O teatro



É bom ser-se inteligente, seja lá o que isso significa… mas ser-se inteligente «racional», apenas, é de uma grande pobreza e não leva a altos voos. Durante muito tempo, as crianças (e os adultos) eram avaliados pelos seus Ql’s, com tudo o que isso tinha de falível, errado e até de perverso. Os estudos mais recentes sobre a inteligência mostraram que tão ou mais importante que «saber» é «saber lidar», é «saber relacionar», é «saber sentir». Foi esse um dos pontapés de saída para  valorização da inteligência «emocional», uma das grandes armas de que o ser humano dispõe e que lhe permite sofrer, mas ser feliz, hesitar, mas decidir, raciocinar, mas optar.

Muitas crianças têm dificuldade em lidar com os sentimentos, angústias e medos, são tímidas e desenvolvem pouco a sua inteligência emocional, carecendo assim de factores fundamentais para a «luta do dia-a-dia». que a inteligência racional, só por si, não fornece. Aceitar que uma criança tem de «sentir» é essencial, e por isso não basta «abrir a cabeça aos meninos e enchê-la de informação ou
mesmo de conhecimentos». Os saberes adquirem-se através de um perspicaz equilíbrio entre as duas formas de inteligência – a racional e a emocional.

 

É por isso que o teatro, espaço aberto para a exposição segura do «eu», espaço de criatividade fundamentado na realidade, espaço de lazer e de diversão onde se fala de coisas muito sérias, é um excelente veículo para poder exercitar o relacionamento destas duas vertentes da inteligência, tantas vezes separadas e vistas como antagónicas.

Comentários

O teatro | Para Pais.