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Dez traços comportamentais

Pode resumir-se o temperamento a uma composição de dez itens, sendo que estes parâmetros são observados desde o primeiro dia de vida. É face a eles que temos de «pensar» os nossos filhos: • Nível de atividade - há crianças mais ou menos agitadas, que preferem atividades mais cinéticas ou mais quietas. Este traço pode explicar a apetência e escolha de profissões, desportos, atividades artísticas, etc. • Distractibilidade - grau de concentração e de atenção à atividade que está a desempenhar, bem como a influência dos estímulos externos sobre a reflexão, o comportamento e as atividades. Pode ser bom, se for para distrair a criança de qualquer coisa que quer, mas pode ser mau se se tratar de fazer os trabalhos de casa! • Intensidade - refere-se ao grau de energia que a criança põe nas suas respostas. Mais dramatismo ou menos. Mais veemência ou menos. Mais perturbação ou menos. Grita ou fica calada. Esperneia ou permanece quieta quando contrariada. Uma criança «intensa» vive a vida com mais paixões, mas porventura com mais desilusões. Uma criança menos intensa poupa-se a grandes «trambolhões», mas se calhar é capaz de não ter momentos exaltantes; • Regularidade - em aspetos como o apetite, o sono, as horas de fazer cocó, cansaço, etc. A não compreensão do grau de «elasticidade» da criança aos horários e suas variações pode causar situações de birra ou desajustamento; • Limiar sensorial - tem a ver com a reação da criança aos estímulos (sons, paladares, cheiros, mudanças de temperatura, toque, luzes). Há crianças a quem a luz do sol incomoda, ou que se excitam ou têm medo perante determinados sons, que entram numa sala e dão pelo cheiro a canos ou a comida, etc. Existe provavelmente uma relação com a criatividade e o sentido artístico; • Timidez/Ousadia - perante estranhos ou novas situações, ou desafios como crescer nas diversas áreas do desenvolvimento; • Adaptabilidade - que se relaciona com a capacidade de se adaptar a mudanças (de casa, escola, familiares, estação do ano, dias de chuva ou de sol, viagens, ou até mudança de atividade). Uma criança com baixa adaptabilidade pode sofrer se as outras, por exemplo no jardim de infância, a obrigam a entrar em «cenas» para a qual ainda não está preparada; • Persistência - tempo que a criança continua a dedicar a uma determinada atividade quando surgem dificuldades ou obstáculos. Desiste? Persiste? E quanto tempo aguenta à espera, depois de pedir um copo de água e da mãe dizer que «já vai»? A persistência exagerada pode degenerar em teimosia. A falta dela pode originar um desistente; • Humor - tendência para reagir de forma mais pessimista ou otimista (podem experimentar, pedindo a opinião do vosso filho para saber se um copo está «meio cheio» ou «meio vazio»), sentido da graça e do riso ou, pelo contrário, difícil de obter um sorriso e sempre sorumbático; • Reatividade - perante uma dada situação, de contrariedade ou agradável, manifesta-se primeiro e pensa depois, ou analisa primeiro e reage depois? Ler Mais...

Saúde

Ao entrar no segundo ano de vida, a maioria dos pais já terá escolhido um médico e as mudanças que possam ocorrer serão episódicas. Todas as crianças devem ter um médico-assistente. Seja pediatra, seja médico de clínica geral com especial interesse em saúde infantil. Os pais devem sempre sentir-se à vontade para colocar e debater com o médico todas as dúvidas que tenham, não deverão sair da consulta sem ver as suas questões respondidas - quer clínicas, que relacionais e comportamentais -, e ter a certeza de que, fora do espaço da consulta, o médico está disponível através do telefone ou de correio eletrónico, mesmo sabendo que ninguém pode (nem deve) estar sempre com o telefone ligado. Mas saber que se pode deixar mensagem e que ela será geralmente respondida é bom. Os pais que «contratualizam» com um médico o seguimento da saúde e do desenvolvimento de um filho têm de ter expectativas e desejar apoio, mas há que entender que os médicos também têm uma vida própria e que nem sempre podem responder com a rapidez que os pais gostariam. Porque se cada família tem um médico da criança, o médico tem centenas de crianças - acreditem, nem sempre é fácil gerir as situações. Outra condição sine qua non é a confiança. Confiança mútua, leia-se. A relação clínica é íntima, particular, sigilosa e profissional mas, especialmente quando se trata de crianças, há que existir empatia, afeto e compreensão. Só com um ambiente deste tipo é possível os pais falarem de assuntos privados, como uma separação ou divórcio, por exemplo, que podem explicar os sintomas ou sinais que o filho apresenta. Ler Mais...

