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Como lavar o pipi

A lavagem deve ser feita suavemente, sempre da frente para trás, para diminuir o risco de contaminação com bactérias das fezes, o que poderia causar uma infeção urinária. Nas primeiras semanas de vida, o bebé pode ter uma secreção mucosa que não representa qualquer problema. Ler Mais...

Conselho sobre obstrução nasal

Os pais e educadores devem estar muito atentos ao nariz das crianças, e tratá-lo de forma a garantir a sua permeabilidade. No entanto, há que tomar em atenção o seguinte: a parede do nariz (mucosa) é muito frágil (exatamente por ser fina e muito vascularizada). Qualquer agressão (cotonete, aspirador de secreções, limpezas bruscas, etc.) pode lesar a parede do nariz e provocar a resposta por parte deste que é a secreção de ainda mais ranho. Ensinar e insistir para se assoar é a medida mais eficaz. Ler Mais...

Como manter o nariz das crianças «saudável»?

É fundamental manter o nariz das crianças bem permeável, até porque os bebés muito pequenos só sabem respirar pelo nariz se o tentam fazer pela boca, «engolem o ar em vez de o respirar, ficando com soluços e com cólicas. Ainda por cima, o nariz tem um «sistema de aquecimento e de umidificação natural. Formado por ossos muito irrigados de sangue - quem já bateu com o nariz ou levou uma pancada nessa área sabe como sangrou esta «arquitetura» faz com que por exemplo, num dia frio, o ar que entra a 10°C no nariz chegue aos brônquios a 37°C, ou seja, à temperatura fisiológica, para além de bem umidificado. A boca não tem esse sistema tão apurado, e é por isso que respirar pela boca faz com que o ar frio chegue aos brônquios ainda a temperaturas baixas e com um grau pequeno de umidade, o que vai lesar os cílios e o sistema de limpeza respiratória, causar lesões na mucosa dos brônquios e levar ainda à produção de mais secreções e tosse, num circulo vicioso de onde se torna difícil sair. Nesta tareia de "manter o nariz limpo», há que ter em atenção o seguinte: a parede do nariz (mucosa) é muito frágil (exatamente por ser fina e muito vascularizada). Qualquer agressão (cotonete aspirador de secreções ou limpezas bruscas) pode lesar a parede do nariz e, provocar a resposta por parte deste que é a secreção de ainda mais ranho. Vale a pena pensarem «dois minutos» antes de usarem um aspirador de secreções, senão vejam o seguinte: estes aparelhos tuncionam à base de vácuo e aderem às paredes do nariz como ventosa (ó impossível conseguir extrair, secreções sem tocar nas paredes), «sugar» as paredes, mesmo que ligeiramente, arrancam algumas células e o nariz vai assim ter pequenos ferimentos, tendo resposta pronta para isso: mais secreção e inchaço. Em consequência, a passagem nas fica ainda mais estreita. As crianças realmente melhoram com a aspiração, mas essa melhora dura escassos momentos ei ainda ficam pior daí a bocado. Ler Mais...

Ir ao otorrino?

Para fazer o diagnóstico de otite, o médico-assistente seguramente se encontra capacitado. A observação com o otoscópio confirmará, embora nas crianças mais velhas (que já têm sintomas muito específicos) ou face a uma secreção purulenta no canal auditivo, a otite se mostre evidente. É um bom princípio, perante qualquer criança febril, fazer-se uma otoscopia. Finalmente, uma questão que se coloca frequentemente aos pais, mesmo depois de o episódio ter sido tratado e a criança estar bem: deverão levar o filho ao especialista de otorrino? Na larga maioria dos casos, não há necessidade. As otites fazem parte do crescimento e não são graves, mesmo que incómodas para a criança e para os pais - há que saber distinguir as duas coisas. No entanto, se se tornarem crónicas ou extremamente repetitivas, ou resistentes ao tratamento, certamente o médico-assistente indicará uma visita ao especialista de otorrino. Nos casos em que a membrana do tímpano está muito abaulada com o pus no interior da caixa do tímpano, mas ainda não rebentou, poderá ter de se fazer um pequeno furinho na membrana para aliviar as dores e drenar esse abcesso. Finalmente, se existe uma situação condicionante, como os adenoides grandes, o caso poderá ter de ser encarado de outra forma. Ler Mais...

Picadas de Pulgas

As pulgas são insetos pequenos, castanhos, sem asas, com cerca de 1,5 a 4 mm de tamanho, mas têm umas pernas que lhes permitem saltar até dois metros («salta a pulga na balança, dá um pulo até à França...»). As pulgas encontram-se geralmente nos cães e gatos, porque o seu pêlo é um bom local para as ninhadas crescerem, além de que a pele destes mamíferos tem sangue que serve de alimentação para os novos e velhos insetos. Quando uma pulga põe ovos, eles acabam por cair e podem ser encontrados nos locais onde os animais dormem. As larvas destes insetos - meio caminho entre os ovos e o animal adulto - alimentam-se de restos de alimentos, células de descamação da pele, de cabelos e pêlos humanos e de animais e das próprias fezes das pulgas. Os insetos adultos chupam sangue e podem mesmo morder. Quando uma pulga morde é geralmente nas pernas das pessoas. A picada de pulga é muitas vezes um achado ocasional, uma pequena lesão (minichupão) que não desaparece quando se pressiona. Algumas vezes a picada dá irritação e comichão, porque a pessoa é sensível à secreção da pulga. A melhor maneira de controlar as pulgas é aspirar e limpar o chão regularmente, em especial os locais onde os animais (cães e gatos) descansam, manter uma higiene adequada dos bichos de estimação e colocar-lhes coleiras anti pulgas. É bom limpar os locais e inspecionar os animais, para que eles não se contaminem mutuamente. Nos casos mais resistentes, têm mesmo de se usar inseticidas, mas há que ter cuidado com os animais e com as crianças da casa. Ler Mais...

