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A fantasia de mãos dadas com a imaginação e a criatividade

As crianças, entre os 2 e os 5 anos de idade, vivem no que Jean Piaget classificou como o estádio pré-operatório, ou de pensamento intuitivo. Ainda não conseguem efetuar operações, pelo menos de modo desenvolto, mas utilizam a inteligência e o pensamento, exercitando o raciocínio. Estas características revelam-se a vários níveis: Jogo • Grande apetência pelo «faz-de-conta» e pelo «brincar aos...», e inventar coisas, o que põe alguns adultos à beira de um ataque de nervos porque acham que «aquilo não é nada um carro ou uma casa»; • Na linguagem do jogo: depois dos 2 anos começa a falar sequencialmente e associando as palavras aos atos, até não se calar, quando está a brincar, servindo de locutor ao que está a fazer; • Na gestão das angústias enquanto brinca, simulando histórias e atos que a ajudam a ultrapassar momentos mais difíceis ou incómodos.   Desenho • Até aos 2 anos fazem-se riscos sem sentido: a criança gosta sobretudo de riscar porque é engraçado deslocar uma caneta ou um lápis no papel e ver o que ficou. O desenho não representa nada de concreto nem simbólico; • Aos 3 anos já o desenho vale por ele, embora faça apenas riscos com algum nexo, a que atribui um nome - «é o pai», «é uma casa» e começa a desenhar as pessoas, com os braços muito grandes a sair do pescoço (que não existe propriamente), com umas mãos igualmente grandes, e umas pernas compridas que terminam num pé-bota. Os olhos não são simétricos e as orelhas, a haver, são enormes. O cabelo podem ser uns riscos ou não existir; • Aos 4 anos a figura humana é bem desenhada, com alguns pormenores e adereços (roupa, brincos) e procurando jogar com as cores para definir o que quer expressar. Já desenha árvores e o Sol ou a Lua. O desenho já é definido primeiro na mente, e o que a mão faz é previamente construído, ou seja, começa a desenvolver a criatividade e a sentir uma enorme liberdade de execução, não tendo limites (caso os adultos não os ponham) para a sua expressão; a cor nem sempre é a correspondente à realidade (cara azul, olhos vermelhos) e os tamanhos relativos também não são os reais (o cão do mesmo tamanho do que a casa). Os adultos já percebem que aquilo que está feito é um gato ou uma árvore; • Começa a entrar no mundo dos símbolos, e a interessar-se por eles, como é o caso das letras. «Esta é a minha letra.» «Esta é a do pai.» Ler Mais...

Como fabricar um bom sono?

Não existe uma receita. 0 sono, tal como a alimentação, o treino dos esfíncteres e o vestir, por exemplo, são hábitos diários que têm de estabelecer-se através do treino quotidiano. Assim, a maneira como os pais abordam a questão dos hábitos do sono está muito relacionada com a sua abordagem do problema do desenvolvimento em geral. A noite é mais do que simplesmente dormir, nomeadamente descansar, e este último objetivo pode ser atingido mesmo que a criança esteja acordada. A noite é o período de tempo em que a criança começa a aprender a ter confiança em si própria e no meio que a rodeia, é a verdadeira «prova de fogo», quando os fantasmas e os medos que estão dentro dela, alguns deles herdados genética e culturalmente, se sentem à vontade para sair... e assustar-nos... É à noite que a criança passa mais tempo sozinha - e só poderá lidar com essa solidão e com todos os receios e angústia inerentes, se desenvolver bons mecanismos de auto-defesa, auto-estima e autoconfiança... o que não é fácil em face da vertigem do dia-a-dia. É à noite, também, que o cérebro faz a gestão dos estímulos recebidos durante o dia, que os trabalha, limpa, selecciona e arquiva, que constrói as associações de ideias e as relações neuronais. Tudo isto leva a que, eventualmente, a actividade fervilhante do cérebro possa abrir algumas «caixas de Pandora», criando personagens e «monstros» que assustam quem os inventa. E as associações de ideias fazem do argumento deste filme, um filme de terror. Qualquer criança necessita de elementos securizantes no ambiente em que vive - como os objectos transicionais que já mencionei. Uma solução, advogada por alguns especialistas, passa por os pais se sentarem com o bebé, e desenharem, cada um, uma figura que a criança reconheça: esse elemento (suponhamos: o cão da mãe e o gato do pai) serão os «delegados» dos pais, e o desenho deverá ficar afixado aos pés da cama, do lado de dentro, para que a criança sinta que estão ali as figuras parentais. Aliás, dentro daquele esquema de monotonia necessária ao adormecimento, deve-se fazer sempre referência a esses elementos: «faz ó-ó, está aqui o cão da mãe e o gato do pai». Ler Mais...