Pais são pais, filhos são filhos

Já todos assistimos a cenas que quase fazem regras, quando deveriam ser a maior das exceções - o Joãozinho, de 12 meses, que não deixa a mãe pôr o termómetro ou o supositório (vontade férrea, a deste Joãozinho...); a Mariazinha, de 4 anos, já frequenta o jardim-de-infância e mesmo assim continua a dormir no quarto dos pais - no quarto dos pais, vírgula, na cama dos pais, porque embora estes lhe tivessem, em desespero de causa comprado uma cama para pôr ao lado da deles (não esqueçamos que a nossa amiga tem um quarto só para ela, mas não o quer utilizar) ela exige (leram bem, e-xi-ge) dormir na cama deles...e faz birra se não a deixam. Ou o Ruben, de 3 anos, que é tão lento a comer que os pais dizem que têm de estar horas a olhar para ele, à mesa, à espera que sua excelência se decidida a mastigar ou lhes dê a honra de engolir os alimentos. Passam horas à volta da mesa enquanto a criancinha se decide a comer. Compreende-se a angústia que afeta a maioria dos pais: programa-se um filho a medo, será um, quanto muito dois, a vida não está para mais. Quando nasce o dito menino, depois de uma gravidez ultravigiada, cheia de ecografias e outros exames (não nego a sua necessidade, mas é um (facto), os pais apanham-se sozinhos, com poucos apoios e sem experiência passada, com dúvidas e fantasmas, exacerbados por muita medicalização, muitas leituras e a sensação geral de que «toda a gente é doente até prova em contrário. Depois, a exigência da perfeição – pais perfeitos, crianças perfeitas e um mundo perfeito. Como se isso fosse possível. Seguem-se os complexos de culpa. Os livros «dizem» que se deve dar atenção às crianças e só temos cinco minutos ao fim do dia. Não há espaço - as casas são pequenas. Coitadinho, tem de ir para o infantário ou para a ama. O número de crianças em quem repartir todas as expectativas (dos pais, dos avós, dos tios), onde projetar todas as correções das frustrações do passado (dos mesmos pais, dos mesmos avós, dos mesmos tios), a quem oferecer brinquedos e presentes e chocolates e caramelos (pelos tais pais, avós e tios) é muito pequeno. Por vezes cai tudo em cima apenas de uma criança, e se ela sofre com o facto, também aproveita para o gerir no seu interesse, manipulando os pais quanto e tanto souber e puder. As crianças precisam de ver nos pais pessoas que sabem o que querem e que, se necessário, se impõem. Não está em causa se o que os pais querem está certo ou errado, se é melhor ou menos bom. As crianças farão a sua análise e a sua apreciação, quando for a altura própria. Mas do que eles não precisam é de adultos titubeantes, com receio, inseguros, afinal mais imaturos e mais crianças do que elas próprias, crianças. Amigos, amigos, campeonatos à parte. A promiscuidade de papéis, por vezes mesmo quase uma inversão, é causa de muitos problemas comportamentais que, infelizmente, não se resumem a umas quantas birras ou a uma mera má-criação. Ficam marcas indeléveis que marcarão gerações e sociedades. Pais: não se demitam das vossas responsabilidades nem se assumam perante os vossos filhos como se fossem à partida culpados. Culpados de quê? De os terem? De trabalharem? De não lhes poderem oferecer tudo o que a publicidade ou as revistas de futilidades vos mostram? O melhor que lhes podem dar não custa dinheiro e está ao vosso alcance - a começar por exemplos comportamentais sólidos e corretos. Não exijam a vocês próprios a perfeição - além de esta não existir, ser perfeito deveria ser uma grande maçadoria. Meninos são meninos, pais são pais. Sem fazer a apologia do conflito de gerações, é necessário contudo respeitar a diferença dos «cargos». Se acham que uma coisa está correta, se querem que os vossos filhos se comportem desta ou daquela maneira, façam-se obedecer. Os Joõezinhos, as Mariazinhas e os Rubenzinhos vão mesmo aprender que têm de medir a temperatura, dormir na cama deles ou ler um certo tempo para comer. E que, após a fase de audiência dos interessados e de negociação, quem determina o que se come e o que se veste, e como as coisas se fazem são os pais. Democracia não é sinónimo de abdicação ou de fuga às responsabilidades, pelo contrário, em caso de impasse quem está mandatado para tomar decisões tem de as tomar. Ler Mais...

