O «teste do pezinho»



É conhecido por «teste do pezinho», mas o seu verdadeiro e científico nome é «Programa Nacional de Diagnóstico Precoce».
Começou em 1979, por iniciativa do Instituto de Genética Médica, estendeu-se progressivamente a todo o País, e rapidamente atingiu taxas de cobertura elevadíssimas, o que mostra a grande adesão dos pais e dos serviços.

Trata-se de um rastreio de doenças que estão numa fase latente e que, se forem diagnosticadas precocemente, têm soluções que permitem ao bebé não vir a sofrer as consequências (geralmente muito graves) da doença deixada «à solta».

Os rastreios não são diagnósticos, pelo que exigem sempre a confirmação nem todos os bebés em quem o rastreio foi positivo têm a doença, mas passam exatamente à fase de diagnóstico, que dirá, essa sim, se o bebé sofre da doença.

Este método é só possível para as doenças que têm essa fase latente, sem sintomas, como é o caso das consagradas fenilcetonúria e hipotiroidismo, mas também de muitas outras que, progressivamente estão a ser consideradas para inclusão no «teste do pezinho».

A razão de ser entre o 4.° e o 7.° dias, é porque antes do quarto não há a garantia que o bebé tenha bebido leite suficiente para as alterações, caso existam, se notarem (como é o caso da fenilcetonúria, que surge por o bebé não tolerar um aminoácido do leite, a fenilalanina). O 7.° dia é marcado mais arbitrariamente, mas é para não deixar o teste para datas muito posteriores, dado que este processo tem que ser rápido para que o diagnóstico, nos casos positivos, seja feito cedo e o bebé possa beneficiar dos tratamentos e dietas. Se se deixar para muito tarde pode já haver uma deterioração causada pela doença.

FIQUE A SABER: A partir de Outubro de 2004, o Instituto de Genética Médica conseguiu que os resultados do «teste do pezinho» passassem a ser consultados através da Internet, mediante o Código de Barras que é fornecido aos pais na altura da colheita de sangue.
Como devem calcular, realizando-se mais de cento e dez mil análises, seria impossível avisar todos os pais acerca do resultado, até porque as «energias» ficam dirigidas para as escassas dezenas de pais cujos filhos têm que, ou repetir o teste por alguma razão técnica, ou fazer a análise de diagnóstico para confirmar a positividade do rastreio.

Até agora, o que funcionava era o sistema de «não haver notícias, são boas notícias». Para isso contribuía a credibilidade dos CTT. Os pais que desejam podem enviar um envelope pré-selado com a morada, e assim recebem o resultado.
Actualmente, com o sistema na Internet, tudo fica mais fácil e a confidencialidade é totalmente garantida.

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