sumos engarrafados, apesar de muitos deles serem enriquecidos com vitaminas e minerais, frequentemente perdem ainda outros nutrientes. Portanto, é sempre melhor ingerir a fruta completa. E quando a questão é a seca ou a acompanhar as refeições, a bebida devera ser a água. Quando é que posso dar água com gás ao meu filho? É que tanto como o pai como eu gostamos de águas com gás e ele está sempre a pedir… A água gaseificada não deve ser, em principio, dada a crianças come menos de 2, 3 anos. Já lá vai o tempo em que se dava «água das pedras» para curara icterícia do recém-nascido Ao dar água com gás (e a questão é: qual o valor acrescentado do gás, relativamente à água natural?) está a dar ao seu filho um acréscimo de gases, num organismo que, por múltiplas e variadas razões, tem uma má gestão do ar. As crianças engolem ar porque têm o nariz tapado, porque engolem ar ao comer ou a falar, enfim, por múltiplas razões. Por outro lado, algumas águas gaseificadas contêm sal, açúcar ou corantes e substâncias artificiais que quanto menos se ingerirem melhor. Claro está que, ao ver os pais beberem água com sabor a morango, manga ou seja o que for, o vosso filho ficará curioso e quererá provar. Não lhe neguem, mas avisem que as bolhinhas «fazem impressão- e que aquilo é feito para o crescidos, havendo coisas muito melhores para as crianças.´ Qual é mais saudável: o pão integral ou o pão branco? Num dado momento da história, o pão branco começou a ser consumido pelas classes sociais mais favorecidas, como forma de se «separarem» das classes mais pobres. Poderia ser muito «nobre», mas tratava-se de um monumental erro nutritivo. Infelizmente a «moda» pegou e o consumo de pão branco estendeu-se a todas as pessoas. Felizmente, está-se a observar uma inversão desta tendência. No processo de refinamento do pão perdem-se fibras e alguns nutrientes importantes para o equilíbrio da criança. Baseando-nos nisto, podemos afirmar que, embora o pão branco seja eventualmente mais agradável e de mais fácil digestão, r pão integrai, apesar de ser de mais difícil conservação e digestão, tem elementos nutritivos importantes que o branco perdeu, e que são protetores em relação à saúde. Tem, pois, de se valorizar o pão integral, mas também não é caso de se exorcizar o branco, dado que o consumo de pão (em geral) é muito importante. Qual o papel dos lacticínios durante a infância e a adolescência? Os lacticínios são uma excelente fonte de proteínas de alta qualidade minerais, oligoelementos e vitaminas, extremamente importantes em determinados ciclos da "vida». Na infância e adolescência, por exemplo, as proteínas e o cálcio são indispensáveis para o crescimento e desenvolvimento da massa óssea. O cálcio é absorvido nos intestinos, com a «ajuda» da vitamina D. Só se absorve aproximadamente 10% da quantidade presente na dieta, pelo que, se esta for escassa, podem surgir deficiências de cálcio. O leite completo é um veículo ecológico perfeito para a absorção de cálcio. Para quem sofre de intolerância à lactose (açúcar do leite), podem-se utilizar produtos fermentados lácteos (como o iogurte) com apenas 30% da lactose total do leite. O queijo, sem lactose ou apenas com resíduos, é muito rico em proteínas, gorduras e cálcio. Convém dar leite «leite magro» às crianças? Magro, não... a não set em raras situações, muito especiais, por recomendação médica. O leite inteiro é um alimento muito completo, já que contém quase todos os nutrientes, embora o teor de proteínas e de gordura seja exagerado para as necessidades da criança (não esqueçamos que o leite de vaca é feito para o vitelo...). Uma das questões que surgem ao retirar-se a gordura do leite é, por consequência direta, eliminarem-se também em parte ou por completo as vitaminas que estão associadas à gordura (A, D. E e K). Deste modo, em crianças saudáveis está indicado o leite gordo ou o meio-gordo. Uma das vantagens de habituar a criança ao sabor do leite-magro é fazer com que não sinta um «choque» quando, em mais velho, tiver que beber este leite por ser adequado à prevenção das doenças cardiovasculares. O que é que engorda mais: grão, lentilhas, feijão ou pão? Acontece com frequência culparmos um alimento pelo aumento de peso e atribuímos-lhe injustificadamente, uma grande capacidade para engordar Um alimento sozinho nunca e gorda, e o aumento de peso é consequência do consumo abundante de diversos alimente que trazem, em conjunto, uma quantidade de calorias superior à que se gasta. Outro aspeto, é «queque» a ingestão de certos elementos ao mesmo tempo faz com que o seu potencial para engordar aumente - é o caso das gorduras e dos hidratos de carbono, e o exemplo é o típico «queque-, que parece ser inofensivo, mas que engorda mais do que doces que sejam feito apenas de açúcar e hidratos de carbono. Se fazemos uma valorização objetiva, utilizando as tabelas de composição de alimentos 100 gramas de qualquer tipo de legume têm cerca de 325 calorias e 100 gramas de pão, 258 calorias. A questão não é tanto, pois, a quantidade de calorias, mas sim a porção de pão, ou legumes, que se consome durante o dia., os alimentos com que