Cenários possíveis quando nasce um irmão

Cenários possíveis quando nasce um irmão Cada criança é uma pessoa e um caso diferente, único. Cada idade tem as suas particularidades, pelo que é complicado prever o que vai acontecer. Contudo, pode desenhar-se um cenário, com base no seguinte (admitamos agora, como acontece na maioria dos casos, que só existe um irmão e vai nascer outro):
  • uma criança define-se num puzzle de três peças que formam um desenho lógico bem entrosado: a peça P (pai), a peça M (mãe) e a peça C (criança);
  • a entrada de uma outra peça num puzzle de três, irá obrigar: ou a que as peças se gastem, se magoem ou se tenha de pedaços para entrar a outra, ou então, mais facilmente, que saia uma para entrar a nova.
  • como a peça que vai entrar é uma C, então o que quer será lógico é sair a outra C, ou seja, a criança que já existe. Assim tudo será evidente e fácil;
  • não esqueçamos que uma criança desta idade tem um terrível fantasma permanentemente sobre ela, que é o medo do abandono, decorrente da perda da omnipotência e da descoberta de que, só no mundo, sem os pais, morreria - este receio ultrapassa o racional e entra no que é o nosso mais profundo instinto animal de sobrevivência;
  • uma criança de 2-5 anos, sabe que quando entra uma coisa nova, a velha sai: é ver o que acontece com um micro-ondas, uma televisão, ou até o jornal ou a revista semanal, que são deitados fora quando se adquire um novo. Porquê ser diferente com ela?
  • a paixão que os pais já manifestam pelo bebé, pela expectativa que demonstram e pelos olhares, mímica, gestos, voz e estado de alma que exibem, faz crer à criança que, em caso de alguém ser descartável, será seguramente ela;
  • ainda por cima, numa fase de pensamento concreto, a iniciar o simbolismo e o conhecimento do abstrato, é difícil ir além da matemática euclidiana - se um bolo a dividir por um dá um, e a dividir por dois dá meio (na melhor das hipóteses), então o amor dos pais a dividir por ela será um, a dividir por dois será sempre menos do que isso: resultado, mesmo que não a expulsem, perderá sempre;
  • nada ficará na mesma, e a primeira tendência será repudiar o recém-chegado, como forma de afastar o intruso, ou de concorrer com ele, no plano de «ser bebé», para mostrar aos pais que, a ter de despedir alguém, o mais correto será devolver o bebé novo, reconhecendo o erro que foi «contratá-lo». Aí teremos as regressões, e o desejo de voltar a ser bebé. E a tentativa de mostrar aos pais que já têm ali um «bebé profissional».
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Relações entre pais e avós

Em muitos casos, quando as avós sentem os netos, sentem-nos como «quase filhos», o segundo ou terceiro que não chegaram a ter, o que é dificilmente compatível com o papel de avós. Ainda por cima, o estilo de vida de muitas avós é semelhante ao das filhas e filhos ainda trabalham, socialmente e culturalmente as diferenças não são grandes, a diferença de idades não é relevante. Isto pode levar a uma certa confusão de actores e de papéis. Os netos devem visitar os avós estar com eles, desenvolverem cumplicidades próprias, mas sempre como avós, com o sentimento de salto geracional que os aproxima e enreda, e que constitui um excelente fator protetor. Se os avós estão longe, pode fomentar-se desde muito cedo o contacto por telemóveis e, porque não?, através de cartas com desenhos e símbolos reconhecíveis pela criança. Será que nos lembramos do prazer de ir à caixa do correio e receber uma carta? E se essa carta nos traz um desenho feito pelo bebé que é nosso neto e está longe? O facto de os avós terem tido poucos filhos e a vontade de ver no neto, o filho que não tiveram (sobretudo as avós) pode ser um factor que causa alguns abanões nas relações entre os pais e os avós. Acresce que, aos avós, custa a admitir quea sua filha ou filho já são suficientemente «velhos» para terem um filho, eles próprios. Não há nada melhor do que situações E dizer, alto e em bom som, que não pode haver discussões e contradições na educação da criança, tipo «não faças isso!», «coitadinho, ainda é tão pequenino e já estás a ralhar com ele». Os bebés apercebem-se das incongruências e dos conflitos entre os vários membros da família e, logo que puderem, aproveitam para estabelecer alianças várias, alcandorando-se a um estatuto que não deve ser o deles. Se os pais sentem que os avós estão a deseducar o neto ou a passar dos limites, mais vale terem uma conversa serena a tempo e horas do que fechar os olhos e discutir em casa. E o facto de precisarem do apoio e da intervenção dos avós não dá direito a estes de decidirem a vida da criança. Pais são pais, com todos os direitos, deveres e responsabilidades que isso traz. O que os avós têm que transmitir aos netos não é guerrilha, diminuição da imagem dos pais ou confusões educativas, mas apenas amor, afeto, desinteresse, experiências, sabedoria e arte. claras. Convém, desde o princípio, marcar bem que os pais são os pais. E que, se por um lado precisam de ajuda e de apoio, por outro este tem que ser desinteressado e sem moedas de troca. Convém ter alguma arte para gerir todas as vontades e interesses presentes. Ler Mais...

