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Perguntas e Respostas sobre Alimentação com Substitutos Maternos

Os bebés alimentados com fórmulas substitutas do leite materno têm reações diferentes?   A nível individual não se pode predizer. A nível populacional, pode afirmar-se que os bebés alimentados com substitutos do leite materno têm tendência para obstipação, fezes mais duras, maior incidência de cólicas e de dificuldade em evacuar. Como referi, há casos individuais em que as coisas são ao contrário, estamos pois a falar de tendências de grupos e não de pessoas. Um aspeto importante diz respeito à diluição do leite. As fórmulas existentes no mercado estão elaboradas para serem diluídas na proporção de uma medida para 30 ml de água. Se se põe água a mais, o bebé terá menos calorias em cada biberão. Se se põe água a menos, então o leite fica hiperconcentrado, o que poderá provocar cólicas e desidratação.   Os biberões e a água devem ser fervidos e esterilizados?   Nos anos 60 e 70, quando as autoridades de saúde começaram as campanhas que permitiram melhorar, de uma forma incrível, a situação de saúde dos bebés portugueses um dos grandes problemas era a qualidade da água e os hábitos higiénicos da população, o ambiento da cozinha e locais onde se preparavam os biberões, o facto de a memoria das pessoas viverem em locais rurais, em convívio com animais, moscas, etc. Nossa altura, era prioritário ferver a água e esterilizar os biberões e outros materiais, é ser muito rígido relativamente a estes cuidados de higiene. As coisas mudaram, no nosso país, mesmo que em certos pequenos locais ou aldeias possa ainda existir um ambiente parecido com esse. Não esqueçamos que as bactérias são inteligentes- e procuram ambientes que lhes deem o que precisam para viver e se multiplicar ó por isso que vivem nas pessoas e animais, e nos líquidos orgânicos (fezes, urina, leite, saliva, secreções). A água potável, como acontece com a que corre na larguíssima maioria das torneiras das nossas casas, é isenta de substratos onde as bactérias possam crescer. É pura, no sentido bacteriológico. Do mesmo modo, as pessoas lavam bem as mãos antes de reparar um biberão e este, se for imediatamente limpo após ter sido utilizado, com água bem quente e um escovilhão, não tem bactérias nas suas paredes. Assim se as casas forem feitas deste modo, pode prescindir-se da esterilização dos biberões e restante material, bem como da fervura da água. Claro está, que se se vive num local onde a água é «duvidosa», ou se está numa estação do ano em que há seca e a probabilidade de a água ter bactérias aumenta, aí as medidas têm que ser outras e incluir fervura e esterilização, ou utilização de água mineral. Estas ideias, cientificamente corretas, ainda entram em choque com a prática. Por esse motivo, os pais deverão fazer como se sentirem melhor. Alguns pais não conseguem dar este passo e preferem esterilizar biberões e ferver água durante largos meses. Outros compreendem a questão e não o fazem. Cada um deverá fazer como se sentir melhor. De qualquer modo, há uma pergunta que deixo à vossa consideração: fará sentido esterilizar biberões, usar pinças, ferver a água para depois andar a «pescar» a medida de leite, com as mãos, no meio do pó, no interior da lata (onde ela está!), leite esse que, ele sim, é um bom substrato para o crescimento de bactérias? Por outro lado, não se esqueçam que o dia tem 24 horas e a nossa disponibilidade também têm limites. Todo o tempo e energia que gastamos com determinada coisa, é tempo e energia que roubamos a outras atividades. Se calhar, fará mais sentido simplificar este aspeto e ter mais disponibilidade para brincar com o bebé e contemplálo. No entanto, se os pais optarem por não ferver a água e não esterilizar os biberões, devem sempre seguir as regras básicas de higiene: • Lavar bem as mãos antes do processo, com água e sabonete; • Lavar sempre os biberões com água bem quente, com um escovilhão, logo a seguir à mamada, evitando que o leite fique seco nas paredes do biberão; • Deixar o biberão a secar ao ar; • Certificar-se de que a água da torneira é potável (como acontece na maioria das cidades e concelhos); • Se se utilizar água mineral, usar garrafas não superiores a litro e meio para não ficar a contaminar-se muito tempo, e ir variando a marca, dado que as suas composições em minerais são diferentes; • Garantir que tudo se faz com as mãos lavadas, sem estar a mexer noutras coisas que possam albergar bactérias (que, repito, são as pessoas, animais e líquidos orgânicos).   