Preocupar-me?



Não são apenas os profissionais de saúde quem detém a informação e os conhecimentos necessários para resolver a maioria das situações. A experiência de quem, por exemplo, já passou três ou quatro vezes pela paternidade, é grande e deve ser utilizada. Os familiares, amigos e colegas são um excelente recurso.

E a informação encontra-se já acessível, seja em livros, seja na Internet, embora haja sempre necessidade de se ser criterioso e ter a certeza de que se está num sítio com informação fidedigna.

Muitas vezes, os pais já sabem o que fazer, mas precisam apenas de alguém – com experiência e sabedoria -, que lhes confirme que a sua decisão está certa. As «primeiras vezes» são sempre angustiantes: o primeiro episódio de febre, o primeiro vómito, a primeira falta de ar, o primeiro espirro.

Daí a importância de os pais indagarem – e os médicos explicarem – que sintomas e sinais poderão aparecer, na idade em que a criança está. Dou um exemplo: depois da entrada no infantário ou jardim-de-infância, é de prever um aumento grande do número de episódios de doença, e isso não deve ser visto como uma coisa estranha. Maçadora, mas não preocupante.

Por vezes, a confusão instala-se quando não há uma «voz de comando» – é frequente os avós darem opiniões (e porque não?), mas como o fazem de um modo imperativo, os pais sentem-se fragilizados e não sabem o que fazer quando sentem que essa opinião não corresponde à sua própria opção – para as avós é complicado pensar que os seus filhos já são, eles próprios, pais. E competentes.

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