se combinam e a valorização do conjunto em termos de calorias para responder às necessidades da pessoa. Assim, a recomendação será consumir legumes pelo menos uma ou duas vezes por sem e pão diariamente, acompanhando o resto dos alimentos. O açúcar amarelo é mais saudável? A diferença reside no refinamento durante a fabricação. O açúcar branco é o produto cristalino refinado que se obtém da cana-de-açúcar ou da beterraba. O conteúdo em sacarose é de 99%. A forma comercial mais habitual é o açúcar granulado, mas também se encontra em pó mascavado, «amarelo», etc. Os cubos são torres de açúcares duros, submetidos a pressão quando estão húmidos, para que tenham essa forma. O açúcar cristalizado é incolor e de grande firmeza. Se se lhe adicionar caramelo durante a cristalização, o açúcar torna-se castanho. Alguns açúcares são amarelos porque, simplesmente, se tornaram dessa cor durante a refinação. A outros são incorporados «melaços», que são subprodutos da refinação do açúcar, dando lugar a variedades mais ou menos escuras. O açúcar mascavado tem um ligeiro sabor a rum, dependendo da quantidade de melaço que se lhe incorpore. O seu impacto nutricional depende da percentagem final de sacarose e outros açúcares, como a glucose e a frutose. Mas, quanto ao seu carácter dietético, podemos dizer que são igualmente saudáveis. O mel é melhor que açúcar? Do ponto de vista nutritivo, o mel é equivalente ao açúcar, e tem fundamentalmente hidratos de carbono (frutose e glucose), e substâncias derivadas do pólen, bem como algumas outras que lhe conferem cor e sabor, mas que não têm importância nutricional. Por outro lado, há que relembrar que o mel na chupeta ou no biberão que os pais dão – com muito amor- à noite, em crianças que já têm dentes, são fatores terríveis, porque a criança fica todo o período da noite com açúcar nos dentes, o que faz aumentar, em muito, a cárie dentária. Deve controlar-se o consumo de sal numa alimentação infantil? O sal é uma substância que se junta aos alimentos para lhes dar sabor e com funções de conservação Os alimentos naturais contêm quantidades variáveis de cloreto de sódio. Conforme o procedimento culinário, e com a eliminação da água em que foram cozidos, o sal pode ser também fortemente reduzido ou até eliminado. Não há dúvida de que alguns alimentos são pouco apetitosos, depois de cozidos, e ganham em sabor quando se lhe adicionam um pouco sal. As crianças, aliás, a partir dos 8-9 meses começam a gostar de um bocadinho de sal na comida. O problema para a saúde aparece quando se ena o hábito de salgar em excesso os alimentos, dado que, em indivíduos geneticamente predispostos, se observa a existência de uma relação direta entre o consumo de produtos excessivamente salgados e o aparecimento ou agravamento da hipertensão arterial conveniente, nas crianças, controlar o consumo de sal, pois quando se desenvolve, desde infância, uma grande apetência pelo mesmo, a comida parece sempre insonsa e facilmente se superam os 5 a 6 g de sal estabelecidos como a dose diária recomendada, com os riscos cardiovasculares de que falámos. Quando posso dar marisco à minha filha? Ela tem 18 meses... Os mariscos são considerados dos alimentos mais alergénicos, peto que a sua introdução na alimentação infantil deverá ser o mais tardia possível, e devagar, sem ser ao mesmo tempo que novos alimentos, para perceber se causam ou não alguma hipotética reação alérgica, a qual surge em cerca de 5% dos casos. A introdução dos mariscos deve ser protelada o mais possível se houver história de alergias na criança ou nos seus parentes mais próximos Os sinais de alergia são borbulhas, falta de ar, dores de barriga, vómitos e sinais que simulam asfixia. Como os mariscos pertencem ao nosso mundo gastronómico, não vale a pena ter ilusões de que os vossos filhos nunca hão-de provar. Que o façam i mais tarde possível, e que comecem pelo marisco simples, sem molhos à mistura. E se gostaram, tanto melhor para eles… que alguns mariscos são realmente muito saborosos. As crianças devem consumir vinagre e/ou especiarias? Há crianças que, muito precocemente, mostram um gosto definido para os alimentos com vinagre e limão, mostarda e conservas avinagradas, como os pickles. Este comportamento corresponde por vezes, a crianças que apresentam uma insuficiência gástrica que lhes produz um certo mal-estar, e que melhora de forma considerável depois da ingestão destes alimentos. Nestes casos, é conveniente, não propriamente fomentar o seu consumo, mas respeitá-lo quando se processa de maneira moderada, procurando que sejam da melhor qualidade possível e dando preferência ao limão, em vez do vinagre e outras especiarias. Obviamente que também há, em tudo isto, uma componente cultural, pois em muitas sociedades o consumo de picantes, por exemplo, começa de tenra idade. A partir do primeiro ano é legítimo incluir estes compostos na alimentação da criança, mal sempre com moderação e atendendo a eventuais gostos, ocorrência de alergias e intolerâncias. Que alimentos podem causar alergias com maior frequência? Não há praticamente nenhum alimento que não possa produzir uma