A importância das rotinas e os seus objectivos – 2/3 anos

Para as crianças dos 2-3 anos que frequentam o jardim-de-infância, há vários momentos que fazem parte de uma estruturação mais global. É por isso que um jardim-de-infância não é um ATL ou um playgroup. Nestes últimos vai-se por umas horas, de quando em quando, com actividades livres, não conectadas. Num infantário ou jardim-de-infância, há uma sequência lógica das actividades e o programa só fica completo se não se falharem as diversas fases. Apresento aqui um modelo que me parece muito adequado e motivador, mas obviamente que haverá mais opções, e muitas delas respondendo também às diversas necessidades da criança. Deve sublinhar-se que todos estes métodos têm uma sustentada fundamentação científica, e não decorrem de «momentos criativos» das educadoras. Acolhimento Este momento, que não deve ser demasiado rígido em termos de horários , dado que há crianças que chegam mais cedo, outras mais tarde, em função dos horários dos pais e da distância a percorrer, é mais uma oportunidade para estimular a relação família/escola, e transmitir informação do que se passou e de alguma preocupação dos pais. Por vezes o tempo escasseia e os pais não têm muita disponibilidade para falar com as educadoras, e nem sempre há alguma coisa especial para dizer, mas é bom que, caso exista ou se tenha passado algo que os pais sentem necessidade em transmitir, que o façam, nem que seja tendo escrito um papel para entregar às educadoras. Estas também poderão não dispor de muito tempo, dado que há horas em que a entrada do estabelecimento parece a gare do Oriente em hora de ponta. O momento da separação é, como mencionei, um momento difícil. «Não quero ir para a escola!» As crianças gostam da escola, mas preferiam escapar do momento do «ir», do corte da separação física dos pais. Para que este momento seja mais aliviado, mesmo nas crianças que já estão habituadas ao meio, é fundamental que o ambiente seja calmo, tranquilo, seguro e alegre, para que a criança se sinta sempre desejada pelas suas educadoras e pela sua escola. Mapa das presenças Uma vez no jardim-de-infância, ajuda a fazer o corte com o «espaço-casa» se a criança sentir que está num outro grupo de pertença, com o qual tem laços fortes e contínuos. O mapa das presenças, que pode ser instituído desde as idades mais pequeninas, em que cada um marca, da forma que quiser, numa espécie de calendário, a sua presença na sala, é uma forma de dizer «Estou aqui e é aqui que estou!» Com esta afirmação mudam também as expetativas e a criança encaixa-se no ambiente e fica propícia aos desafios que lhe vão fazer. Paralelamente, o mapa de presenças permite começar a adquirir noções matemáticas (quantos estão, quantos faltam), introdução à leitura através do reconhecimento das letras, organização temporal, observação (a leitura transversal do mapa dá ideia que a Joana já há muito tempo que não vem, o Hugo nunca faltou, amanhã e depois não há escola, ainda estamos no princípio da semana) e a linguagem, pela verbalização consequente. Desenho do dia Depois de marcadas as presenças, pode haver um momento livre, de desenho, em que cada um faz uma pequena contribuição. O desenho é afixado diariamente no mapa das presenças. Esta actividade, depois da chegada e do momento individual que é a marcação da presença, permite desenvolver alguns conceitos, como a noção de número, a responsabilidade (fazer o desenho), o respeito (saber esperar pela sua vez) e a autonomia (dado que o desenho é livre). Conversa/história no tapete Depois do desenho há que fazer um ponto de situação e proporcionar um momento de calma e re-organização. É, aliás, muito importante que as educadoras programem o dia em função dos vários momentos anímicos das crianças - excitação, calma, grupo, indi- vidual, etc. As crianças reúnem-se no tapete, com a educadora, e aproveita-se o momento, que tem lugar no início da manhã, para dar uma oportunidade de contar as novidades (e desde a véspera há sempre muita conversa a pôr em dia) e de desenvolver a memorização. Para além disso, as crianças aprendem a saber ouvir, a esperar pela sua vez e a estar com atenção, concentração, e tranquilidade. Desenvolve-se o sentido do respeito pelos