O que é o risco?



Um risco, na opinião de uma criança, será um traço num papel, um gatafunho. Mas, para um adulto, o que é o risco? Ouvimos falar muito de comportamentos de risco, do risco disto, do risco daquilo. Falamos de risco e ficamos amedrontados, os pais temem os riscos, discutem-se os riscos…

Em primeiro lugar, rico não é realidade. O risco é apenas, e somente, uma probabilidade estatística de acontecer alguma coisa.

É apenas e tão só uma probabilidade estatística e uma quantificação de uma ocorrência. Há certas situações que têm uma probabilidade acrescida de acontecer. E pode perguntar-se: deveriam ou não ser abolidas?

É um dos aspetos que também importa desmistificar porque um mau entendimento desta questão pode prejudicar o desenvolvimento das crianças desta idade. Os riscos representam as probabilidades de um comportamento poder ter uma consequência indesejável.

Mas, por outro lado, o risco pode representar uma janela de oportunidade positiva, enquanto estimulante da criatividade, dinamizador dos comportamentos, abertura de um vasto campo de possibilidades diferentes e até desconhecidas, passíveis portanto de construção conforme as opções da criança.

No binómio ousadia/regressão que mencionei, o risco é um grande suporte da primeira, necessária a que cada dia seja encarado como diferente e estimulante.

Abolir o risco, numa perspetiva hiperzelosa de risco zero, iria criar muitas dificuldades aos nossos filhos, levando-os ao maior risco de todos: uma vida cinzenta, apagada, monótona, rotineira, que se no imediato parecesse defender de traumatismos físicos, causaria muitos dissabores psíquicos, que depois se traduziriam também por mal-estar orgânico. Não se pode estar sempre em estádio de regressão.

Assumindo pois que o risco faz parte da vida, o passo seguinte é pensar como vamos ensinar as crianças desta idade a saber conviver com o risco, ou seja, a diminuir a dita probabilidade do desenlace indesejável.

A partir do primeiro ano, a criança deverá começar a aprender algumas estratégias de opções comportamentais, mesmo que a proteção e a antecipação continuem a ser as principais medidas.

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