Os valores



Os valores

Quem são as pessoas que nós desejaríamos encontrar por esse país fora, fosse onde fosse, nos serviços ou nos espaços de lazer, como amigos ou representantes políticos?

Essas mesmas, essas pessoas simpáticas, afáveis, competentes, tranquilas, solidárias, inteligentes, diversificadas, criativas, pacíficas… e tantas outras coisas bonitas. São essas pessoas que nós gostaríamos de encontrar. São essas pessoas que nós podemos tentar «criar», sempre com respeito pelas suas opções finais, mas opções essas que dependerão, em grande parte, dos caminhos e limites que formos ensinando e mostrando.

As crianças aprendem como esponjas. Não apenas sob o ponto de vista cognitivo e académico, mas na área emocional e ética. O que fazemos, mostramos e dizemos é sentido pelos nossos filhos como padrões dourados.

Principalmente as duas primeiras vias, que correspondem ao modelo e ao exemplo.

Não queria terminar esta introdução a «Quem é o vosso filho», que terá continuidade ao longo do Livro, sem rever as dezanove «máximas» de Dorothy Law Noite, expressas de forma sublime em 1954, e que bem nos revelam as estratégias que deveremos ensaiar para que os nossos filhos tenham mais hipóteses de ser pessoas felizes, amadas e realizadas:

Se as crianças vivem com críticas, aprendem a condenar.

Se as crianças vivem com hostilidade, aprendem a ser agressivas.

Se as crianças vivem com medo, aprendem a ser apreensivas.

Se as crianças vivem com pena, aprendem a sentir pena de si próprias.

Se as crianças vivem com o ridículo, aprendem a ser tímidas.

Se as crianças vivem com inveja, aprendem a ser invejosas.

Se as crianças vivem com vergonha, aprendem a sentir-se culpadas.

Se as crianças vivem com encorajamento, aprendem a ser confiantes.

Se as crianças vivem com tolerância, aprendem a ser pacientes.

Se as crianças vivem com elogios, aprendem a apreciar.

Se as crianças vivem com aceitação, aprendem a amar

Se as crianças vivem com aprovação, aprendem a gostar de si próprias.

Se as crianças vivem com reconhecimento, aprendem que é bom ter objetivos.

Se as crianças vivem com partilha, aprendem a ser generosas.

Se as crianças vivem com honestidade, aprendem a ser verdadeiras.

Se as crianças vivem com justiça, aprendem a ser justas.

Se as crianças vivem com amabilidade e consideração, aprendem o que é o respeito.

Se as crianças vivem com segurança, aprendem a confiar em si próprias e naqueles que as rodeiam.

Se as crianças vivem com amizade, aprendem que o mundo é um lugar bom para se viver.

Posto isto, avancemos para aspetos práticos, mas mais adiante, neste Livro, voltaremos a abordar os aspetos comportamentais da criança do 1 aos 5, através de situações mais objetivas e concretas, como os amigos imaginários ou a timidez, o mentir, furtar e morder, o partilhar, o autocontrolo ou as visitas da «Dona Birra», entre muitas outras.

 

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