outros e valoriza-se a linguagem e a relação afetiva, bem como a observação. Texto livre Depois de contadas as novidades, que correspondendo a um momento calmo podem dar azo a alguma brincadeira e humor, passa-se para um momento livre em que a criança, na essência, individualmente, exercita a memória, e em que se faz uma introdução à leitura e à escrita. No texto livre, a criança conta a sua novidade ou um momento que a marcou e a educadora regista no código escrito Fica à responsabilidade da criança a sua ilustração, com a correspondente valorização da criança e promoção da auto-estima. Este momento é de uma grande criatividade e imaginação. Brincadeira livre O momento anterior foi «académico». Impõe-se agora um de brincadeira pura. Mas mesmo assim, este momento não esquece os restantes colegas, sendo relevante a construção de regras e de hábitos de grupo. Saber respeitar e aceitar as brincadeiras dos outros sem querer impor as suas, é um exercício saudável para a socialização. Os jogos de construção, com elementos, levam a que, se feitos em grupo (dois ou mais), se planeie, discuta, projecte e se aprenda a respeitar a vontade e as ideias do outro, e a trabalhar conceitos matemáticos: seriação e classificação. A plasticina (que os pais bem agradecem que seja feita no jardim-de-infância e não em casa...) é uma actividade de que as crianças gostam muito, e que proporciona a oportunidade de desenvolver o tacto (que desde bebé se vai usando menos) e também de modelar: o desenvolvimento da motricidade fina é um bom resultado do uso dos materiais moldáveis. Os jogos de mesa são calmos e tranquilos. Trabalham a atenção, observação e memorização, e permitem mais uma vez desenvolver noções matemáticas, como a correspondência termo a termo. Por outro lado, para além de ser mais um momento de relação com os outros, permite divertimento, que nunca pode estar afastado de todas estas actividades. A casinha, que todas as salas devem ter, seja ela mais ou menos estruturada, é um hino à imaginação e à criatividade, ao jogo do faz-de-conta, vivência de papéis, mas também da exercitação da linguagem, respeito pelos outros, responsabilidade e organização do espaço (aspecto este muito importante quando aplicado em casa, dado que os espaços não são elásticos nem enormes). A «leitura» de livros, no tapete, é uma opção para os que desejam um momento mais calmo e tranquilo, e é curioso ver as crianças a organizarem-se, e a partilharem a linguagem, contando histórias aos amigos. Mais uma vez, desenvolve-se, nesta actividade, a responsabilidade, socialização e respeito. Expressão plástica Outra actividade necessária, que pode ser levada a cabo de diversas formas: Através da pintura e do desenho, em que se faz a exploração das cores, desenvolve a imaginação, criatividade e sensibilidade. No início as crianças experimentam a mistura das cores sem critério pré-definido. Depois procuram desenhar formas e têm em atenção para não misturar as cores. Paralelamente, vão desenvolvendo a motricidade fina - no início fazem garatujas, depois passam à figura humana e vão organizando melhor o espaço do papel, e verbalizam o que estão fazendo, desenvolvendo o pensamento simbólico. A digitinta, outro «terror» dos pais quando feita em casa, é uma actividade de surpresa, dado que permite expandir enormemente a criatividade. A criança pinta, mas o papel também responde com formas diversas. É uma boa oportunidade para desenvolver a motricidade grossa, através dos movimentos com os braços e mãos, e da motricidade fina, pelos movimentos com os dedos. Há também uma componente importante que tem a ver com a sensibilidade táctil, pela experimentação de materiais e texturas diferentes. A rasgagem, e o recorte e colagem, são muito importantes para o desenvolvimento da motricidade fina e da pinça digital. Exigem criatividade, reflexão, organização no espaço «verbalização. A utilização da tesoura adverte para o cuidado a ter com alguns objectos, e o sentido da utilização dos recortes faz com que deixem de rasgar só por rasgar, distinguindo o que é útil do que é mero desperdício. A evolução da rasgagem para o recorte mostra uma subida no patamar das competências finas. Mais uma vez, contactam-se novas sensibilidades, e