Que tal promover duas ou três coisas destas?



  • estarmos mais tempo com os nossos filhos e, mesmo que isso seja impossível, melhorar a qualidade do tempo em que estamos com eles. Se a nossa vida não nos deixa mais de «5 minutos» ao fim do dia para estarmos com os filhos, vamos aproveitar esse tempo com rigor estando disponíveis a 100%, brincando com eles, ouvindo-os, conversando, estando. Para além disso, as próprias atividades do dia-a-dia, como dar banho, alimentar, poderão ser feitas com menos stresse e sem que seja sempre um -frente-, e sim com mais alegria – se, ao mudar uma fralda, estou a pensar no mau cheiro e na porcaria, passarei alguns momentos muito desagradáveis. Se, em vez disso, for reparando na cara do meu bebé, no seu sorriso, nas gracinhas que já faz, o frente deixa de ser frente. Por outro lado, ao fim-de-semana, poderemos organizar melhor o tempo para atividades em conjunto com os filhos, em vez de estar tudo na mesma sala, especados em frente do televisor, a fingir que se está junto quando cada um deseja é estar sem os outros, que importunam, fazem barulho e incomodam. Além disso, quantas vezes se vai passear para um centro comercial atafulhado de gente e onde as crianças fazem birras porque querem isto e aquilo, em vez de as levar a um parque, à praia ou simplesmente a passear nas ruas, aproveitando esse espaço para mostrar-lhes casas, ensiná-las, comunicar com elas…
  • velarmos mais rigorosamente pela sua saúde, designadamente cumprindo o esquema de vigilância da saúde, ou seja, levando os nossos filhos às consultas de vigilância da saúde e cumprir a vacinação a tempo e horas, dar-lhes os suplementos e medicamentos que porventura eles necessitem de tomar;
  • criar um ambiente seguro, de modo a que os nossos filhos possam desenvolver-se, brincar e aprender a vida sem para isso correrem riscos de sofrer um acidente com lesões e traumatismos graves – assim, teremos de rever a nossa casa, a maneira como transportamos os nossos filhos no automóvel, os locais onde eles brincam, os infantários, creches e jardins-de-infância. Ao mesmo tempo, teremos de ser consumidores mais exigentes em relação aos bens que consumimos e aos serviços que utilizamos. Há regras, existem leis, e uma boa meta será preocuparmo-nos um pouco mais com a segurança das crianças;
  • darmos ainda mais mimo e mais colinho aos nossos filhos, o que não tem nada a ver com cedermos às suas chantagens ou utilizarmos o amor como moeda de troca. Educarmos os nossos filhos, não permitindo malcriações nem pondo-nos de cócoras perante eles é uma boa maneira de lhes dar amor. Por outro lado, devemos criar na família um ambiente de solidariedade sem cair no «sufoco», ou seja, respeitando a privacidade dos momentos e dos espaços de cada um, bem como organizar a vida familiar segundo algumas regras, mas que podem (e devem) ser transgredidas em alguns momentos sem que isso signifique o fim do mundo;
  • criarmos um ambiente familiar que não seja de crispação, de stresse e de guerrilha. Quando chegamos a casa, depois de um dia de trabalho e mesmo que cansados, não podemos ver a casa e a família como inimigos, mas sim como um espaço e uns aliados que nos vão enfim dar o repouso e o bem-estar que desejamos;
  • dialogarmos um pouco mais com as outras pessoas que tomam conta dos nossos filhos, como os educadores e os profissionais de saúde. E interessarmo-nos também mais pelas suas atividades em casa e fora dela;
  • sermos um pouco mais nós próprios, mais naturais, estarmos mais disponíveis e mais descontraídos, sem andar a querer provar, em todos os momentos, que somos perfeitos ou que nunca nos enganamos. A fraqueza não está nos erros, está em não se saber reconhecê-los.

Se melhorarmos pelo menos estes capítulos, o ano vai ser certamente muito melhor do que o passado, e a nossa função como pais bastante mais eficaz e agradável.

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