O exemplo do pequeno-almoço



Depois de uma noite sem comer nada, tendo sido a última refeição cerca das oito e meia da noite e dormindo mais de dez horas, é natural que os níveis de açúcar (glicose) no sangue vão baixando, devagarinho.

Mesmo sem ter uma atividade física frenética, as crianças consomem muito açúcar durante a noite: o cérebro trabalha com intensidade e além disso ainda é precisa energia para viver e para crescer. É natural, pois, que mesmo com a ajuda do fígado que vai mobilizar as reservas de glicogénio para se transformarem em glicose, uma criança (aliás, qualquer pessoa) esteja em risco de baixar os níveis para além do ponto crítico que se traduz por sintomas, embora muitos deles não sejam típicos – falta de paciência, lentidão, estar alheio, irritação. No fundo, os sinais de «um automóvel a trabalhar com o motor engasgado por falta de gasolina».

Começando a atividade física e cognitiva, ainda mais glicose vai ser necessária. Se não tomou pequeno-almoço, então as coisas podem tornar-se críticas, com episódios como os do João, refletindo-se nos comportamentos.

É essencial tomar o pequeno-almoço – é um momento que tem de ser pensado pelas famílias para o integrarem na melhor forma organizativa, dentro do contexto de cada uma.

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