alergia. No entanto, temos de considerar que, assim como há crianças especialmente propícias a alergias, também há alimentos que são mais alergizantes. E, frequentemente, é a associação de vários alimentos deste tipo que pode desencadear a reação. Entre os mais «culpados» encontram-se: leite ovos, trigo, milho, legumes, frutos secos e peixe. Existem igualmente muitas pessoas com alergia aos morangos, citrinos (laranjas, kiwi, tangerinas, etc.), tomate, chocolate e cerejas. Além do consumo destes alimentos há outras influências que podem agravar, ou favorecer, o aparecimento de uma resposta alérgica, mais concretamente a luz do sol, o calor, picadas de insetos, produtos de limpeza ou detergentes, bactérias ou presença de parasitas no intestino, e até o próprio stresse. A alergia ao kiwi é assim tão grande? É que é um fruto que dizem ter vitamina C e isso ser bom para as infeções... O kiwi (fruto muito recente na nossa alimentação, se formos a pensar, mas que se desenvolveu há exatamente cem anos na Nova Zelândia, tendo recebido o nome do pássaro tradicional daquele arquipélago) é causador de alergias, e o número de crianças com essas reações alérgicas tem crescido substancialmente nos últimos anos, sobretudo antes dos 5 anos idade, e com a particularidade de os sintomas poderem ser graves nestas idades. O kiwi generalizou-se nos supermercados e nas nossas mesas antes mesmo de ser possível estudar os seus eleitos. Como muitas das coisas associadas à globalização e à universalização dos produtos de consumo, «atira-se primeiro e pergunta-se depois-. A Ciência dirá mais o assunto, mas provavelmente não será bom dar kiwi antes do ano de idade, e prever que a sua introdução na alimentação da criança possa ter efeitos de alergia. A crianças com antecedentes diretos (pais e irmãos) com alergia e tendo tido, ela própria, episódios de alergia, é bom reservar o kiwi para o mais tarde possível. Curiosamente, há potenciação entre a alergia ao kiwi e a outras substâncias, como o látex. Quando pode uma criança beber álcool? A resposta é simples: Nunca! Uma criança nunca deve beber álcool. Para além dos efeitos imediatos, alguns deles graves, como a hipoglicemia, a lesão do fígado e do cérebro, etc., o álcool tem um efeito cumulativo a longo prazo. Os estudos demonstraram também que os adolescentes consumidores de álcool iniciaram o consumo numa idade significativamente mais precoce que os adolescentes abstémios. Por todos estes motivos, não convém que os pais incentivem os seus filhos a provar bebidas alcoólicas, mesmo que em quantidades pequenas. O álcool exerce um efeito tóxico (a curto e a longo prazo) e cria dependência, para além de que, do ponto de vista nutricional, o seu consumo é negativo pois proporciona calorias (7 kcal/g) e poucos nutrientes essenciais, o que, numa fase de crescimento, é muito contraproducente. Que alimentos facilitam a digestão? Os alimentos com pouca gordura são, em geral, mais fáceis de digerir. Nas crianças com problemas intestinais, ou de saúde em geral, aconselha-se, assim, uma dieta ligeira. Também os alimentos do tipo dos iogurtes são úteis nestas circunstâncias, pois são uma boa fonte de nutrientes, e conseguem ser bem tolerados e digeridos. Entre as frutas, as mais maduras digerem-se melhor que as verdes. Por outro lado, o comer espaçadamente, mastigando bem os alimentos, contribui para facilitar o processo digestivo. A alimentação pode ajudar a evitar as infeções frequentes das crianças? O funcionamento do sistema imunitário depende da situação nutricional da criança e das carências em proteínas, vitaminas ou minerais, que se associa ao aumento da incidência de infeções Por isso, melhorar a alimentação é um bom caminho para conseguir ingestões adequadas de energia e nutrientes, o que contribui para melhorar a saúde, ao otimizar a resposta imunitária e proteger a criança dos processos infeciosos. Embora estes processos patológicos dependam de diversas influências, a alimentação (correta ou incorreta) é uma delas. Qual a relação entre a alimentação, nomeadamente o consumo de açúcares, e a cárie dentária? Quando pensamos em cárie e em açúcar, temos por vezes a tendência de pôr «tudo no mesmo saco». Mas há diferenças que são Importantes e que podem fazer com que, sem abolirmos totalmente os açúcares - o que, das duas, uma, ou se torna impossível, ou seria causa de uma extrema infelicidade -, poderemos racionalizar o seu consumo. Assim, é fundamental ponderar os seguintes fatores: tipo de açúcar, período da noite, frequência com que se come, escovagem dos dentes e higiene oral. O açúcar é um dos grandes inimigos dos dentes, embora não cause diretamente a cárie (ao contrário do que julga). Mas serve de substrato ao crescimento das bactérias e, portanto, a sua presença oral é um convite ao desenvolvimento dos microrganismos. Há açúcares que são especialmente cariogénicos, como os chamados açúcares «rápidos» - a sacarose ou açúcar vulgar, sobretudo na forma líquida ou pastosa, ingerido e mastigado na forma de caramelos, pastilhas elásticas e não-elásticas, xaropes, etc. Os açúcares relacionados com outros alimentos não são tão