Os sonhos



Quando e quanto se sonha? Como se começa a sonhar? E se os bebés sonham, sonham com quê? Será que os pesadelos são «um terrorista a roubar o biberão?» Ou outro menino a tirar o ursinho de peluche favorito? E os sonhos bons? A mãe? O pai? Os momentos de sol e de bom tempo? O mar? Os passeios com a deliciosa trepidação da calçada portuguesa? O bem-estar, o afeto, os miminhos. Sentir-se amado? Amar? O que sonham os bebés? Será que sonham?

A ciência também descobriu que os sonhos variam, em qualidade e caraterísticas, ao longo do sono – os sonhos do início do dormir são relatados mais brevemente, com menos enredo e pormenores.
Mais para o fim do sono (de madrugada), os sonhos tornam-se mais saborosos em conteúdo (até acontece sonhar, acordar, e tentar voltar ao sonho, tal a riqueza dos pormenores de que nos lembramos). E por vezes, de madrugada, a realidade está aí mas como não nos apetece deixar de sonhar integramo-la no sonho.
No que se refere às fontes dos sonhos, tudo pode ser «sonhável» – as experiências do dia-a-dia, coisas e fatos inventados, cenários que não são os apropriados (pessoas que vivem agora em ambientes ou casas nos quais vivemos há dezenas de anos).
Baseando-se os sonhos nas memórias, na informação e no cruzamentro (por vezes caótico) desses dados, pode dizer-se que um bebé muito pequeno não terá muito material para elaborar os sonhos. Ah! Mas não nos podemos esquecer de toda a memória antropológica guardada no arquivo genético, nem da memória de nove meses de segurança, paz e tranquilidade na vida intra-uterina.

Então os bebés têm, realmente, muito material, bom e mais perturbador, engraçado ou atemorizador, para construir sonhos. Desde a vida intra-uterina.
Os bebés sonham. Felizmente! Espero que sonhem toda a vida, a dormir ou acordados, à procura da utopia e dos ideais que nunca se alcançam mas que são o objectivo da nossa vida.

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