texturas. Expressão musical e pelo movimento Qual a criança que não gosta de cantar? Aliás, qual o ser humano que não gosta de ouvir música, independentemente de ser melómano ou de não saber reconhecer estilos musicais. A aprendizagem de novas canções (partilhando algumas entre elas) permite às crianças estimular a memorização, adquirir mais vocabulário, desenvolver a motricidade grossa, interiorizar regras, expressar o sentido rítmico, explorar o corpo e complementar a noção de espaço e de tempo. É bom também poderem surpreender os outros porque sabem esta ou aquela canção, valorizando as aquisições feitas fora do jardim-de-infância, e regando o canteiro da sua auto-estima. Higiene Momento deveras importante. As barrigas começam a dar horas, e chegou o momento de ir à casa de banho e de lavar as mãos. Variando muito de criança para criança (e de idade para idade), há um elo comum: o desenvolvimento da autonomia (é uma grande vitória conseguir abrir a torneira e usar o sabonete sozinho entre outros). Sente-se o gosto em ser crescido e a responsabilidade de cuidar do seu próprio corpo. Por outro lado, aprende-se que depois das atividades ou de fazer xixi, as mãos devem ser lavadas, como mencionei no capítulo da Higiene. Refeição O almoço (e mais tarde o lanche) servem para alimentar, mas, do ponto de vista de socialização, também para criar uma maior autonomia (estimulada pelos outros e por um sentido correcto da competição, o que faz comerem tudo pelo seu punho no jardim-de-infância e em casa terem de ser os pais a dar), passar implícitas noções de higiene e de saber estar à mesa, respeito pelo ritmo do grupo, mesmo que com variações pessoais, e noções de alimentação e nutrição (as educadoras e auxiliares explicam porque é que se deve comer peixe, massa, alface ou qualquer outra coisa). Há também um controlo das exigências pessoais, aprendendo a aceitar o menu do dia sem reclamar, como é por vezes hábito em casa. Sesta A sesta, como desenvolvo no capítulo do Sono, é um direito da criança, nesta idade. Deve ser feita num ambiente calmo (contrastando com o ambiente de «converseta» da hora do almoço), e estimulada a autonomia (as crianças devem tirar elas próprias os sapatos, deitar-se e tapar-se sozinhas, mesmo que as educadoras dêem o toque final), e mais uma vez se respeitam os ritmos do grupo. Os objectos de transição, referidos anteriormente no capítulo do Sono, são importantes neste momento do adormecer, em que acontece, com mais ênfase, a lembrança dos pais e da casa. O que é bom, para ajudar a criar um elo entre os dois universos, mas de modo tranquilo e securizante. Recreio Quem nos dera, não é? Pois os nossos filhos têm essa sorte. Brincadeira livre, imaginação, correria, possibilidade de fazer movimentos que estimulam a motricidade larga sem andar aos encontrões aos móveis, contacto com a natureza. E estabelecimento e reforço das amizades (mesmo que passe por um «Já não sou teu amigo.»). Os conflitos de interesses são um bom estímulo à negociação, argumentação e diplomacia. Não esquecer, durante os meses de Verão, o chapéu, protector solar e óculos escuros. Hora de sair Depois do lanche entra-se numa hora já menos estruturada. Algumas crianças começam a ir embora e as que ficam vão saltando entre actividades. O cansaço começa a chegar e com ele alguma vontade de rever os pais e os irmãos. Quando os pais chegam, elas abandonam tudo e correm na direcção deles. O abraço tem de ser intenso e único. Depois, quando a criança automaticamente se solta, é que se irão tratar eventuais assuntos burocráticos. Convém reservar uns minutos para saber se ocorreu algo de especial, trocar impressões com a educadora e ter tempo para ver as obras de arte que os filhos fizeram e das quais estão tão orgulhosos. Dizer «Agora não tenho tempo para ver» ou «Vamos que o carro está mal estacionado» é mau. Mesmo que seja de relance temos de ir. Pensem que as coisas foram feitas a pensar em vós e que desiludir uma criança é dar-lhe um pontapé na alma. Com a pressa de sair, não se esqueçam de relembrar que têm de se despedir das educadoras, auxiliares e outros meninos e pais. E arrumar as coisas com que estavam a brincar, pendurar bibes, vestir casacos e outras coisas mais. Ler Mais...