cariogénicos e podemos escolher os que menos mal fazem (por exemplo, os que têm um tempo de contacto menor com o dente), a melhor hora de os comer (durante as refeições), redescobrir outros alimentos (um iogurte ou uma peça de fruta fazem muito melhor do que um pastel de nata ou uma bola-de-berlim...) E, ao comer açúcar, quais os cuidados que se devem ter? O período da noite é o pior, dado que dois dos principais fatores protetores, a saliva (que é alcalina e contraria a produção de ácido) e os movimentos da língua (que limpam os dentes, naturalmente), estão «adormecidos». Outro fator importante é o tempo de permanência do açúcar na boca e as vezes que novos açúcares são introduzidos. O dente, no intervalo entre o contacto com dois açúcares, tenta regenerar-se. Se esse intervalo for grande, o dente consegue um certo grau de recuperação que lhe permite -aguentar- melhor o embate de um novo açúcar. Se esse intervalo for pequeno, as lesões acumulam-se p agravam-se, sem dar tempo à mínima recuperação. Comer uma quantidade grande de açúcar de uma só vez é muito menos cariogénico do que comer pequenas quantidades (por exemplo, pastilhas), mas de forma continuada e repetida. Não é possível evitar que as crianças comam açúcar ou coisas doces - os doces fazem parte da nossa cultura, têm um significado social e desempenham um papel de relevo na recompensa pessoal. Basta ver o que prometemos aos nossos filhos se eles «se portarem bem» ou se fizerem o que queremos, ou o que levamos como presente quando somos convidados por amigos para jantar, ou ainda o que trazemos de fora quando vamos de viagem; doces, chocolates, bombons e rebuçados... Contudo, podemos habituar as crianças a não comerem doces regularmente (e não apenas por causa dos dentes) e ensiná-las a lavar e escovar os dentes depois de os ingerirem. Quando posso dar pastilhas elásticas ao meu filho? A pergunta deveria ser mais: quando é que é menos perigoso uma criança comer pastilhas elásticas, porque «dar», no sentido de estimular a consumir, não é adequado. Antes dos 4 anos, o risco de poder engolir ou asfixiar-se com as pastilhas é grande. Aprender o conceito de -mastigar sem engolir- é complicado, até porque nós, pais, insistimos com eles, às refeições, para mastigarem e engolirem. Claro que as pastilhas fazem parte da vida, e a dada altura haverá «um primeiro dia-. Nesse caso, tentem controlar o processo e não deixar que as coisas se desenrolem por si. É sempre preferível pastilhas compridas do que redondas ou pequenas, porque as primeiras são geral- mente mais moles e mais fáceis de mastigar E é de começar por metade, o que numa pastilha comprida é possível e numa redonda não. Um outro a aspeto é só permitir pastilhas sem açúcar caso contrário os dentes dos vossos filhos estarão permanentemente debaixo do ataque das bactérias. Posso dar pipocas ao meu filho, que tem 3 anos? Há dias fomos ao cinema e toda a gente estava com pacotes de pipocas. E claro que ele também quis. E eu fiquei na dúvida... As pipocas, dado que têm arestas, podem causar asfixia mesma nos adultos. O seu carácter «mole o duro» ao mesmo tempo pode causar problemas. Antes dos 4 anos dina que é cedo de mais para dar pipocas, mesmo que as crianças queiram. E depois ao dar se, convém não ser na escuridão de uma sala de cinema em que, se acontecer uma sufocação [muitas silenciosa) os pais podem não dar por nada e não atuar a tempo. Posso dar adoçantes ao meu filho? Melhor, melhor, será habituá-lo a não usar nenhuma forma de tomar os alimentos mais doces os alimentos naturais têm açúcar que chegue designadamente os frutos. E querer ou não açúcar no leite ou nos iogurtes é uma questão de hábito. Claro que a sociedade tem, no seu «menu», doces e açúcar. Não podemos imaginar que os nossos filhos vão estar alheios a eles ou que vão ser párias. De qualquer quer forma, e embora os adoçantes não tenham sido ainda testados em crianças creio que ensinar a adoçar (sem exageros) com edulcorantes, ou pelo menos mostrar que existem alternativas, será bom. Mas, insisto, o melhor adoçante é… não precisa de adicionar e contentar-se com o que existe naturalmente nos alimentos… é por isso que uns são mais doces do que os outros, para que uma alimentação equilibrada possa fazer, naturalmente, aquilo é instintivo e saudável para o animal que somos. Quais as regras na alimentação de uma criança de 2-5 anos? A criança deve tomar pelo menos quatro refeições ao dia, que forneçam cerca de 1.300 kcal, distribuídas entre o pequeno-almoço (25%), almoço (30%), lanche (15%) e jantar (30%). O total da energia distribuir-se-á da seguinte forma: proteínas 12-15%, gorduras 30-35% e hidratos de carbono 50-80%. O leite deve fornecer uma parte substancial das proteínas e do cálcio, cobrindo aproximadamente 30% das necessidades energéticas, o que se consegue com um aporte diário de 500 600 mililitros. As crianças desta idade devem comer carne e peixe, de preferência magros, assim como cereais, legumes e fruta Por outro lado, a partir do primeiro ano, podem introduzir-se todos alimentos na dieta da criança, ainda que deixando as associações mais arriscadas para