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Algumas questões

Freio da língua Aquilo a que se chama habitualmente «freio da língua» e que provoca, quando curto, uma situação que se designa por «língua presa», é nem mais nem menos do que um espessamento dos músculos génio-hioglóssicos, mesmo na parte central da língua, formando uma prega vertical. Pode ser uma coisa muito ligeira (apenas uma pequena membrana), ou um espessamento razoável. Neste último caso pode impedir que a língua saia normalmente da boca, prejudicando a deglutição e a fala (nos recém-nascidos normais, a língua é sempre pequena). A principal alteração da fala que se atribui ao freio da língua é a criança ficar «ciosa», com dificuldade de pronunciação de certas letras (N, L, T, D - «sopinha de massa»). Embora não seja um problema de maior, há que pensar que estamos numa era de comunicação e que tudo o que possa prejudicar esta, poderá ter efeitos no relacionamento e na auto-estima da criança, quer em casa, quer na sua vida escolar e pública. Na dúvida, o cirurgião pediatra dirá se é melhor fazer o corte do freio, o que, a fazer, é rápido e instantâneo, sem quaisquer perigos, se for feito nas primeiras semanas de vida. Ler Mais...

Bilinguismo

A capacidade de aprender línguas é quase imitada. So não o é porque dos cento e vinte e tal sons existentes no Mundo, na linguagem feriada, uma pessoa não consegue pronunciar todos eles, ficando pelos 80-90%. Quando os pais são de países que falam línguas diferentes e querem que a criança aprenda as duas línguas recomenda-se que o progenitor (ou familiar, no caso de serem os avós) que «representa» essa língua só fale com a criança essa mesma língua, independentemente das outras línguas que ela ouve. A língua falada entre os pais ou em conversa geral não importa tanto - Mischa e Simonela continuarão a falar inglês. E no infantário para onde vai, irá ouvir português. Provavelmente falará duas línguas bem (a do pai e a da mãe) e duas línguas com maior dificuldade, mas com acerto. O que importa, pois, é que a criança atribua as línguas a pessoas e contextos diferentes. Mais facilmente organizará dois dicionários, duas gramáticas separadas, podendo depois «pensar em português» ou «pensar em inglês», e não ter de traduzir o pensamento, o que acontecerá se ambos os pais falarem as duas línguas indiscriminadamente. Não esqueçamos que a verbalização ou escrita do pensamento revela formas de estruturação do pensar diferentes - estar num determinado meio e não ter de ser «estrangeiro», é melhor. Então se se aprender a fazê-lo em três ou quatro contextos, maior a riqueza. Um dos receios dos pais é, por vezes, que a criança comece a falar tarde ou que tenha problemas da fala. Esses receios são infundados - o desenvolvimento da linguagem segue um padrão idêntico ao das outras crianças. As crianças que aprendem primeiro uma e depois outra língua podem, no intervalo, fazer um «período de silêncio», que pode durar até um ano, no qual quase nada dizem - isto não deve assustar os pais. Trata-se de uma necessidade de «arrumar» o cérebro. Ler Mais...

Fará mal ao meu bebé de dois meses se o deixarmos com os avós durante o fim-de-semana?

Não, não fará mal ao seu bebé deixá-lo por uns dias com pessoas que o amam. Se estiver a alimentá-lo a biberão isso não terá qualquer problema, mas se estiver a amamentar poderá ser mais difícil. Primeiro, terá de ter a certeza de que o seu bebé gosta de tomar o leite pelo biberão, o que pode levar algum tempo se ele até agora só foi amamentado. Terá então de decidir se, enquanto estiver fora, ele irá tomar leite extraído ou leite de farmácia. Se tomar leite de farmácia, terá de o habituar antes de ir, e se continuar com o leite materno, terá de começar a extraí-lo com bastante antecedência e congelar algumas quantidades para que possa deixar leite com os avós. Além disso, se quiser continuar a amamentar, terá de levar consigo uma bomba de extração, material de esterilização e frascos para guardar o leite, para manter o seu fornecimento enquanto estiver fora. Se isto parecer demasiado complicado, pode levar o bebé consigo no fim-de-semana ou esperar até ele ser um pouco mais velho, e talvez já não estar a ser amamentado, antes de ir para fora sem ele. Ler Mais...

Escarlatina – Quais são os sintomas?

