Perguntas e Respostas



Tenho de pôr o meu filho no jardim-de-infância e talaram-me de um muito bom, mas fica longe de nossa casa e dos empregos, do meu e do meu marido…

No grupo etário do 1 aos 5 anos é muito importante tentar que as várias atividades da criança (desde a creche ou jardim-de-infância à natação) fiquem próximas umas das outras, e de preferência ao pé de casa ou dos empregos dos pais. Acresce que, para uma criança desta idade, estar em vários sítios ao mesmo tempo e não pertencer verdadeiramente a nenhum, leva a sentimentos de isolamento e solidão.

Temos dois filhos, de 5 e 3 anos, e estamos a pensar mudar de casa. Quais os critérios que devemos levar em linha de conta?

Há múltiplos aspetos a considerar quando se compra uma casa. Basta ir a um sítio na Internet de uma agência imobiliária e vê-se o que lá está, e o que está é o que o cliente deseja.

Mas raramente há informações sobre a insolação das casas (exceto em apartamentos de luxo), a sua orientação em termos de pontos cardeais, a orientação do vento, se o local é num vale ou numa colina, se há linhas de água perto, se existem postes de alta tensão nas cercanias, se os prédios à volta sufocam o que está à venda, se é fácil estacionar, se tem parques infantis próximos, enfim, detalhes e mais detalhes que lá não estão. E que porventura não vemos quando visitamos as casas.

Como a qualidade da habitação influencia, de modo determinante, a saúde dos seus habitantes, designadamente das crianças, acho que devem ser muito exigentes, desde o ambiente indoor, como o tipo de chão, de tapetes ou o arejamento e aquecimento, à localização, humidade da região, vento, insolação ou poluição incluindo o ruído, entre muitos outros fatores. Já sem falar na vizinhança, nas relações de rua, no tipo de bairro, na relação humana com os demais residentes e conviventes.

Quais os efeitos do ruído numa criança de 4 anos?

O ruído pode ser definido em duas dimensões: as lesões tísicas que provoca e as perturbações psicológicas que desencadeia. Muitas vezes torna-se difícil estabelecer uma relação direta, clara e inequívoca, entre o ruído e as lesões ou os comportamentos que depois se observam nas crianças.

Uma criança que está sujeita a um ruído intenso e sistemático desenvolve problemas em adormecer, insónias, um mau desenvolvimento das diversas fases do sono, nervosismo, irritabilidade, agressividade e até hipertensão, além de perda da audição sobretudo em relação a algumas frequências do som.

O uso de telemóveis causa cancro?

Ainda não há provas científicas indiscutíveis de que o uso de telemóveis cause cancro do cérebro ou qualquer outro tipo de cancro.

E problemas de audição?

Quanto à audição, trata-se de um problema diferente, já que não passa pela alteração do ADN celular, mas sim pela lesão direta sobre as células.

Nesse aspeto, claro que quanto mais se utilizar encostado ao ouvido maior o potencial risco de causar anomalias embora, quando surge uma surdez, seja difícil dizer se foi o telemóvel que a provocou.

No entanto, como as crianças tem uma parede óssea mais Ima do que um adulto, e o chamado eleito de ressonância faz com que as micro-ondas penetrem em maior profundidade, ó maior o nível de radiação que atinge o cérebro. Por outro lado, parece haver algumas indicações de que o sistema imunitário infantil possa ser mais sensível à ação continuada das ondas emitidas pelos telemóveis.

Vi uma casa de que gostei muito, mas reparei que passam perto linhas de alta tensão. Tenho um filho de 3 anos. É perigoso?

A Ciência ainda não conseguiu dar uma resposta definitiva, o que não quer dizer que o risco não possa existir. O maior fator de risco é representado pelos campos eletromagnéticos gerados pelas linhas, os quais não podem ser blindados, ao contrário dos campos meramente elétricos.

Numa criança desta idade, a exposição pode introduzir-se por tristeza, perturbações do sono, insucesso na aprendizagem, entre outras. Alguns estudos referem uma maior taxa de depressão, outros falam de irritabilidade e agressividade.

Mas sendo situações que têm a ver com fatores pessoais e ambientais, tantos e tão vastos, é sempre difícil se não mesmo impossível, relacionar diretamente as duas coisas em termos de causa-efeito.

Tenho um filho de 4 anos que anda doido para ter um cão. Só que vivemos num apartamento que, apesar de ser grande, é no centro da cidade…

Antes de decidir, considere o seguinte: será que o animal, independentemente da vossa escolha irá dar-se bem com o ambiente de casa, e com a personalidade dos vários habitantes da casa, entre os quais as crianças? Está bem de saúde? Foi visto recentemente por um veterinário?

Tem ideia do que vai ser necessário em termos de cuidados, desde a higiene á alimentação, passando pelos cuidados médicos, passeios, etc., o que é variável conforme o animal e as raças? Já pensou (fazendo uma lista por escrito) em tudo o que será necessário? E quem vai tomar conta do animal? Ou durante os fins-de-semana e feriados, ou nas férias?

É mesmo verdade que o fumo passivo é lesivo para as crianças, ou trata-se de mais um exagero de fundamentalistas?

Para além de irritar os olhos e as vias aéreas, os mais de 3500 compostos existentes no turno do tabaco aumentam a probabilidade do aparecimento de pneumonias, bronquite tosse e dificuldade inspiratória otites e agravamento da asma.

As vias aéreas da criança são estreitas e, portanto, muito sensíveis à acumulação de secreções Ainda por ama, os outros mecanismos de expulsão das secreções – tosse, torça muscular – estão anda pouco desenvolvidos.

O fumo do tabaco vai diretamente inibir um dos mais eficazes mecanismos de limpeza, os cílios brônquicos, que são pequeninos pêlos que fazem movimentos coordenados no sentido de expulsar para orna tudo o que se vai acumulando nos brônquios. Ou seja, na prática, o fumo passivo resulta em mais bronquiolites, pneumonias, adenoidites ou crises de asma.

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