Passeios



Já devem ter reparado, se não, vejam com atenção. Um casal a passear o seu recém-nascido. É um quadro idílico, comovente, enternecedor. Parece que flutuam numa nuvem, acima do passeio, dos mortais e dos outros.

Trocam olhares, cúmplices, entre si, e «aterram» no seu bebé, regularmente, esboçando um sorriso de deleite.

Bebés e pais, a passear, não pertencem a este mundo. Deslocam-se numa outra dimensão. E enquanto o bebé dorme, securizado pela visão de elementos naturais – o sol, as nuvens, o céu, as árvores, os pássaros… e as pessoas, também os pais realizam-se e apercebem-se da grandeza e da transcendência do seu projeto.

A pergunta que muitos pais colocam é: com que idade é que posso levar o bebé a passear?
Sempre. Sempre que sentir que lhe (vos) apetece. Sempre que sair e flutuar na tal nuvenzinha é uma necessidade. E, de preferência, num percurso que não inclua automóvel – não apenas porque se torna mais complicado, mas também porque pressupõe andar por vias mais poluídas.

E passear… com sol e chuva, frio e calor, vento e calmaria…Salvo dias de intempéries ou extremamente frios (ou quentes e luminosos), não deve haver restrições à saída do bebé. Em Portugal, nota-se uma atitude demasiado «prudente» em relação às saídas dos bebés, bem como à liberdade das crianças brincarem à chuva ou com frio. Pelos nossos parâmetros, as crianças da Europa Central ou do Norte não saíam de casa. Por outro lado, às vezes metêmo-las em ambientes que lhes fazem mal, poluídos e estagnados, cheios de gente mas com elementos ambientais artificiais (como alguns centros comerciais).

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