mais tarde. E ó conveniente preferir alimentos -saudáveis- a alimentos desequilibrados, salga com excesso de doce, etc. É correto comer a meio da manhã e a meio da tarde? Tomar algo a meio da manhã ou a meio da tarde pode ser considerado benéfico, no geral, pois é difícil cobrir as altas necessidades de nutrientes da criança sem esta consumir algo entre as refeições, para além de que também é benéfico para o seu rendimento e bem-estar passar menos tempo em jejum. Os estudos provam que os alimentos consumidos entre as refeições, proporcionam uma parte importante dos nutrientes diários, e os alunos que fazem estes «lanches» têm uma melhor situação nutricional. Os inconvenientes estão relacionados com a escolha de alimentos desadequados. O que deve comer a criança a meio da manhã? Convém evitar que a criança caia na monotonia de consumir, todos os dias, alimentos de alta densidade calórica, com as chamadas «calorias vazias», mesmo que o consumo esporádico destes produtos não deva ser encarado com a preocupação. No entanto, serão preferíveis as frutas, cereais, pão ou algum dos vários lacticínios. Os aditivos alimentares são perigosos? Os aditivos são produtos químicos que se acrescentam aos alimentos durante a sua fabricação ou para melhorar a sua conservação, aspeto e valor nutricional. Estes produtos podem ser tóxicos, (dependendo da quantidade) no entanto os permitidos por lei são submetidos a uma investigação rigorosa e controlo permanente sendo que a informação alarmista que surge frequentemente à volta desta questão, carece, na maior parte dos casos, de fundamento. É indiscutível que as autoridades sanitárias devem controlar, e na realidade controlam, os aditivos que se utilizam, no entanto a mente do consumidor não deve ser bombardeada com mensagens catastrofistas sobre os produtos que, em geral, são úteis e não perigosos. Os corantes e conservantes alimentares são saudáveis? Os conservantes são acrescentados a todos os alimentos por forma a aumentar a sua vida comercial, ou manter mais tempo o seu valor nutricional, enquanto os corantes visam uma melhoria organolética no aspeto do produto tornando-o mais apetecível. Nem todos os tipos, nem todas as quantidades podem ser classificados como -saudáveis-, nem da mesma forma é certo que os corantes e conservantes nos intoxiquem e devam ser olhados com receio. Frequentemente identifica-se alimento «natural» com -puro- e «saudável», enquanto se tiver conservantes/corantes passa a ser considerado como um produto perigoso que pode prejudicar a saúde. No entanto, estes são assuntos que deveriam ser desmistificados. Não se pode garantir que um alimento é melhor que outro pelo simples fato de não conter corantes/conservantes, deveriam ser tomados em conta outros aspetos no produto final. Os alimentos pré-cozinhados podem ser consumidos na infância? As crianças podem consumir, sem problemas, alimentos pré-cozinhados Na realidade durante a primeira infância consomem, por vezes, alimentos para bebé/criança, em boião, extremamente importantes do ponto de vista nutritivo e com controlos mais rigorosos que aqueles que uma mãe média pode aplicar na preparação dos alimentos do seu filho. Nem todos os alimentos pré-cozinhados são iguais {o seu valor dependerá das instalações, controlos, métodos... da indústria concreta que os fabrica), o mesmo acontecendo com os alimentos preparados em casa, nem todas as famílias têm os mesmos recursos e conhecimentos para a elaboração das refeições dos seus filhos Por vezes os controlos que se fazem às matérias-primas, e em diversas fases do processo de fabricação, podem ser mais rigorosos numa determinada empresa, do que em casa, por esta razão em vez de classificar como -bons- ou «maus» os alimentos pré-cozinhados seria conveniente utilizá-los alternando-os com outros produtos «não pré-cozinhados». Deve-se evitar comer «comida rápida»? O conceito de comida rápida não se refere â ingestão rápida dos alimentos, mas sim à forma rápida como são cozinhados. A «comida rápida» tem, por vezes, uma má fama injustificada. Nem todas as misturas são iguais (desde o ponto de vista higiénico/nutricional) nem a «comida rápida» deve ser criticada no seu conjunto Pode-se considerar -comida rápida-: pizzas, hamburgers, sandes alimentos, em princípio, totalmente defensáveis (tendo em conta os seus ingredientes e os nutrientes que possam fornecer) salvo se forem a base principal da alimentação de uma criança, e em que estão excluídos da alimentação os outros produtos, dado que têm geralmente um número muito grande de calorias. A -comida rápida- deve ser avaliada, não apenas no contexto alimentar, mas também no social e, como tudo, uma exceção não faz a regra na alimentação global da criança. O pior é quando as -comidas rápidas» estão em nossas casas, nas despensas ou frigoríficos... É bom dar gelatina às crianças? A gelatina é feita a partir da cartilagem animal (menos procurada desde o tempo das «vacas loucas») ou de vegetais. De qualquer forma, a sua composição é eminentemente proteica, com um teor muito reduzido de gorduras. A quantidade de açúcar, embora variável, não precisa de ser muita - convém verificar em cada marca ou comprar folhas de gelatina que não têm açúcar e adoçar em casa. O facto de ter vários sabores e cores, de ser fresca e ter a consistência de «treme, treme, mas não cai» tornam-na especialmente apetecível para muitas crianças. Como qualquer alimento, não se deve exagerar. Devemos sempre pensar que quando uma criança come gelatina à sobremesa ou ao lanche não está a comer outro alimento, designadamente fruta. E o aroma fruta que as gelatinas têm não é fruta real. Pode fazer-se uma mistura de gelatina com fruta e, sim, além de as crianças geralmente gostarem dessa composição que, esteticamente, até fica bem bonita, é uma sobremesa mais completa. E há sempre aquela promessa (leia-se chantagem): «Se não comeres o peixe, não te dou gelatina!» Os produtos naturais são sempre melhores do que os processados? Na opinião de algumas pessoas, o natural é sinónimo de saudável, enquanto a intervenção tecnológica pressupõe um risco. Este conceito não é correto uma vez que o processamento dos alimentos tem como objetivo conseguir produtos de maior valor nutritivo, melhor sabor, mais duradouros e mais seguros do ponto de vista microbiológico O natural pode ser melhor, ou pior que o processado, dependendo de múltiplos fatores. A comida preparada em casa pode ter maior valor nutritivo, ou melhores condições higiénicas que uma refeição pré-cozinhada, dependendo dos ingredientes, conhecimentos e técnicas da pessoa encarregue da preparação do menu. Em alguns casos, o resultado poderia ser desfavorável para o alimento/comida «natural». Convém evitar que as crianças comam alimentos fritos? A fritura não é um processo «natural» (aqui, sim, a expressão já ganha outra dimensão), como o é a cozedura, o grelhado ou o assado Ninguém ignora que o consumo de fritos está diretamente associado à ingestão de quantidades elevadas de gordura, com todas as consequências que esta tem para a obesidade, doenças cardiovasculares, falta de exercício físico por excesso de peso, doenças reumatismais, diabetes, entre outras, e ainda por problemas de auto-estima. Acresce que, dado o enorme valor calórico das gorduras, uma criança que coma fritos (batatas fritas, pacotes de aperitivos. salgados, etc.) acaba por comer menores quantidades de outros alimentos fundamentais para o seu bom crescimento. Claro que um guisado pode ter muito mais gordura do que um frito, e todos conhecemos pessoas que exageram na gordura, seja o que quer que cozinhem Mas reduzir a ingestão de fritos (de preferência aboli-los da alimentação diária, reservando-os para ocasiões excecionas como a ida muito de quando em quando a um restaurante de «comida rápida») é um dever dos pais, se querem promover a saúde dos filhos (e a vossa). Por outro lado, os óleos utilizados na fritura são muitas vezes sobreaquecidos ou utilizada muitas vezes, o que aumenta o seu potencial cancerígeno. É conveniente que as crianças comam frutos com pele? Não existe nenhum problema em retirar a pele antes de a consumir, especialmente se a criança assim o preferir. No entanto, se a criança aceita, ou prefere consumir algum fruto com pele pode ser interessante para aumentar o consumo de fibras, podendo fazê-lo sempre que a fruta tenha sido bem lavada e escovada cuidadosamente, para eliminar os restos de adubos ou pesticidas que podem encontrar-se no exterior do alimento. Tenho reparado que o meu filho, que vai agora fazer 3 anos, cada vez que bebe sumos de pacote fica com diarreia. Será coincidência. Não é nada de grave, mas pelo menos duas vezes seguidas é garantido... A explicação é simples: alguns sumos de pacote contêm um açúcar chamado sorbitol, como forma de adoçar, mas que não é digerido, ficando no intestino. O excesso de sorbitol chama água ao intestino, causando amolecimento das fezes e, o que é a parle pior, podendo produzir sede desidratação. Se a criança for crescida, como é o caso da sua, pedirá água. Outros podem não saber pedir ou os pais pensarem que eles estão a exagerar, dado que acabaram de beber um sumo. O sumo de ameixa tem muito sorbitol Os de maçã, pêra e pêssego têm menos. Como podemos evitar o colesterol? Não é preciso eliminar o colesterol, uma vez que é necessário, devendo ser ingerido em quantidades baixas já que o organismo o tem de sintetizar O que é conveniente é evitar os excessos, estando definido que o aconselhável é não ingerir mais que 300 mg de colesterol/dia. Não obstante, há que fugir tanto dos excessos como da exagerada «colesterofobia» que se apoderou da opinião pública em matéria de alimentação. Num organismo saudável existem mecanismos de adaptação quando são ingeridas quantidades elevadas de colesterol, por um lado diminui a sua absorção intestinal, sintetiza-se menos, e por último, o fígado é capaz de captar colesterol circulante no plasma e convertê-lo em ácidos biliares que se eliminam em grande parte nas fezes. Embora o colesterol sanguíneo dependa de outras influências (genéticas, ingestão de calorias e gordura saturada, ingestão de vitaminas...) convém evitar um consumo excessivo, mas nunca evitá-lo por completo. Qual a importância dos ácidos gordos