E as tetinas?   A questão das tetinas dava -pano para mangas». Há diversas no mercado, conforme a própria variedade de biberões. Embora a indostana tenha as tetinas organizadas para determinadas idades, ô óbvio que os fabricantes não conhecem o vosso bebé em particular. Assim, pode acontecer que as tetinas para determinado mês não acertem com o vosso bebé, mesmo que ele tenha essa idade. Assim, ó bom ver como o bebé reage e, se necessário, mudar de tetina. Para verificar se o leite corre bem, há que inverter o biberão e ver se pinga gota-a-gota, regularmente. Se escorre em fio, o bebé poder-se-á engasgar. Se corre muito lentamente, obrigará o bebé a um esforço muito grande e irá cansar-se e mamar menos. As tetinas têm que ser muito bem limpas, dado que as rugosidades e o tipo de superfície podem reter restos de leite que, se perdurarem muito tempo, poderão favorecer o crescimento de bactérias. O ideal é fazer isso logo a seguir à mamada, quando o leite ainda está líquido.   A que temperatura se deve dar o biberão?   Se esta questão não se põe com o leite materno, porque está à temperatura corporal, já com o biberão pode haver variações. Há bebés que gostam do leite quente, há outros que o preferem à temperatura ambiente. Ou que se habituam a ela (porque também é mais prático para os pais). O vosso filho dirá de sua justiça, mas é sempre uma questão a verificar, se ele não estiver a comer como seria de prever.   E se ele não comer tudo? Posso guardar para daqui a bocado?   Não é bom guardar restos de leite, a menos que seja para daqui a muito pouco tempo (não mais do que dez minutos). O leite é, como se disse, um excelente meio de cultura de bactérias. Ao manipular o biberão e ao mamar, as bactérias vão passando das nossas mãos (mesmo que bem lavadas) e da boca do bebé. Se o tempo for muito, estas bactérias começam a multiplicar-se e podem ficar em número suficientemente grande para causar algum desarranjo intestinal ao bebé. Assim, restos de leite deverão sempre ser deitados fora.   Posso fazer o biberão e guardar no frigorífico?   Sim, durante 24 horas, mas porventura será melhor guardar apenas a água, já medi- da (se for adepto da fervura e esterilização) e juntar o pó apenas no momento, ou então usar água da torneira na altura e colocar o pó. Lembre-se de que o leite é que ó o grande caldo de cultura para as bactérias. A água, sozinha, não é, desde que tenha sido manipulada com mãos bem limpas.   E o micro-ondas?   Pode utilizar o micro-ondas ó perfeitamente seguro no que diz respeito às ondas que emite. No entanto, há um risco para o qual deve ter muita atenção: quando se coloca qualquer recipiente com um líquido, no micro-ondas, o líquido tem tendência a aquecer mais do que o recipiente. Pode, assim, acontecer pegar no biberão e ele estar morno, mas o leite estar a ferver, o que pode causar queimaduras na boca do bebé. Por outro lado, acontece também haver partes que ficam muito quentes e outras menos (mais com as papas do que com líquidos). Convém, assim, misturar muito bem.   E o leite materno, pode ser aquecido no micro-ondas?   Poder, pode. Mas há quem diga que as suas propriedades, em termos dos elementos vivos e de algumas vitaminas podem ficar comprometidas. Se houver a hipótese de o aquecer em banho-maria será preferível, mas se for mais prático aqueça no micro-ondas.   O bebé não quer mamar no biberão, o que devo fazer?   Alguns bebés recusam a tetina, porque percebem que não é o mamilo da mãe, o qual lhe dá uma segurança adicional. Nestas alturas, há várias estratégias que podem funcionar, sendo a mais radical, a fome, que reduzirá as exigências do bebé, apesar de lhe criar alguns momentos de stresse. No entanto, uma solução pode passar por ser outra pessoa, que não a mãe, a dalhe o biberão. Desta forma, o fator peito é menos evidente na escolha do bebé. A mudança de tetina pode ajudar - as de silicone podem ser preferíveis às de borracha. Mas, seja a estratégia que adotar, não mostre receio, ansiedade ou desespero. Se o quer convencer a aceitar uma coisa que ele pensa que é pior, tem que ter, ao menos, a segurança da atitude convicta dos pais. Se ele -lê- nos olhos da mãe dúvidas e angústias, ficará, ele próprio, mais fragilizado. É claro que a própria mãe que deixa de dar peito, sente uma perda e terá que fazer esse luto. É o momento que coincide, frequentemente, com o ir para o infantário, com o ver o bebé a crescer e a tornar-se menino, com inúmeros sentimentos antagónicos e ambivalentes que desequilibram também os pais.   