O que causa a fibrose quística?

A fibrose quística é, como foi referido, uma doença hereditária, como um modo de transmissão recessivo, ou seja, para que um indivíduo manifeste a doença é necessário herdar dois genes doentes, um do pai, outro da mãe. Todas as crianças, para as diversas características, recebem genes dos dois progenitores. Toda a gente, mesmo as pessoas aparentemente saudáveis, têm pelo menos seis genes doentes, só que eles não se manifestam porque são recessivos, ou seja, necessitam, para se expressar em doenças ou sintomas, de encontrar outro gene igualmente doente, para essa mesma doença. Se uma criança herdar um gene doente, não manifesta doença, apenas será um portador dela. Se, pelo contrário, ambos os pais tiverem o gene doente, as probabilidades de ter doença são de 1:4, e de ser portador de 1:2, em 1:4 dos casos, a criança não herdará nenhum gene e, portanto, não será nem portador nem doente. Em termos gerais, o defeito que existe na fibrose quística, e que justifica os diversos sintomas, é um mau funcionamento das células com funções de secreção, particularmente as de secreção externa - brônquios, pâncreas, mas também a pele e os aparelhos digestivo e reprodutivo. Existe um problema relativamente à passagem do cloro das células, parte dele na forma de cloreto de sódio, o que vai provocar um aumento da espessura das secreções, com entupimentos e disfunções a vários níveis:
  • ao nível do aparelho respiratório surgem os sintomas mais graves e mais frequentes. As secreções brônquicas ficam muito espessas e tornam-se difíceis de eliminar, enchendo os brônquios e condicionando o aparecimento de infeções respiratórias de repetição, por bactérias cada vez mais resistentes e agressivas. Por outro lado, o aparelho ciliar, que ajuda à limpeza dos brônquios, não funciona inteiramente e vai-se também degradando com a agressão constante pelos micróbios e pela própria situação. As próprias bactérias, apanhadas no muco, mas não expulsas, ganham espaço e alimentos para proliferarem, ao nível dos pulmões;
  • as secreções nasais são também elas espessas e podem surgir pólipos no nariz e nos seios perinasais, o que contribui para uma situação de sinusite crónica e para, nessas secreções estagnadas, que são um bom meio de cultura para as bactérias, crescerem micróbios agressivos;
  • ao nível do tubo digestivo, o pâncreas vê os seus canais entupidos, o que leva a que segregue enzimas em quantidade insuficiente, condicionando uma digestão insuficiente dos alimentos, principalmente das gorduras, que são as substâncias que mais precisam das enzimas pancreáticas - aparecem então fezes abundantes, gordurosas e de cheiro fétido. Esta má absorção dos alimentos explica porque é que, nestas crianças, embora se mantenha o apetite elas sejam habitualmente mal nutridas e tenham problemas em ganhar peso;
  • ao nível das glândulas sudoríparas (suor) há produção excessiva de cloro e de sódio. Em caso de aumento de sudação (por exemplo em dias de calor, com a febre, etc.) pode por vezes surgir desidratação;
  • todas as secreções acabam por ser atingidas, incluindo o esperma, o que pode contribuir para uma baixa de fertilidade.
Embora a maioria dos sintomas se vá instalando vagarosamente, e alguns deles sejam mesmo tardios, é possível fazer o diagnóstico com relativa precocidade, mas tudo depende do ritmo e tipo de aparecimento dos sintomas e de como são (ou não) contextualizados. Em regra, o diagnóstico faz-se por volta dos 3 anos de idade. O diagnóstico da fibrose quística tem evoluído ao longo dos anos. As formas de apresentação, a gravidade e a evolução clínica da doença são variáveis. Em cerca de 15% dos recém-nascidos afetados manifesta-se por oclusão intestinal ao nascer pois o mecónio (fezes negras, características dos bebés nos primeiros dias de vida) é de si já espesso - nestes casos o diagnóstico é feito muito cedo. As infeções respiratórias começam cedo, de forma repetida, associando-se frequentemente a um número elevado de dejeções diárias, com cheiro fétido, e a um certo atraso no crescimento, com cruzamento constante das curvas de percentagem do peso e da altura, apesar do apetite conservado. Obviamente que se as infeções respiratórias forem graves e frequentes, o crescimento é afetado sem serem necessárias mais razões. Conforme se referiu, a quantidade de cloreto de sódio no suor está alterada - a pele dos bebés fica por vezes «salgada». E neste facto que se baseia o diagnóstico através da chamada «prova do suor». Contudo, como esta prova pode ter um grau de erro, é sempre conveniente confirmar o diagnóstico por métodos de análise do ADN, o que veio permitir também identificar a doença no feto e identificar os portadores saudáveis do gene doente. Cerca de uma em cada 30 pessoas tem esse gene doente, sem o saber, e quando tem um filho de outra pessoa com o gene doente, a probabilidade de esse filho ter a doença é de um para quatro. Ler Mais...
Foto de pulnao com secrecao | Para Pais.