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Pais são pais, filhos são filhos

Já todos assistimos a cenas que quase fazem regras, quando deveriam ser a maior das exceções - o Joãozinho, de 12 meses, que não deixa a mãe pôr o termómetro ou o supositório (vontade férrea, a deste Joãozinho...); a Mariazinha, de 4 anos, já frequenta o jardim-de-infância e mesmo assim continua a dormir no quarto dos pais - no quarto dos pais, vírgula, na cama dos pais, porque embora estes lhe tivessem, em desespero de causa comprado uma cama para pôr ao lado da deles (não esqueçamos que a nossa amiga tem um quarto só para ela, mas não o quer utilizar) ela exige (leram bem, e-xi-ge) dormir na cama deles...e faz birra se não a deixam. Ou o Ruben, de 3 anos, que é tão lento a comer que os pais dizem que têm de estar horas a olhar para ele, à mesa, à espera que sua excelência se decidida a mastigar ou lhes dê a honra de engolir os alimentos. Passam horas à volta da mesa enquanto a criancinha se decide a comer. Compreende-se a angústia que afeta a maioria dos pais: programa-se um filho a medo, será um, quanto muito dois, a vida não está para mais. Quando nasce o dito menino, depois de uma gravidez ultravigiada, cheia de ecografias e outros exames (não nego a sua necessidade, mas é um (facto), os pais apanham-se sozinhos, com poucos apoios e sem experiência passada, com dúvidas e fantasmas, exacerbados por muita medicalização, muitas leituras e a sensação geral de que «toda a gente é doente até prova em contrário. Depois, a exigência da perfeição – pais perfeitos, crianças perfeitas e um mundo perfeito. Como se isso fosse possível. Seguem-se os complexos de culpa. Os livros «dizem» que se deve dar atenção às crianças e só temos cinco minutos ao fim do dia. Não há espaço - as casas são pequenas. Coitadinho, tem de ir para o infantário ou para a ama. O número de crianças em quem repartir todas as expectativas (dos pais, dos avós, dos tios), onde projetar todas as correções das frustrações do passado (dos mesmos pais, dos mesmos avós, dos mesmos tios), a quem oferecer brinquedos e presentes e chocolates e caramelos (pelos tais pais, avós e tios) é muito pequeno. Por vezes cai tudo em cima apenas de uma criança, e se ela sofre com o facto, também aproveita para o gerir no seu interesse, manipulando os pais quanto e tanto souber e puder. As crianças precisam de ver nos pais pessoas que sabem o que querem e que, se necessário, se impõem. Não está em causa se o que os pais querem está certo ou errado, se é melhor ou menos bom. As crianças farão a sua análise e a sua apreciação, quando for a altura própria. Mas do que eles não precisam é de adultos titubeantes, com receio, inseguros, afinal mais imaturos e mais crianças do que elas próprias, crianças. Amigos, amigos, campeonatos à parte. A promiscuidade de papéis, por vezes mesmo quase uma inversão, é causa de muitos problemas comportamentais que, infelizmente, não se resumem a umas quantas birras ou a uma mera má-criação. Ficam marcas indeléveis que marcarão gerações e sociedades. Pais: não se demitam das vossas responsabilidades nem se assumam perante os vossos filhos como se fossem à partida culpados. Culpados de quê? De os terem? De trabalharem? De não lhes poderem oferecer tudo o que a publicidade ou as revistas de futilidades vos mostram? O melhor que lhes podem dar não custa dinheiro e está ao vosso alcance - a começar por exemplos comportamentais sólidos e corretos. Não exijam a vocês próprios a perfeição - além de esta não existir, ser perfeito deveria ser uma grande maçadoria. Meninos são meninos, pais são pais. Sem fazer a apologia do conflito de gerações, é necessário contudo respeitar a diferença dos «cargos». Se acham que uma coisa está correta, se querem que os vossos filhos se comportem desta ou daquela maneira, façam-se obedecer. Os Joõezinhos, as Mariazinhas e os Rubenzinhos vão mesmo aprender que têm de medir a temperatura, dormir na cama deles ou ler um certo tempo para comer. E que, após a fase de audiência dos interessados e de negociação, quem determina o que se come e o que se veste, e como as coisas se fazem são os pais. Democracia não é sinónimo de abdicação ou de fuga às responsabilidades, pelo contrário, em caso de impasse quem está mandatado para tomar decisões tem de as tomar. Ler Mais...
Criancinha peladinha | Para Pais.