Os amigos imaginários



Muitos são os pais que se confrontam com este tipo de situações, que parecem surgir de repente, do meio do nada.

A ideia inicial é que a criança esteja a gozar com eles, a provocá-los. Depois, que esteja a mentir ou a querer enganá-los. Ou a insinuar que eles, pais, o deveriam levar algures ou a casa de alguém. Finalmente o receio de que seja um sinal ou sintoma de doença, nomeadamente de alguma perturbação mental ou psicose. As reações instintivas a qualquer destas hipóteses, não podem ser muito razoáveis…
Uma coisa é certa: eles existem. E existem mesmo, não é apenas na cabeça da criança ou antes, claro que é, mas a dimensão do fenómeno tem um alcance muito superior a isso.

Antes dos 6 anos é difícil estabelecer uma fronteira clara entre a realidade e a fantasia.

Quase que me atrevia a perguntar se isso chega realmente a acontecer e se nós, adultos, não nos comprazemos também com uma certa confusão, em dados momentos, entre estas duas evidências.

A fantasia faz parte da vida. É assim que, a partir dos 18 meses, quando pegamos num boneco ou num urso de peluche e o vemos com carácter humano, começamos a fantasiar os nossos futuros filhos.

Os amigos imaginários costumam «nascer» por volta dos 3 anos e podem manter-se até aos 6. Com largas variações. Mas sempre com uma constante: existem. E a negação da sua existência é um rude golpe para as crianças.

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