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Fiz uma episiotomia e tenho imenso medo de ir à casa de banho. Pode aconselhar-me?

Muitas mulheres que fizeram um corte ou rasgaram a zona do períneo sentem desconforto durante algum tempo depois do parto. Podem ter também alguma dor ou "ardência" quando urinam ou defecam, mas isso só durará alguns dias. Verter água quente sobre essa zona quando urina ajuda, pois isso ajuda a diluir a urina e a reduzir a sensação de ardência causada pelo ácido da urina. Se a sua sanita for junto ao chuveiro poderá utilizar o telefone do chuveiro na sanita. Sem dúvida que um bidé é o ideal embora muita gente não tenha. Beber muitos liquides também ajudará a diluir a sua urina. É normal que os seus intestinos não funcionem durante um dia ou dois depois do parto. Muitas mulheres sentem-se ansiosas a primeira vez que os intestinos funcionam, mas é pouco provável que isso danifique os seus pontos. Contudo, se ficar com prisão de ventre, isso poderá causar desconforto. Assegure-se de que bebe muita água e come fruta e legumes frescos para ajudar a evitar isso. Se vir que continua com prisão de ventre, a sua parteira poderá dar-lhe um laxante suave se necessário. Ler Mais...

As diferenças bio antropológicas

Até há cerca de 20 anos pensava-se que os rapazes e as raparigas eram iguais, tudo dependendo de como os pais e os restantes adultos os tratavam. As catadupas de investigação entretanto surgidas mostram que há diferenças neuro comportamentais, para além das evidências anatómicas. E essas diferenças, constatadas no cérebro e nas funções cerebrais, condicionam sentimentos, modos de apreciar os eventos e comportamentos. Esta forma diferente de «estar», que tem a ver com desígnios antropológicos muito antigos, inclui os comportamentos em áreas como o risco e a gestão do risco, expressão da agressividade, capacidade de aprendizagem, maturidade, visão a longo prazo, traduzindo-se em diferenças, por exemplo, nos comportamentos de risco acrescido ou nos acidentes. A linguagem é um bom exemplo das diferenças de género, como a atenção ou o campo visual. A evolução genética não muda da noite para o dia - o caçador ou guerreiro tinha de ter um campo visual estreito, para fixar a presa ou o inimigo e perceber os sinais indiretos da sua presença. Não podia, pois distrair-se com estímulos acessórios e laterais. Da mesma forma, as respostas orais tinham de ser lacónicas, curtas, secas. As mulheres, pelo contrário, na sua condição de cuidadoras e guardadoras das crianças, em espaços circulares fechados, tinham de ter um campo visual alargado e perceber rapidamente o ambiente que as rodeava. E como uma das suas funções era entender a trama do tecido social, a chamada «intriga», tinham de falar demoradamente, descrevendo tudo o que podiam, atendendo a todos os estímulos presentes. Nas salas de aula ainda se observam bem estas diferenças, na atenção, na maturidade, na assunção de responsabilidades e no tempo que as crianças aguentam certas atividades, entre outros exemplos. A colocação dos rapazes e das raparigas numa sala de aula, no jardim-de-infância, é essencial: eles deverão estar na linha da frente e elas poderão estar mais atrás, por exemplo quando se está a contar uma história, tentando diminuir os estímulos distrativos (luzes, vozes, reflexos, etc.) que afetarão mais a eles. Um dos órgãos responsáveis pelo sistema emocional cerebral é a chamada amígdala (que nada tem a ver com as amígdalas da garganta), onde se gerem muitas das emoções negativas, e que se desenvolve mais cedo e melhor nas raparigas. Isto faz com que, desde muito pequenas, elas consigam melhor transmitir os seus sentimentos em comunicação verbal ou outra, enquanto os rapazes ficam mais atrapalhados nessa conversão, podendo bloquear por impossibilidade de expressar o que sentem antes de o interlocutor «contra-atacar». Outra diferença marcante, sobretudo depois do ano e meio tem a ver com a exploração dos locais e das situações novas: os rapazes são geralmente mais ousados, mais ativos fisicamente, praticando o que se chamam as «dependências dominantes». As raparigas não são menos ativas perante o meio e as pessoas, mas exploram-no de outra maneira, com menos imposição «fálica», e mais sedução e charme. Exploram o que se denomina por «dependência íntima», que passa pelo toque suave e pelo colo. Dado que também têm uma melhor motricidade fina, mais precocemente do que os rapazes, entretêm-se mais cedo com atividades calmas e manuais do que eles, que são mais atabalhoados nos gestos e preferem o exercício do corpo de forma global, lido por vezes pelos pais como comportamentos «abrutalhado». Ler Mais...