Que cuidados técnicos devo ter ao dar o biberão?   Quando se dá o biberão convém adotar uma posição confortável e apoiar o braço onde se deita o bebé. Não é conveniente que o bebé fique muito deitado, mas também não sentado. Algo de intermédio que é, aliás, instintivo. Ao fazer chegar o biberão ao bebé, basta fazer um pouco de pressão com a tetina junto ao canto da boca para ele perceber que dali vem coisa boa e começar a mamar. O leite do biberão deve sempre cobrir a parte da tetina, para o bebé não engolir ar. Tem que ir vendo se o leite escorre. Às vezes ficam pequenos grânulos do pó que não se dissolveram e entopem. Volte e agite o biberão e retome. Por vezes ele tem que descansar. Convém retirar o biberão, deixá-lo parar um bocadinho e depois retomar a mamada. A diluição das fórmulas infantis deve ser sempre de uma medida rasa para 30 ml de água, salvo em situações excecionais recomendadas pelo médico assistente.   Posso deixar o bebé a mamar sozinho no biberão?   É uma prática que deve ser contrariada, por dois motivos: o ato de amamentar é um momento de interação entre o bebé e quem cuida dele. Por outro lado, e mais significativo, um bebé deitado com um biberão na mão arrisca-se a engasgar-se e, inclusivamente, asfixiar-se com o leite. Como fazer se ainda quero dar peito mas há momentos em que precisa de biberão? Não é obrigatório dar apenas peito ou apenas um substituto do leite materno. Se vai retomar o trabalho, por exemplo, sabe que tem direito a duas horas por dia de redução de horário, e se calhar consegue arranjar uma maneira de dar algumas mamadas. É claro que estas coisas podem funcionar bem ou o seu filho decidir-se pelo biberão, mas ó coisa que só se sabe com o andar dos tempos. Se vai começar a dar biberão porque o bebé não está a aumentar de peso ou porque o leite já não sai em grande quantidade, dê-lhe sempre primeiro o peito, mas reduzindo o tempo (5 minutos em cada lado) e ofereça-lhe depois o biberão, na quantidade que ele for aceitando. Convém andar sempre um bocadinho à frente dele, ou seja, se ele já come 90 ml com três medidas em todas as mamadas, aumente para 120 ml com quatro, e por aí adiante.   O que são os probióticos?   Há muitas décadas que se conhecem os probióticos, agentes que beneficiam o funcionamento intestinal. Tratam-se de alimentos que incorporam microrganismos vivos (lactobacilos, bifidobactérias) e que, consumidos em quantidades suficientes, produzem benefícios para a saúde e para o bem-estar. Não se sabe totalmente como funcionam, mas sabe-se que combatem a instalação de bactérias causadoras de doenças. O intestino é povoado por bactérias - muitas delas são úteis para a função intestinal. Os probióticos visam dar condições para que estas cresçam, em detrimento das que causam doenças. Assim, os probióticos pelos seus efeitos na prevenção e no tratamento de algumas doenças, representam um contributo útil para a saúde.   Quando devo dar leite de vaca?   Só depois dos 12 meses. As recomendações da Academia Americana de Pediatria, da Sociedade Europeia de Gastroenterologia e Nutrição Pediátricas e de muitas outras instituições vão no sentido de só se iniciar o leite de vaca em natureza a partir do ano de idade. O risco de pequenas hemorragias intestinais microscópicas (com eventual anemia) e de maior intolerância, justificam esta atitude. Obviamente que risco não é sinónimo de realidade. Muitas crianças já iniciaram o leite de vaca em natureza mais cedo sem quaisquer efeitos secundários. No entanto, será bom que estas recomendações sejam seguidas. Da mesma forma, ao iniciar o leite de vaca em natureza, o tipo de leite escolhido deverá ser o UHT (da marca que os pais preferirem), já que não necessita de ser fervido. A fervura pode, em certas crianças, tornar o leite mais indigesto, que ó o que acontece com o chamado leite «do dia». Por outro lado, quanto à escolha do leite, o magro deve ser excluído. Entre o gordo e o meio-gordo: o gordo é completo e muito bom para as crianças desta idade, por outro lado, em termos de criação de hábito alimentar, é bom que as crianças se habituem ao meio-gordo, para não terem mais tarde que fazer transições bruscas, sempre pior aceites. Os leites que várias firmas comercializam, suplementados com cálcio e vitaminas, são dispensáveis na maioria dos casos, embora sejam produtos de boa qualidade. Ler Mais...

