Querer tudo



Quantas vezes já vos aconteceu, por exemplo, numa loja ou supermercado, o vosso filho agarrar-se a um brinquedo ou qualquer outro objeto, e não o querer largar Além dos olhares incómodos das outras pessoas, e do embaraço perante os empregados, o lampo também é sempre contado e o que fazer numa situação destas é duvidoso. Ralhar?

Não ralhar? Ceder? Não ceder? Ignorar? Dar atenção e tentar explicar que a mãe não pode levar tudo o que ele quer? -Eu quero Eu quero Mas eu quero. Geralmente estas cenas acabam com os pais a largarem tudo e a saírem, recriminando a criança e com o dia estragado.

Mas há que pensar em alguns aspetos: não dizemos nós que «É Natal todos os dias»?

Não aparecem constantemente, na hora «das crianças», anúncios televisivos incitando ao consumo? Não são levados, às vezes, em passeio aos centros comerciais (são «centros de comércio», não esqueçamos)? Não digo que os nossos filhos tomem isso à letra, mas que desejam tudo e querem tudo o que desejam é um lacto.

Quando uma criança começa a «querer», quer simplesmente porque quer, ou seja, se lhe dermos a coisa que ele deseja, larga-a e quer outra, e outra, e outra. Quer apenas porque quer. E se todos os seus desejos forem consubstanciados sem limites, aprenderá apenas a ser eterno insatisfeito – sempre que estiver num local, numa situação, numa viagem, desejará sempre o que não tem e sem ter o gozo dos momentos que vive.

Comentários

Querer tudo | Para Pais.