A partir dos 4 anos

Além de múltiplas actividades e momentos comuns aos 2-3 anos, há algumas especificidades que valerá a pena mencionar: Momentos de grande grupo O chamado «tempo de grande grupo» é um espaço destinado à partilha, por todo o grupo, de informações consideradas importantes, bem como à habituação a participar em atividades próprias para grupos maiores. O tempo em grande grupo reúne crianças e adultos, por períodos de tempo breves, ajudando a construir o sentido de «nós» e de «nosso». Façam-se jogos, conversas, cantigas ou leitura de histórias, a criança tem oportunidade de crescer e se desenvolver de forma espontânea. São características deste momento: -falar livremente sobre ideias e observações; -resolver problemas em conjunto; -ter prazer de fazer coisas em conjunto; -receber o apoio dos adultos nas suas iniciativas; -crescente valorização de si própria; -desinibição; -promover a socialização e a relação com os outros; -exercitar a concentração e a atenção; -aprender valores que não se ensinam, mas que se «vivem»; -retorno à calma. Atividades temáticas São actividades que surgem todos os anos, e muito importantes, pois ajudam a criança a encontrar uma organização temporal, dando-lhe segurança para prever o que vem depois. Podemos tomar como exemplos os trabalhos de Outono, Natal, Dia de Reis, Carnaval, Dia do Pai. Primavera, Dia da Mãe ou Dia da Criança, entre outros. Este género de actividade pressupõe quase sempre o domínio da expressão plástica e as suas diferentes técnicas. Atividades baseadas em diferentes pedagogias Aos 4-5 anos há que valorizar algumas atividades eminentemente pedagógicas, como a iniciação à leitura e à escrita, a iniciação ao raciocínio lógico-matemático e a brincadeira livre. Para desenvolver os dois primeiros pontos utiliza-se; -cartão do nome - cada criança tem o seu cartão, com o nome escrito em letras maiúsculas e minúsculas, por livre iniciativa, e naturalmente vai recorrendo ao mesmo, começando a esboçar o seu nome; • mapa das presenças - tal como foi descrito para os 2-3 anos, sendo mais uma forma de a criança reconhecer símbolos e relacioná-los consigo e com os outros; •calendário - o grupo tem uma responsabilidade comum em fazer um desenho do dia e colá-lo no dia correspondente. Deste modo, a criança começa a desenvolver uma noção espacio-temporal, pois já sabe quantos dias faltam para o fim-de-semana ou para algum evento importante que a educadora ou crianças marcaram no calendário (festas, aniversários, etc). Texto livre Naturalmente mais evoluído do que nos 2-3 anos, é feito semanalmente e exposto nas paredes da sala. Acima de tudo, o texto livre valoriza as acções e as vivências das crianças, pois nele são registadas as novidades das suas vidas, verbalizadas de forma espontânea. • inicialmente a educadora escreve o texto, o nome e a data, e a criança ilustra o texto conforme o seu grau de desenvolvimento; • numa segunda fase a criança já escreve o seu nome; • numa terceira fase a criança escreve o texto e o nome em letras maiúsculas, escreve a data e ilustra; • por último, a criança escreve o, texto e o nome com letras minúsculas (forma mais arredondada aproximando-se do tipo de letras que irá encontrar no 1 0 ciclo), escreve a data e ilustra de forma cada vez mais fiel o que viveu. O texto livre vai neste contexto substituir as fichas convencionais, pois a criança, neste exercício, está em contacto com o código escrito, com os algarismos, e através do desenho vais exercitando os grafismos. Ficheiro de letras Consiste numa caixa com vinte e quatro envelopes, correspondendo cada um a uma letra do abcedário; dentro dos mesmos a criança vai encontrar recortes dessas letras. O abcedário pode ser utilizado para escrever textos de uma forma diferente: por exemplo, a educadora escreve a vivência da criança e esta vai fazer corresponder a cada letra escrita uma letra que vai procurar no ficheiro. Ficheiro de imagens São cartões feitos em conjunto, pelas crianças e educadora, que consistem no recorte de imagens e escrita do nome correspondente. A criança, ao copiar o nome e visualizar a imagem, vai fazendo uma associação espontânea da palavra falada à palavra escrita. Registos mensais É um registo