O toque do afeto…



Quantas vezes nos esquecemos deste sentido – o do tato. Sabe-se que o feto, ainda na vida intrauterina. é sensível aos estímulos táteis que lhe chegam a partir dos movimentos da mãe. A massagem suave do ventre materno provoca movimentos do feto. Por outro lado, movimentos «agressivos» da parede abdominal da mãe – como por exemplo espetar um dedo – levam o feto a adotar atitudes de defesa, como o sobressalto e a recua.

E depois de nascer, muito gostam eles de ser acariciados ou simplesmente de se sentirem em contacto com o corpo e a pele dos pais.
A pele é o órgão maior, e dos mais inervados. O toque e o contacto, quando meigos, afetivos e tranquilos, dão calma e prazer ao bebé, fazendo-o sentir-se amado e adorado. Pelo contrário, estímulos desagradáveis (calor, frio, toques «irritados», rápidos, bruscos) fazem-no infeliz e inseguro.
A sociedade ocidental, por motivos vários que não importa discutir agora, tem remetido o estímulo tátil e o toque para as «coisas a abater». As pessoas distanciam-se, cumprimentam-se friamente e evitam tocar-se, não vão ser acusadas de assédio ou de intenções menos claras.

Ora, é necessário o toque e a estimulação do tacto. Como fazem as crianças entre si, ou os adolescentes, ou até os idosos.
É pena que muitos adultos não assumam essa relação com o bebé de uma forma inteiramente descomplexada e livre.
O estímulo tátil é fundamental durante toda a vida. Está intimamente relacionado com o afecto e a segurança. É necessário porque a interacção entre as pessoas não pode ser apenas longínqua e quase virtual. Em pleno século xxi, é altura de deixarmos de ter medo de abraçarmos os nossos filhos e de lhes fazermos festas e mimos.*

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