Quais os sintomas?



Os sintomas clássicos da apendicite são dor abdominal, febre e vómitos. A dor começa geralmente mais acima do que a localização real do apêndice, ou seja, acima e ao centro, quase como se fosse uma dor de estômago. Com o evoluir da situação, a dor aumenta de intensidade e desce para a região umbilical, até se estabelecer, finalmente, na fossa ilíaca direita (parte inferior do abdómen, do lado direito).

Em alguns casos, no entanto, pode manter-se nos quadrantes superiores do abdómen, quase junto às costelas – são as chamadas apendicites retrocecais, em que o apêndice está colocado numa posição diferente do habitual e, por este motivo, a dor pode não ser corretamente interpretada.

A dor da apendicite é uma dor que pode ser intensa e que é, sobretudo, insistente e duradoura, causando mal-estar. Depois de estabelecida a dor, começa a febre, não muito alta, havendo também perda de apetite, náuseas e vómitos, com sensação de mal-estar e prostração.

O facto de a dor começar antes das náuseas e dos vómitos ajuda a diferenciar a apendicite de uma vulgar gastroenterite. Antes dos 2 anos de idade, embora a apendicite seja bastante mais rara, os sintomas mais comuns são vómitos e distensão abdominal.

A dor provavelmente ocorre também, mas a dificuldade que a criança tem em comunicar esta dor, ou pelo menos em dizer o que sente, e o facto de os adultos a interpretarem deficientemente, faz com que a dor não seja tida como um sintoma tão primordial como na criança de mais idade. Isto pode levar a que a apendicite, nos primeiros anos de vida, possa ser diagnosticada tardiamente, com tudo o que isso pode acarretar.

O diagnóstico de apendicite não é tão fácil como pode parecer, ou pelo menos, pode ter alguns escolhos e dificuldades. Há situações que podem mascarar o diagnóstico, especialmente as infeções gastrointestinais, bem como uma outra situação, a chamada linfadenite mesentérica, na qual se verifica uma inflamação dos gânglios do abdómen (tal e qual como acontece com outros gânglios do corpo), e que é causada por um vírus. Esta situação em tudo se assemelha à apendicite, porque os gânglios comprimem os nervos intestinais, dando dor, e muitas vezes provoca inclusivamente a intervenção cirúrgica.

Se a apendicite não for tratada, o apêndice infetado pode perfurar e abrir-se, causando a expansão da infeção ao resto do abdómen e provocando peritonite, situação bastante grave, com dores muito fortes, febre elevada e prostração, podendo a criança entrar em choque.

Se o apêndice for removido a tempo e horas, antes de perfurar, as complicações são muito raras e o internamento breve. Nos casos em que existe perfuração, com peritonite, as complicações são maiores e o tempo de hospitalização também superior, com necessidade de recorrer a drenos e a antibióticos. Os métodos cirúrgicos são cada vez melhores e as incisões (e futuras cicatrizes) cada vez menores e mais bem colocadas, de forma a quase não se verem (o que tem muita importância nas raparigas, pelos eventuais efeitos estéticos).

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