monoinsaturados e poli insaturados? Todos cumprem uma função importante. Alguns, como os polinsaturados (que se encontram no peixe e óleos vegetais) são percursores na construção de compostos com atividade biológica muito importantes (regulação da coagulação, manutenção das paredes das artérias) entre estes encontram-se ainda os ácidos gordos essenciais (necessários e que o organismo não consegue sintetizar). Os ácidos gordos monoinsaturados (cujo principal representante é o ácido oleico do azeite) não aumentam os níveis de colesterol plasmático e ainda aumentam as frações «boas» como a HDL em relação às agressivas como a LDL e a VLDL Todos têm pois o seu lugar adequado na dieta. A gordura animal como a de porco, tem sido com frequência vista com receio, e relacionada com o aumento de risco cardiovascular, no entanto esta gordura tem uma alta concentração de ácidos gordos que se transformam em ácido oleico, monoinsaturado típico do azeite (e útil na prevenção cardiovascular) no organismo. Como se pode prevenir a anorexia e a bulimia desde tenra idade? A anorexia e a bulimia são transtornos do comportamento que, apesar de afetar ma alimentação. Têm uma origem psicológica ligada a outros problemas. Para tentar preveni-las o ideal é criar um ambiente familiar agradável, manter um bom relacionamento e diálogo com a criança, definir uma educação alimentar correta (fazendo com que durante a infância se aprenda o valor nutricional dos alimentos e que a sua importância é maior do que o mero controlo de peso). No entanto, nem sempre se pode evitar que estas patologias surjam, por isso é também muito importante saber detetá-las o mais cedo possível, uma vez que o diagnóstico e o tratamento precoce facilitam muito a sua recuperação. Neste sentido, foi desenvolvido um trabalho muito importante informando os pais e educadores da existência destes problemas para que sejam detetados nas crianças comportamentos estranhos, perda excessiva de peso. Mudanças de comportamento, e assim poderem ser tomadas medidas e consultar pessoal especializado. Sou de uma família de «gordos» e eu próprio tenho peso a mais. Acha que convém dar «leite magro» aos meus filhos, que têm 1 e 3 anos? Magro, não... a não ser em situações muito especiais, por recomendação médica. O leite inteiro é um alimento muito completo, já que contém quase todos os nutrientes, embora o teor de proteínas e de gordura seja exagerado para as necessidades da criança (não esqueçamos que o leite de vaca é feito para o vitelo...) Uma das questões que surgem ao retirar-se a gordura do leite é, por consequência direta, eliminarem-se também em parte ou por completo as vitaminas que estão associadas à gordura {A, D, E e K) Deste modo, em crianças saudáveis está indicada o leite gordo ou o meio-gordo. Uma das vantagens de habituar a criança ao sabor do leite meio-gordo é fazer com que não sinta um «choque» quando, em mais velho, tiver de beber este leite por ser o mais adequado a prevenção das doenças cardiovasculares. No meio deste fundamentalismo todo contra os doces, o que é pior para os dentes? Mel, açúcar ou colas? E o leite, também não tem «carradas» de açúcares? Em Saúde Pública, tudo o que seja fundamentalismo é errado, e ainda por cima ineficaz porque as pessoas não integram as boas práticas na sua vida própria, acabando tudo cair por terra. O açúcar pode, obviamente, deixar nos dentes um bom substrato para o crescimento das bactérias que, depois, vão produzir a partir desse mesmo açúcar, o ácido com que deterioram o esmalte, causando cáries. Além dos outros efeitos do açúcar na saúde, que agora não vêm ao caso. No entanto, é diferente comer um doce num determinado momento, ou comer doces ao longo do dia, mesmo que sejam só pastilhas pequenas, e também é diferente ser ao longo do dia ou antes de ir para a cama - durante o sono e o jejum noturno é que as bactérias -atacam- se houver açúcares nos dentes. Relativamente à sua questão concreta, as colas, o açúcar e o mel são das substâncias mais cariogénicas. A cola e o mel, ainda por cima, causam erosão dentária. O leite humano também é mais cariogénico do que o leite de vaca, porque tem um teor de lactose superior No entanto há que considerar que os substitutos do leite materno, que são derivados do leite de vaca e são utilizados no primeiro ano de vida, sofrem transformações que acabam por os fazer equivaler ao leite materno. É fundamental relembrar, também que não se devem deitar crianças em biberões, chupetas com mel ou açúcar, o que é necessária uma higiene oral e dentárias muito precoces e bem-feitas, logo a partir dos primeiros meses de vida. Amigos meus sugeriram-me dar leite de soja à minha filha, de 2 anos, que estava a ter dores de barriga e a enjoar o leite. E a verdade é que resultou. Mas agora li um artigo que diz que o leite de soja tem hormonas. Já não sei em que acreditar... Em primeiro lugar, acredite nas pessoas, no mundo e na sua filha O facto de se saberem algumas coisas - para além do que pode ser exagero da comunicação social - mostra que a sociedade está atenta e que os produtos com riscos são já uma pequena minoria. O leite de soja