Quais são as causas?



As causas do testículo não-descido não se encontram ainda completamente esclarecidas. Em algumas crianças, o processo de descida do testículo pode prolongar-se pelas primeiras semanas de vida, pelo que a existência de testículo não-descido nesta idade poderá corresponder a uma fase transitória normal da migração testicular. A partir dos 12 meses é muito rara a descida espontânea do testículo.

Algumas situações têm sido associadas a um aumento significativo da incidência de testículo não-descido: ser primeiro filho, a mãe ter menos de 20 anos, parto pélvico, baixo peso ao nascer e hérnia inguinal.

Uma situação que interessa referir por ser a mais importante no diagnóstico diferencial do testículo não-descido é o chamado «testículo retráctil» (ou em «ascensor»), em que o órgão é puxado para fora do escroto por acção reflexa de um músculo, o cremaster. Este reflexo é ativo sobretudo entre os 2.° e 7.° anos de vida, com o máximo aos 5-6 anos. Assusta os pais, que de repente vêem que o testículo «desapareceu», mas se palparem o escroto da criança, com as mãos quentes, quando ela está a dormir, puxando devagarinho de cima para baixo, vão reparar que os testículos estão lá. Se eles estavam em baixo ao ano de idade, sem margem para dúvidas, então mesmo que desapareçam mais tarde é uma situação de testículo retráctil. Por isso é que importante que os pais confiram com o médico assistente se ele registou no Boletim de Saúde Infantil e Juvenil do bebé se os testículos estavam ou não nas bolsas escrotais, quando fez os exames no primeiro ano de vida.

É possível que alguns dos casos de crianças mais velhas, nomeadamente alguns dos submetidos a intervenção cirúrgica (neste caso desnecessária), sejam casos de testículos retracteis cujo diagnóstico diferencial não foi feito adequadamente, muitas vezes por falta de registo no Boletim de Saúde.

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