A criança aparece com febre alta dores de cabeça ou de barriga, dificuldade a engolir, falta de apetite, mal-estar e a língua muito encarnada, quase «escarlate». Depois de umas horas ou escassos dias, a língua fica branca, a febre mantém-se e aparecem pequenas manchas, como pequenos pontos, poupando a zona à volta da boca e do nariz, mais concentradas no sangradouro (braços). Depois a febre desce, e a criança começa a melhorar, porque na quase totalidade dos casos o diagnóstico é feito e a terapêutica instituída. Nos raros casos, actualmente, (frequentes há décadas) em que a doença seguia o seu curso, também curava espontaneamente, apesar de mais dias de enfermidade, Só que ficava o risco do aparecimento de febre reumática, e das lesões do coração ou dos rins. geralmente muitos anos depois da escarlatina. O mesmo se passava, aliás, com amigdalites estreptocócicas não tratadas. Passados alguns dias, a pele começa a descamar, voltando a ter o aspecto inicial. Ler Mais...

Que acontece nos dois primeiros trimestres?

Nas primeiras 12 semanas de vida, o primeiro trimestre, o seu bebé muda rapidamente de um indistinto grupo de células para um ser humano. Durante esse tempo, o corpo começa a formar-se e todos os órgãos principais estão em desenvolvimento. Pelas oito semanas, as quatro cavidades do coração estão formadas e podem ver-se batimentos numa ecografia. O seu bebé, agora chamado feto, perde a cauda e os membros começam a formar-se. Pelo fim do primeiro trimestre, o bebé está completamente formado; estão a desenvolver-se as feições e os órgãos principais começam a funcionar. O segundo trimestre, da semana 13 à 27, é um período de crescimento rápido pois o bebé cresce cerca de 6 cm por mês. O bebé começa a movimentar-se e pode engolir e ouvir sons fora do útero. Pela semana 24, a maior parte dos sistemas está formada e, fora os pulmões, os órgãos principais estão a funcionar. Ler Mais...

Como estimular a fala?

Os bebés precisam de ouvir falar. E quando o fizer, estabeleça um contacto visual para que o bebé perceba que as palavras têm uma parte mecânica, muscular, que faz com que os lábios e a boca mudem de forma. Por outro lado, o bebé fica a saber que está a falar com ele e interessar-se-á muito mais pela conversa. Quando falar com o bebé, seja em que idade for durante este primeiro ano de vida, dê-lhe tempo para ele pensar e responder, mesmo que por trejeitos ou sons díspares. O «paiês», como chamam alguns especialistas ao dialecto que se estabelece entre a criança e os pais, é uma linguagem codificada, só acessível aos pais e às crianças. É por isso que alguns pais dizem carinhosamente, falando sobre o filho: «o meu gordo», e outros podem sentir isso como uma ofensa. Não se importe de parecer um locutor que descreve cada jogada. Vá dizendo ao seu bebé que «agora vai tomar banho», «agora vai mudar a fralda». É preciso que ele ligue os acontecimentos à sua descrição verbal. Cante. Cante para ele. Os bebés adoram música - é essa a sua verdadeira fala e gostam de ouvir as mães e os pais. A musicalidade das palavras torna-as doces e os bebés entendem. E assim, dia após dia, vai interiorizando as palavras como tradução dos objectos e das situações. Invente lengalengas, canções, adapte músicas já conhecidas às personagens da vossa casa. Quando falar com o seu bebé, desligue a televisão e outras formas de ruído que o distraem e não ajudam a entender a conversa aliás, esta sugestão também se aplica às conversas entre adultos. Evitem zangas e discussões à frente dele. Ficará muito perplexo, não compreendendo nada do que está a ser dito, verá apenas a vossa expressão zangada e pensará sempre que estão a ralhar com ele. Crianças bilingues A capacidade de aprender línguas é quase ilimitada. Só não o é porque dos cento e tal sons existentes no mundo, na linguagem falada, uma pessoa não consegue pronunciar todos eles, ficando pelos 80-90%. Quando os pais ou avós são de países que falam línguas diferentes e querem que a criança aprenda as duas línguas (por exemplo, português e francês, ou italiano e inglês), é sempre melhor o progenitor ou familiar que «representa» essa língua só falar com o bebé essa mesma língua. A língua falada entre os pais ou em conversa geral pouco importa. Importa sim que o bebé atribua uma língua ao pai e outra, por exemplo, à mãe. Mais facilmente organizará dois dicionários, duas gramáticas separadas, podendo depois «pensar em português» ou «pensar em inglês», e não ter que traduzir o pensamento, o que acontecerá se ambos os pais falarem as duas línguas indiscriminadamente. Ler Mais...
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