Perguntas e Respostas sobre a Linguagem



Quando é que as crianças começam a falar?

Desde o primeiro dia que o bebé se lenta expressar através da comunicação verbal, mesmo para além do choro. E desde antes de nascer que o bebé ouve esta estranhíssima coisa que é a voz humana e as palavras dos vários idiomas. Ouve tons e sons, timbres e melodias Cantos.

O canto dos pais Ouve vozes cansadas, felizes, agressivas e tranquilas. E percebe que. um dia, terá de falar mais «organizadamente». Mas só quando alguns factores se tomarem prementes: a necessidade, para obter -coisas-; a comunicação para contar -coisas-; o gosto de falar por falar, embalando-se na melodia das palavras, como se de uma música se tratasse.

Sou portuguesa, o pai da minha filha é inglês e estamos a viver na Alemanha, onde ela frequenta um jardim-de-infância. Estou apreensiva com o que pode acontecer na aprendizagem da fala.

Quando os pais são de países que falam línguas diferentes e querem que a criança aprenda as duas línguas, recomenda-se que o progenitor (ou familiar, no caso de serem os avós) que -representa- essa língua só fale com a criança essa mesma língua, independentemente das outras línguas que ela ouve.

A língua falada entre os pais ou em conversa geral não importe tanto. E no jardim-de-infância para onde vai, irá ouvir ainda outra língua. Provavelmente falará duas línguas bem (a do pai e a da mãe) e a outra com maior dificuldade, mas com acerto.

Há vantagens em uma criança de 5 anos aprender línguas?

O multilinguismo está associado a um desempenho globalmente melhor na leitura e na escrita, com maior facilidade na procura de palavras e mais correcta construção de frases, bem como com uma melhor capacidade de análise, interacção social e competências académicas. Por outro lado, saber várias línguas securiza a criança, especialmente nestes anos de maior insegurança e receio de abandono, porque lhes dá um «seguro» para usar em caso de necessidade, com aumento da autoestima e da autoconfiança. Saber línguas ajuda, também, a entender melhor os fenómenos migratórios e a perceber as vantagens de uma sociedade pluncultural e multi-étnica Todavia, esta aprendizagem deve ser feita com tranquilidade e dentro de um espírito lúdico e sem sobrecarregar a criança.

O meu filho tem 2 anos e parece que fica parado, quando lhe pergunto alguma coisa. Repito, repito, e ele sempre a olhar para mim.

Quando falar com ele, dé-lhe tempo para ele pensar e responder, mesmo que por trejeitos ou sons
díspares Não tente ter o monopólio da conversa. Enquanto estiver a falar e a perguntar-lhe ela estará a ouvir. É bem-educada. sabe que não se interrompe quem fala e que se deve ouvir até ao fim para poder retorquir Por outro lado. quando falar com o seu filho, exceptuando conversas e frases pontuas,
desligue a televisão e outras formas de ruído que o distraiam e não ajudem a entender a conversa.

A nossa filha tem 3 anos e quando nós discutimos começa a chorar…

As crianças referenciam tudo à sua própria pessoa. Evitem zangas e discussões à frente do vosso filho.

Ficará muito perplexo, não compreendendo nada do que está a ser dito, verá apenas a vossa expressão zangada e como não imagina que as pessoas que mais ama possam estar
zangadas uma com a outra, pensará sempre que estão a ralhar com ele. Para ele, os adultos são
um bloco coeso e coerente, e que não fazem «birras». Portanto, se estão a gritar só pode ser com
ele. Não é a ele lambem que se dirigem quando dizem: «Não mexas aí», «Porta-te bem»?

Estou preocupado porque o meu filho, de 2 anos e meio, não fala quase nada…

Há períodos de maiores demonstrações (o que não significa maiores aquisições), outros de quase estagnação. Ao começar o segundo ano de vida, em média, as crianças dizem algumas palavras como “mamã», «papá”, «não», «cão», «água», «dá», bem ou mal pronunciadas. A capacidade de aprendizagem, associada ao interesse e à necessidade progressiva (e também ao gozo do saber e do sucesso), faz com que, entre os 18 meses e os 5 anos. as crianças aprendam uma média de nove palavras por dia. Depois de conseguir expressar alguns sentimentos, nomear objetos e pedir coisas, as crianças começam a formar frases, mesmo que muito reduzidas, mas com uma entoação que revela o sentimento e o objetivo. E os rapazes são em média mais atrasados do que as raparigas. Não se preocupe se verificar que ele cumpre ordens e entende as coisas. Um dia destes carregará no play.

A minha filha, de 3 anos, começa a dizer uma frase e a dada altura gagueja…

Há dois tipos de gaguez muito diferentes. Um é o gaguejar contínuo, nas várias palavras, com paragens e quebras na fluência que perturbam a fluidez normal da fala. Estas paragens levam à repetição de sons, sílabas ou palavras, ou prolongamento dos sons de modo a que as palavras parecem «esticadas». De quando em quando, um silêncio que também perturba, e a dificuldade de terminar uma frase que já todos entenderam leva à vontade de a acabar pelo outro – provavelmente uma em cada vinte crianças até aos 5 anos tem um problema de gaguez. Muitas vezes, como defesa, a criança que gagueja já sabe onde vai ter maiores dificuldades e limita o seu vocabulário às palavras onde se defende melhor. Outra coisa é a criança que começa uma frase e, a meio, hesita volta atrás e à frente, gagueja e parece não saber onde está. O que acontece é a criança começar um pensamento, querer expressá-lo, e quando a fala (processo mecânico ainda em aprendizagem, nos primeiros anos de vida) está a decorrer, já o pensamento (fenómeno eléctrico neuronal) saltou para outra ideia. E a
Banca fica sem saber onde eslava e para cindo vai, tendo a noção de que o assunto de que estava a falar e o que lhe vai agora na ideia são coisas completamente diferentes. Daí a perplexidade

Em que consiste a terapia da fala?

Muitas pessoas ainda acham que a intervenção dos terapeutas da fala só se justifica para corrigir defeitos de pronunciação ou de dicção. Nada de mais errado. Terapia da fala é algo de mais vasto – uma verdadeira terapia da comunicação, que passa pela articulação das palavras, mas também pela expressão, pela linguagem visia de um modo global, e da identificação e correção de perturbações auditivas, visuais, cognitivas, musculares, respiratórias deglutição e voz. Muitas coisas, portanto que se articulam e relacionam A terapia da tala e da linguagem, indui diversas vertentes tala (articulação, entoação ritmo, sonondade). linguagem (tonotogia, morfologia,  sintaxe. semântica, pragmática); Linguagem receptiva e expressiva (escrita e leitura) e comunicação não verbal (expressão facial, mímica), alem de problemas de deglutição e respiratórios condicionados pelos primeiros.

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