O que fazer (e não fazer)?



É indiscutível que os pais e os educadores em geral são os principais modelos para as crianças, embora os outros elementos-chave da sociedade (ídolos, personagens televisivos, heróis) também tenham o seu efeito na formação dos valores e da personalidade. Se estes adultos de referência mentem (como tantas vezes acontece, basta relembrar o conhecido «diz que eu não estou», quando o telefone toca) e se não se dão ao trabalho de esclarecer porque o fizeram (ou de pedir desculpa por o ter feito quando a mentira não tem uma explicação cabal e lógica e quando não foi de alguma forma justificada), a criança habituar-se-á a que, afinal, mentir «não é tão errado como isso».

Por outro lado, sempre que surge uma situação de mentira por parte da criança, e mesmo tomando em linha de conta as diversas razões que lhe estão na base e das quais mencionei algumas, os pais e educadores deverão ser rigorosos, mas compreensivos, e não deixar passar o caso sem debater os aspetos éticos da mentira, para além das consequências imediatas do facto.

Se se desenvolve um padrão de mentira repetida ou grave, o caso deverá ser veiculado ao médico-assistente que poderá pedir ajuda aos profissionais da área da psicologia.

Algumas crianças não têm o conceito de Bem e de Mal, em idades em que isso já deveria ser um dado adquirido, e isso deverá causar preocupação.

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