feito pela educadora, no qual esta inscreve as mais recentes aquisições da criança no jardim-de-infância. Este registo serve de material de observação da educadora, valorização da criança, e de comunicação entre a escola e a família. Registo da actividade Todas as actividades feitas pelas crianças são acompanhadas por um registo escrito, que explica como estas surgiram, como foram elaboradas, expondo opinião das crianças sobre a actividade. Brincadeira livre Nos momentos de brincadeira livre, a criança de 4-5 anos tem a oportunidade de escolher a actividade que mais lhe agrada. Estas tomadas de decisão vão fomentar a autonomia e uma crescente auto-estima. A brincadeira livre é uma actividade rica e reveladora do empenho da criança, em construir a sua personalidade. É também neste contexto que a criança: • descobre alegrias e dificuldades da colaboração com outras crianças; • explora e representa dados da vida real; • aprende a planear no tempo e no espaço; • consciencializar-se sobre a importância da existência de regras; • explora dados da vida real; • começa a aceitar e a respeitar as brincadeiras dos outros, assim como o tempo de cada um. A brincadeira livre pode ser feita na sala ou no recreio. Actividades de sala São muito variadas, designadamente: • jogos de construção (legos, puzzles, etc); • jogos de lógica (dominó, jogos de correspondência): • casinha/escritório - um espaço em que a criança tem oportunidade de brincar ao faz-de-conta, encarnando e representando personagens e situações da vida real, fazendo em simultâneo o jogo simbólico, e dando vários significados a diferentes objetos; • plasticina; • desenho (canetas de feltro, marcadores, lápis de cor. lápis de cera); • pintura (guache, aguarelas); • recorte/colagem; • animais; • carros; • biblioteca - fomentando o gosto pela leitura e o manuseamento dos livros. Recreio O recreio é um espaço da maior importância (infelizmente, à medida que a criança avança no sistema educativo, o recreio começa a ser visto como um «intervalo- para ir à casa de banho ou correr para a cantina). Nesta idade, o recreio representa uma oportunidade diária para as crianças se envolverem em atividades lúdicas vigorosas e barulhentas, num contexto mais expansivo, no qual desenvolvem a sua motricidade larga ao correrem, saltarem e fazerem vários jogos. Pedagogia de situação A valorização do que a criança faz ou conta, leva ao encontro de situações interessantes, que fazem com que se desenvolva entusiasmo e satisfação, e o saboroso gosto da partilha com adultos e crianças. As educadoras devem estar atentas aos interesses e motivações das crianças, valorizando constantemente o que estas podem trazer de novo, e aprendendo com elas. Só situações vividas pelas crianças terão significado, e serão apreendidas pelas mesmas, cabendo aos adultos «agarrar» situações espontâneas da criança e valorizá-las, tornando-as aprendizagens ativas. Pedagogia de projecto A vontade comum do grupo em partilhar, contar e trabalhar em conjunto, pode levar ao desenvolvimento, ao longo de um ano lectivo, de um projecto relacionado, por exemplo, com a Comunicação/Linguagem/Descoberta do Livro. O projecto vai ao encontro do que é trabalhado anualmente na sala, ou seja, no dia-a-dia do grupo. Quando se apercebe que o código escrito permite comunicação, observa-se uma vontade crescente das crianças de 4-5 anos em querer apreendê-lo. As capacidades escritas desenvolvem-se gradualmente, e em consonância com o desenvolvimento da linguagem oral, devendo ambas ser apoiadas de forma coordenada, num ambiente em que a comunicação e a interacção são valorizadas. É um processo repleto de actividade, conversas, risos, pensar em voz alta, diálogos e descobertas, e onde a criança vivência experiências das quais pode falar livremente, onde tem sempre alguém atento a elas, envolvendo-se em diálogo. As interacções com pessoas e materiais, preparam o palco para construir a sua compreensão e gosto pela linguagem, leitura e escrita. Não será nosso objectivo que a criança transite para a primária a saber ler, mas sim que leve um gosto e uma curiosidade especial pela escrita, e consequente vontade para aprender a ler. Ler Mais...
Desenho banlaite | Para Pais.