contém fito-estrogéneos, (uma hormona de tipo estrogénico que se encontra nas batatas, feijões, maçãs e grãos de trigo, milho, etc.) mas não há provas de que beber leite de soja cause algum problema E já há quase 50 anos que o consumo do leite de soja tem sido estudado, sem que as crianças que o beberam tenham algum problema em adultos. Mais: há quem diga que os fito-estrogéneos podem até contribuir para baixar o colesterol. O importante é assegurar que o leite tem as vitaminas e minerais necessários ao crescimento, o que acontece com os preparados que se vendem no mercado. Quais os alimentos que têm mais cálcio, além do leite? Brócolos, iogurte, queijo, cereais, barras de cereais. Alguns alimentos são ricos em cálcio, mas se contiverem também fitatos. Estes vão impedir a absorção do cálcio pelo organismo Pode-se confiar na capacidade de controlo alimentar das crianças? Pode, sobretudo nesta idade. Mais tarde, ou mesmo nos mais velhos deste grupo etário, já intervêm outros fatores como a gulodice, a pressa e o facilitismo. Se o ambiente for favorável, e os alimentos que se apresentam saudáveis, as crianças fazem as escolhas certas, em termos de quantidade e de qualidade. Mas com a variação que é normal, de umas para as outras. Como é que posso sentir que essa regulação se está a fazer? Muito simples. Dar comida quando tem fome, parar quando diz que não quer mais, mas atender a algumas coisas, como o tipo de alimentos que se dá, mesmo que -fora de horas», e que a pressa em acabar não tenha a ver com algum outro estímulo que a criança entenda como melhor», designadamente a brincadeira ou a televisão. Mas devo dar o que ela quer? As crianças sabem se têm fome ou se já tão cheias, mas são capazes de não saber uma alface é preferível a agrião. Ou um doce. Ou seja, o papel dos pais deve ser responder a este demonstração de equilíbrio energético da criança com a qualidade dos alimentos que os seus conhecimentos ditam. E aqueles comilões que parece que não sabem fazer outra coisa? Uma coisa é a necessidade de comer, outra o prazer, outra ainda o não ter mais nada para fazer por falta de alternativas engraçadas. É aqui, nesta divisão (às vezes muito difícil de fazer) que os pais devem jogar. E por isso é que não há ninguém melhor colocado do que eles para o saber Desde que se tenham, sempre, habituado a observar os filhos e a saber como eles se comportam, como reagem e o que mostram nas suas atitudes espontâneas. Ler Mais...

Quero voltar a trabalhar seis semanas depois do parto. Vale a pena começar a amamentar?

Sim, certamente. Mesmo que só amamente a primeira semana, o seu bebé irá beneficiar do colostro. Assim, continuar a amamentar até seis semanas é bom. Estima-se que cerca de 40 % das mulheres deixam de amamentar por volta das seis semanas, o que também pode coincidir com o facto de irem a menos consultas e portanto terem falta de apoio. Quando voltar para o trabalho, pode extrair o seu leite em casa, de manhã e à noite. Ler Mais...

Ou estou desconfortável quando fazemos amor ou não me apetece. Devo fingir?

Os níveis de desejo sexual na gravidez variam muito, com algumas mulheres a acharem que a sua vontade sexual é maior, enquanto que outras se sentem demasiado doentes, ansiosas, hormonais ou somente demasiado desconfortáveis para o sexo. Se realmente não quer sexo seja sincera e aberta sobre a sua falta de vontade. Não se sinta pressionada a fazer nada que realmente não quer fazer, pois isso pode complicar o vosso relacionamento. Nesta altura comunicar é muito importante, portanto fale com o seu companheiro sobre como se sente – pode descobrir que ele desconhece por completo os seus sentimentos, ansiedades e preocupações. Pode utilizar a sua “barriga” como a desculpa ideal para experimentar posições diferentes, pois muitos casais acham a “posição missionária” muito desconfortável na gravidez avançada. Alguns casais preferem a mulher por cima pois isto permite-lhe ter mais controlo na penetração e ao mesmo tempo há menos peso na barriga dela. Uma posição de “molde”, com o seu companheiro por trás de si, também permite uma penetração menos profunda e retira toda a pressão da sua barriga. Ter um bebé é adaptar-se a novas experiências e muitos casais também acham necessário adaptar a sua vida sexual. Ler Mais...

Soutiens de gravidez

As alterações nos seios são um dos primeiros sinais de gravidez, pois a partir de cerca das 3-4 semanas de gestação há um aumento de fluxo de sangue, o que aumenta a sensibilidade. Algumas mulheres notam uma alteração no tamanho dos seios no início da gravidez. Outras podem não notar qualquer alteração até amamentarem. No entanto, será boa ideia pedir conselho numa loja com soutiens de gravidez e pessoal treinado para medir e aconselhar o tamanho de que necessita. Se o seu soutien normal lhe ficar bem, espere até mais tarde, quando será mais provável uma alteração do tamanho da copa. Nos primeiros dias de amamentação pode sentir os seus seios inchados, mas não entre em pânico e peça ao seu companheiro para lhe ir comprar um tamanho maior pois eles assentarão em poucos dias. Ler Mais...
Fotos de boseta | Para Pais.