Coordenadas gerais do desenvolvimento

N'O Grande Livro do Bebé já abordei em profundidade o desenvolvimento infantil. Vale a pena, no entanto, recordar dois ou três pontos: •Há muitos fatores que intervêm no processo de desenvolvimento e, consequentemente, nos desempenhos da criança nos vários níveis; •Alguns destes factores são a inteligência racional, inteligência emocional, capacidade de resolver situações, argúcia, clarividência, fleuma, sangue-frio, discernimento, leitura dos sinais e dados do ambiente e das pessoas, entre outros; •Os fatores genéticos são muito importantes, como a existência de alguma lesão física ou neurológica (paralisia cerebral, cegueira, surdez, por exemplo), síndroma malformativa, etc. Algumas destas lesões podem ser adquiridas, como no caso de uma meningite ou traumatismo; •O equilíbrio endócrino, nutricional e orgânico em geral é mais um factor condicionante; •O sexo e a ordem de nascimento, bem como o lugar na fratria, são outros factores a ter em conta; •Os fatores familiares representam mais uma vertente: poderão explicar tendências, talentos, gostos e outras linhas gerais do desenvolvimento e das opções comportamentais - não apenas referentes aos pais, mas também à família alargada; •A personalidade que, como escrevi no primeiro capítulo, é composta por diversas vertentes que se entrecruzam, contribui também de forma decisiva para o desenvolvimento. As características não são boas nem são más, tudo depende do encaminhamento que for dado, no sentido de as transformar em virtudes ou defeitos; •O ambiente, entendido do ponto de vista físico, ecológico, microbiológico, psicológico e emocional, pode fazer desenvolver ou não os potenciais da criança. A estimulação ambiental é decisiva e, por vezes, não é devidamente valorizada, muito particularmente pelas entidades que planeiam e constroem os espaços onde as crianças vivem e brincam. Por outro lado. há que ter em conta que a criança, ao desenvolver-se, tem de gerir vários dossiês, uns muito «pesados», outros mais de rotina. É do 1 aos 5 que a criança sofre uma enorme evolução, designadamente na arquitectura estrutural. Há crianças que conseguem desenvolver-se em todas as áreas, de um modo uniforme, outras escolhem áreas específicas para avançar. Nos períodos mais acelerados, as rotinas - como a alimentação e o sono - podem sofrer instabilidade. Para compreender o desenvolvimento infantil e ter as expectativas adequadas, há que ter em conta o seguinte: • em qualquer área que se considere, o desenvolvimento faz-se num processo contínuo, desde a concepção à maturidade, e mesmo depois; • os indicadores de desenvolvimento (andar aos 12 meses, saber o nome aos 2 anos) são meramente indicativos, sendo a franja da «normalidade» muito larga; • não é possível a criança fazer determinada coisa se os desempenhos anteriores, dentro da linha de desenvolvimento, não estiverem já consolidados. Não trepará antes de andar. Não andará sozinha antes de andar apoiada; •A mielinização dos neurónios é essencial para poder ter um comportamento. A prática pode acelerar etapas, mas não pode dar esta base. E em algumas crianças o processo de maturação neurológica tem um ritmo diferente do do irmão, colega ou filho do vizinho; •A sequência do desenvolvimento é a mesma para todas as crianças, mas o ritmo e maneira como se faz é sempre diferente. Ler Mais...

O que é o risco?

