O que há a fazer?



É fundamental desculpabilizar os pais e procurar apoiá-los. Não há cura para o autismo e dificilmente se encontrará uma, dado que se trata de um problema de funcionamento global do cérebro. Contudo, talvez um dia as neurociências encontrem uma maneira de compatibilizar este «sistema operativo» com o dos restantes humanos, de forma a permitir o desenvolvimento da comunicação e, consequentemente, das emoções.

Com um tratamento e abordagem adequadas, há maior probabilidade de a criança poder evoluir para uma vida com maior autonomia e quase «normal». Tudo depende do grau da doença e das áreas que estão mais perturbadas. A adolescência é um período crítico, por razões óbvias.

Embora não exista cura, as intervenções que existem agora nada têm a ver com as que existiam há dez ou vinte anos. Os terapeutas do âmbito da neuropsicologia, psicomotricidade, comunicação, entre outros, abriram novos horizontes para que, mesmo não se podendo modificar o funcionamento cerebral ou o «erro» que existe no «sistema operativo», se possam colmatar essas lacunas com aprendizagem de competências e de desempenhos. Uma coisa é certa: quanto mais cedo o tratamento começar, maiores as probabilidades de êxito, e o tratamento só pode ser precoce se o diagnóstico for, ele mesmo, também precoce.

O tratamento médico é discutível e deverá ser analisado pela equipa, em cada caso.

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