Queijo, requeijão e natas

O queijo vem do leite concentrado e sujeito a fermentação por fungos e bactérias que lhe conferem o... cheiro a queijo. O teor de gordura no queijo é muito elevado, embora já existam queijos light que deverão sempre constituir a opção. Por cada 100 gramas, a gordura anda à volta de 20 a 40 gramas, desde 19 no Camembert a 32 no Serra. O queijo fresco tem 24, as mesmas que o flamengo, mas dado que «não sabe a queijo», muitos pais ignoram que tem a mesma quantidade de gordura. Pode dar-se queijo às crianças - como o sabor e o cheiro são muito acentuados, umas adoram outras detestam. Desde que não façam alergias e que as quantidades sejam simbólicas não há qualquer problema em dar queijo. O requeijão é menos calórico e tem um sabor mais neutro. Às vezes é uma boa solução para as fases de pouco apetite ou de doença. As natas têm muita gordura - cerca de 40 gramas por 100 gramas. Embora as crianças não comam natas, há que pensar duas vezes antes de adicionar natas aos bolos e molhos, bem como pensar na que vai nos gelados. É sempre bom limitar as quantidades deste produto, quanto mais não seja para a criança não crescer com o hábito de adicionar natas na culinária ou de comer gelados a granel. Ler Mais...

Reflexos dos recém-nascidos

Os bebés têm vários reflexos presentes no momento do parto e que lhes conferem capacidades de sobrevivência. Reflexo de Moro. Se deitar o bebé de costas e lhe elevar as pernas ele abre os braços em cruz e depois fecha-os num abraço. Reflexo busca. Se tocar na bochecha do bebé ele vira a cabeça à procura de alimento. Reflexo de agarrar. Se puser um dedo na palma da mão do bebé ele agarrá-lo-á fortemente com os seus dedos. Reflexo de caminhar. Se segurar o seu bebé de pé numa superfície, ele fará os movimentos de andar. Ler Mais...

Os «quatro cavaleiros» da cárie

São quatro os fatores necessários formação das cáries: • Dentes; • Bactérias; • Hidratos de carbono; • Fator tempo. Se pensarmos bem, e sem um esforço adicional, mas adquirindo hábitos e ensinando algumas regras, podemos atuar em todos estes fatores - basta uma dieta saudável, uma boa higiene oral e visitas regulares ao médico dentista. Por incrível que possa parecer, as cáries dentárias na dentição de leite são uma das doenças mais comuns da infância. Existe particularmente um padrão particular de cárie que ultrapassa, em incidência, muitas outras doenças - é a chamada cárie precoce da infância ou síndroma do biberão. A síndroma do biberão caracteriza-se pelo aparecimento rápido de cáries profundas em crianças pequenas, devido à exposição frequente, por longos períodos de tempo, a líquidos contendo açúcar. Os dentes da frente e de cima são os mais afetados. Os estádios precoces caracterizam-se por uma mancha branca tipo giz devido à descalcificação causada pelos ácidos produzidos pelas bactérias da boca. Um estádio mais avançado pode aparecer como uma coloração acastanhada ou negra, com grande destruição da coroa dentária e exposição da raiz na linha da gengiva. Os dentes podem ficar totalmente destruídos. As manifestações deste problema incluem dor, infeção, abcessos e dificuldade em mastigar. Pode causar também atraso no crescimento, problemas na posição dentária e problemas da linguagem, associado a cáries na dentição permanente. Se os dentes de leite estão muito destruídos por cárie, não são capazes de ajudar a guiar os permanentes para a sua posição, resultando em má posição dentária. Este problema é grave, podendo afetar a capacidade de concentração da criança, criando dificuldades no dormir e comer. Por outro lado, leva a uma baixa autoestima por parte da criança que muitas vezes se sente mal com o estado degradado dos seus dentes e do seu sorriso, fechando a boca constantemente. Ler Mais...

Posso utilizar a piscina de parto para o trabalho de parto e parto se já tiver tido uma cesariana anteriormente?

Infelizmente, recomenda-se que se tiver tido anteriormente uma cesariana, os batimentos cardíacos do seu bebé e as suas contrações precisarão de ser monitorizados continuamente durante o subsequente trabalho de parto e parto, o que não pode ser feito numa piscina de parto. A razão para uma monitorização contínua nesta situação é que há uma probabilidade, embora bastante pequena, de uma rutura do útero. Isso por vezes não causa dor e a única indicação pode ser a alteração dos batimentos cardíacos do bebé. Se decidir que quer um trabalho de parto e um parto na água depois de ter tido uma cesariana, a escolha é sua, mas deve estar completamente consciente dos riscos. Ler Mais...
Ardencia na cesaria | Para Pais.