O hospital não admitiu os seus erros quando o nosso bebé morreu – onde podemos encontrar ajuda?

Sem dúvida que estão a passar por uma experiência emocional enorme, e é externamente importante que procurem o máximo de informação que puderem antes de levar o caso mais longe. Eu sugiro que escrevam ou telefonem primeiro ao diretor do serviço de enfermagem do hospital e peçam uma reunião, pois isso poderá responder a algumas ou a todas as vossas questões. Se não ficarem satisfeitos, por vezes os pais acham que precisam de procurar aconselhamento legal, caso sintam que a morte do bebé aconteceu devido a negligência. Se pensarem que é o caso, então poderão falar com um advogado ou procurar um solicitador para discutir o caso. Os solicitadores e advogados farão uma reunião convosco para discutir a situação e aconselhar se pensam que vale a pena ir para a frente com o caso antes de vocês se comprometerem em termos de tempo e dinheiro. Se vocês decidirem ir para a frente com o caso, deverão estar cientes de que o processo poderá ser frustrante, stressante e perturbador. Como anteriormente, poderão também tirar benefícios ou falando com grupos de apoio, como a Associação Ártemis. Ler Mais...

Refeições que nunca mais acabam

Aqui fica uma estratégia para acabar com as birras à mesa: • Ir com os pais ao supermercado, e ajudar escolher os legumes e frutos; • Chegar a casa, ajudar a trazê-los para cima na caixa do supermercado, ao embalarem-nos, punham-nos em sacos leves, para a criança poder carregá-los; • Ser a ajudante da mãe e do pai a guardar as coisas, e a aprender quais os que precisam de ir para o frigorífico, e onde é que eles se guardam, e porquê; • Ver preparar os legumes e aprender como se confecionam e, designadamente porque se juntam coisas como sal, azeite, vinagre; • Ia buscar as caixas de plástico para guardar a sopa e escolher os frutos para pôr na fruteira que vai para a mesa. Da mesma forma que nos sabe muito melhor qualquer coisa feita por nós mesmo sabendo que há produtos comprados feitos que são melhores Ler Mais...

Adenoidites e adenoides

«O médico disse que o meu filho "tem" adenoides...», «se calhar devia ser operado...», «anda assim por causa dos adenoides...». Os «adenoides» são motivo de conversa de muitos pais, e também fonte de alguma preocupação, de algumas decisões médicas precipitadas e muitas intervenções cirúrgicas de eficácia duvidosa. Os adenoides são estruturas que existem na parte de trás do nariz, onde começa a garganta. Pertencem ao grupo das chamadas estruturas linfoides, pelo facto de serem constituídos por tecido desta natureza – o tecido linfoide - como as amígdalas ou os gânglios linfáticos. Trata-se de um tecido especializado na defesa local e regional contra as infeções, pelo que os adenoides têm funções eminentemente defensivas, estão estrategicamente colocados de forma a abranger as duas zonas de maior «perigo» - a boca e o nariz, contra as agressões pelos vários agentes que pretendem entrar no organismo - micróbios, poeiras, fumo de tabaco, poluição - complementando a tarefa começada logo à partida pelo nariz. Para melhor desempenharem a sua função, começam a aumentar no final do primeiro ano de vida e mantêm-se grandes até cerca dos 4 anos de idade, altura em que começam a diminuir de tamanho, dado que já não são tão necessários, acabando por ficar de dimensões muito reduzidas na criança mais velha. Os adenoides podem, assim, devido às suas funções e ao seu tamanho, causar problemas, quase como se de um «excesso de zelo» se tratasse. Quando os microrganismos entram (pela boca ou nariz), deparam com esses «guardas avançados», que são os adenoides. Estes fixam os micróbios, iniciam uma luta contra eles, dentro de si próprios, e aumentam de volume, produzindo também muitas secreções, que mais não são do que o resultado dessa batalha, na qual estão envolvidos glóbulos brancos, anticorpos e outros componentes gerais da defesa imunológica. Quando as infeções se repetem frequentemente os adenoides não têm tempo de voltar ao tamanho anterior e mantêm-se grandes, muitas vezes com uma inflamação crónica e começando a causar alguns problemas, nomeadamente obstrução ao fluxo aéreo normal, sobretudo na posição de deitado (visto estarem mesmo no fundo do nariz, por onde deverá circular o ar inspirado). Se a criança for alérgica as coisas agravam-se, porque o tecido linfoide adenoideu reage ainda com maior violência, inflamando-se e aumentando mais do que seria de desejar, e produzindo quantidades apreciáveis de secreções. Ler Mais...