Um risco, na opinião de uma criança, será um traço num papel, um gatafunho. Mas, para um adulto, o que é o risco? Ouvimos falar muito de comportamentos de risco, do risco disto, do risco daquilo. Falamos de risco e ficamos amedrontados, os pais temem os riscos, discutem-se os riscos... Em primeiro lugar, rico não é realidade. O risco é apenas, e somente, uma probabilidade estatística de acontecer alguma coisa. É apenas e tão só uma probabilidade estatística e uma quantificação de uma ocorrência. Há certas situações que têm uma probabilidade acrescida de acontecer. E pode perguntar-se: deveriam ou não ser abolidas? É um dos aspetos que também importa desmistificar porque um mau entendimento desta questão pode prejudicar o desenvolvimento das crianças desta idade. Os riscos representam as probabilidades de um comportamento poder ter uma consequência indesejável. Mas, por outro lado, o risco pode representar uma janela de oportunidade positiva, enquanto estimulante da criatividade, dinamizador dos comportamentos, abertura de um vasto campo de possibilidades diferentes e até desconhecidas, passíveis portanto de construção conforme as opções da criança. No binómio ousadia/regressão que mencionei, o risco é um grande suporte da primeira, necessária a que cada dia seja encarado como diferente e estimulante. Abolir o risco, numa perspetiva hiperzelosa de risco zero, iria criar muitas dificuldades aos nossos filhos, levando-os ao maior risco de todos: uma vida cinzenta, apagada, monótona, rotineira, que se no imediato parecesse defender de traumatismos físicos, causaria muitos dissabores psíquicos, que depois se traduziriam também por mal-estar orgânico. Não se pode estar sempre em estádio de regressão. Assumindo pois que o risco faz parte da vida, o passo seguinte é pensar como vamos ensinar as crianças desta idade a saber conviver com o risco, ou seja, a diminuir a dita probabilidade do desenlace indesejável. A partir do primeiro ano, a criança deverá começar a aprender algumas estratégias de opções comportamentais, mesmo que a proteção e a antecipação continuem a ser as principais medidas. Ler Mais...

Temperamento

Tantas vezes ouço, nas consultas, as queixas dos pais e dos familiares: «Será hiperativo?» «Está sempre na Lua.» «Faz muito barulho a brincar.» «Chora à mínima coisa.» «Cose-se com as paredes quando vêm visitas.» «Não pára quieto!» «Nunca dá beijinhos à avó!» E tantas outras coisas mais, como se a criança tivesse cometido um crime ou tivesse um comportamento altamente desviante ou sociopata. É necessário compreendermos quem são os nossos filhos e como se comportam face ao mundo, face às pessoas e relativamente aos seus próprios sentimentos. É errado pensar que os podemos mudar ou que têm de ser como nós desejávamos, muitas vezes até ao sabor dos momentos e com expectativas incoerentes: o mesmo menino que estimulamos a correr, quando dá jeito mostrar aos amigos a sua desenvoltura, é o que é admoestado se está a brincar de um modo mais agitado. Poderemos influenciar os comportamentos, de forma até decisiva, mas mudar a pessoa é tarefa inglória e inútil. E também indesejável. Quem tem de adaptar a sua estratégia são os pais, primeiro, para que possam entender os filhos e dar-lhes as guias necessárias para adequar as suas atitudes e comportamentos às necessidades dos momentos, numa perspectiva do que será melhor para eles, filhos, e também para todos os outros elementos da sociedade. A comparação com familiares ou amigos, por exemplo, é comum, mas contraproducente. «O teu primo não fazia nada disto.» «A tua irmã sempre veio connosco e portava-se bem.» «0 João da tua aula nunca faz birras quando vai ao restaurante!»           Só serve para olhar os outros com desconfiança e pensar que eles estão «do lado do adversário». Mas afinal o que é o temperamento? É um conjunto de características inatas que servem para as crianças (e pessoas em geral) se organizarem face ao mundo exterior e interior.  É, pois, um instrumento fundamental na vida relacional, com os outros e connosco próprios, e não muda ao longo da vida, podendo contudo desenvolver-se e exercitar-se alternativas comportamentais, graças à enorme capacidade de reflexão e auto domínio que o ser humano tem. Ler Mais...
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