Pontos a considerar



  • o sentimento de pena relativamente aos intervenientes do processo, com especial ênfase para o filho ou filha e, principalmente para os netos. Por muito que se saiba que as crianças envolvidas em divórcios não têm, só pelo facto, um futuro pior do que as outras, também sabemos que em muitos casos o processo não é tranquilo e, para os avós, não é fácil aceitar as guerras e conflitos em que as crianças são puxadas e empurradas ou utilizadas como trunfo na manipulação dos sentimentos, dos afetos, e até dos aspetos práticos (dinheiro, fins-de-semana, etc.);
  • o trabalho que, geralmente, cai em cima dos avós, dado que o filho ou filha ficam mais sozinhos e tendem a apoiar-se nos respetivos pais (o que é natural), especialmente para coisas do dia-a-dia (ir buscar as crianças, dar-lhes jantar, tratar de roupa, etc.);
  • a «vergonha» social;
  • o recreio de que, ficando os netos com algum dos pais, que os avós do lado «contrário» deixem de ver os netos – isso acontece com uma enorme frequência, o que vai contra os interesses da criança. Ao divorciarem-se, os pais não podem, mesmo que o desejem, riscar do mapa a família do ex-cônjuge. Usar as proibições e limitações dos contactos com a família alargada do outro progenitor vai contra o que a Convenção sobre os Direitos da Criança estabelece e é moralmente reprovável,
  • a tentação de «dizer mal» do outro ou da outra, que na nossa versão de pais «fizeram mal» aos nossos filhos. E quantas vezes os netos acabam por ouvir frases e comentários sobre os seus pais, que agridem a imagem que devem ter deles e em nada ajudam – se é isso que os avós pretendem – a fazer com que eles os amem mais.

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