O que fazer?



A necessidade de ir a um serviço de urgência e a rapidez com que isso deve ser feito depende em muito do estado da criança, da sua idade e do grau de dificuldade respiratória. É uma avaliação que deverá ser feita pelos pais mas sempre com a noção de que, sem exageros, mais vale estar atento e pecar por excesso, já que uma ida desnecessária ao «banco» do hospital é sempre melhor do que uma deterioração respiratória em casa, sem recursos.

Se a situação não parece muito má e a criança não está azulada, nem muito prostrada, poder-se-á fazer atmosfera húmida com vapor de água quente, durante dez a quinze minutos. Se a criança for alérgica, poder-se-ão administrar os medicamentos que o médico receitou para a crise embora não sejam tão eficazes como no ataque de asma. Uma das medidas essenciais é acalmar a criança, tranquilizá-la e tranqui!izarem-se os próprios pais, já que o stresse induz um espasmo ainda maior das vias aéreas. Por outro lado, aqui está uma das situações em que se justifica plenamente um telefonema para o médico assistente ou para a Linha da Saúde 24.

Se a criança não melhora ou se, à partida, está bastante atrapalhada, então será preferível ir a um serviço de urgência. Provavelmente precisará de fazer um aerossol adequado ou qualquer outro tipo de medicação. Os casos mais urgentes são os da epiglotite, com febre alta, prostração e grande dificuldade a respirar.

Em geral o crupe não se repete ou, quanto muito, poderá repetir-se na noite seguinte (não esquecer que, se a criança foi à urgência, volta geralmente medicada e portanto as possibilidades de repetição são menores). Há crianças que têm uma predisposição para fazer crupes e pode surgir um outro episódio passadas umas semanas ou meses. A primeira crise, contudo, é a que assusta mais os pais, como é lógico.

O crupe assusta e não deve ser minimizado. Em caso de dúvida, se os pais acham que a situação está a fugir ao seu controlo deverão ir a um serviço de urgência ou pelo menos contactar um médico de imediato. No entanto, mesmo que seja necessária uma acção rápida, tal não deverá ser acompanhada de ansiedade manifesta; pelo contrário, é essencial tranquilizar a criança e transportá-la em boas condições, semi-sentada e sem stresse.

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