Os avós «de empréstimo»…com muito préstimo



Com a reconstituição das famílias separadas, entraram em cena novos actores: os avós, não de sangue, mas avós na mesma, muitas vezes mais dedicados e com responsabilidades acrescidas no dia-a-dia da criança, e também os tios e primos, mulheres ou companheiras do pai e maridos ou companheiros da mãe (para não escrever a palavra «madrasta» ou «padrasto», que ainda nos faz lembrar a Cinderela ou os Desastres de Sofia). É claro que, tal como acontece nos empregos, nos clubes de futebol ou em qualquer outro grupo de pertença, a chegada de estranhos com as mesmas competências e aparentemente sem provas dadas, pode criar um clima de suspeita. É natural as crianças gostarem dos avós emprestados, avós que não o são no sentido genético e biológico mas sê-lo-ão, seguramente, no sentido psicossocial. É natural também ou não sejam os ciúmes e o receio de sermos diminuídos grandes motores de fatos históricos, que muitas avós «verdadeiras» vejam com alguma suspeita estes novos avós ««de aviário», promovidos sem tarimba, adoptados pelas crianças sem a chancela dos adultos mais velhos.

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