Roer as unhas



Também chamada «onicofagia», as razões para roer as unhas são muitas, designadamente os chamados «hábitos nervosos», como chuchar no dedo, tirar «macacos» do nariz e comer, fazer madeixas no cabelo ou ranger os dentes.

O roer as unhas, apesar de por vezes levar a lesões que certamente causam dor aos próprios, como expor a polpa dos dedos a toques ou fazer lesões até sangrar, alivia tensões e ansiedades, podendo ser uma forma de combater situações de stresse, sobretudo em crianças tímidas e inseguras.

Mais importante do que estar sempre a chamar a atenção para o facto, especialmente em público, ou a dizer «Não roas as unhas!», é pensar porque é que esta situação acontece e apoiar a criança no sentido da sua securização, o que não acontecerá certamente se estiver sempre a ouvir remoques e recriminações. Além do mais, este comportamento é quase sempre inconsciente.

Por isso, o uso de vernizes de mau sabor ou qualquer outra forma de castigo é injusto e contraproducente. Se os problemas de base não forem resolvidos, a criança manterá o hábito e a compulsão é tal que acaba inclusivamente por se habituar ao amargo dos vernizes.

Por outro lado, os pais devem estar sempre do lado do filho e mostrar-lhe isso, designadamente quando uma outra criança ou algum adulto goza com ele ou está sempre a frisar o fato.

Se o hábito se estiver a agravar ou se a criança demonstra muito stresse e ansiedade, será bom debater o assunto com o médico-assistente (de preferência sem a criança presente) para eventual psicológico.

Conselho

Quanto muito, os pais poderão, com meiguice, dar um pequeno toque ou fazer um sinal à criança, quando ela estiver a roer as unhas, mas de cumplicidade discreta e não de acusação direta.

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