Airbags e Crianças Não Combinam…

O número de carros equipado de série com airbags é cada vez maior. Quando utilizados em passageiros adultos, com uma distância razoável entre o banco e o tablier e associado ao cinto do carro, o airbag funciona bem. Porém, estes, que pareciam ser a tábua de salvação dos acidentes de automóvel, apesar de importantes e de poderem prevenir muitas mortes e ferimentos, não devem ser considerados como a solução mágica. De facto, no que toca às crianças, são inúmeros os registos de acidentes graves que têm chegado de vários países, e as instituições e organismos internacionais estabeleceram já algumas regras que convém seguir. Quando o airbag explode (com uma velocidade de abertura entre 250 e 300 km/h!), a força com que o faz é enorme e pode provocar a morte de uma criança, sobretudo se estiver numa cadeira invertida, se a distância ao tablier for curta ou se viajar sem cinto. Note-se, aliás, que o que se diz para as crianças também é aplicável às mulheres no final da gravidez e pessoas de estatura baixa, sobretudo algumas mulheres condutoras que ficam muito próximo do volante. Assim, para os carros equipados com airbag, no lugar do passageiro, recomendamos o seguinte: as crianças devem ser transportadas no banco de trás, mesmo nos chamados assentos invertidos; se o automóvel transporta, para além do condutor, quatro crianças e/ou adolescentes, o mais alto irá à frente (se tiver menos de 12 anos ou menos de 1,5m com um dispositivo em que o cinto do carro lhe passe pela frente), com o banco recuado ao máximo; se uma criança tiver que viajar num lugar equipado com airbag, deverá fazê-lo num dispositivo em que seja o próprio cinto do carro a segurar-lhe o corpo e com o banco recuado ao máximo (note-se que a Lei portuguesa só permite o transporte de menores de 12 anos no banco da frente se este for feito numa cadeira ou banco de segurança homologados); as grávidas e os adultos de baixa estatura deverão utilizar sempre o cinto e afastar o banco o mais possível para trás; não esquecer que o uso do cinto é obrigatório também no banco de trás para todos os passageiros; em caso algum deverá ser colocada uma cadeira de assento invertido num lugar equipado com airbag visto existir um perigo real de morte. Ler Mais...

Poderão a carne e o peixe ser dispensáveis?

Se a composição alimentar for equilibrada, garantindo à criança todos os requisitos para a sua saúde, o peixe e a carne não são de forma alguma obrigatórios. Pelo contrário, o maior risco para os nossos filhos, especialmente considerando a sua saúde em adultos, reside no excesso de ingestão de proteínas, com as consequências deletérias sobre a função renal, para além de eventuais infeções e outras doenças que possam transmitir (já conhecemos as vacas loucas, as aves engripadas, a peste suína, mas além disso há os parasitas transmitidos pelo porco e as salmonelas dos frangos, para dar apenas dois exemplos). Mesmo sem entrar em qualquer radicalismo, é verdade que as crianças comem demasiada carne e peixe relativamente às suas necessidades. Ler Mais...
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