O despertador biológico



Se é verdade que fazemos um percurso normal, nos primeiros meses de vida, para um sono «directo» e duradouro, por vezes, contudo, isso não acontece e o relógio biológico dos nossos filhos vai marcando algumas horas para despertar – a criança começa a acordar com fome, com frio. com sede, porque tem um «sonho mau», uma dor, ou outra razão qualquer e, sobretudo se esses momentos forem marcados por elementos altamente securizantes (a presença dos pais, o leitinho quente, as festinhas e beijinhos, o colo, as canções e outros rituais para embalar) o despertador biológico fica programado para essas horas, e já mesmo sem fome, frio ou dores, ela acordará… e pedirá mais mimo e mais colo que, por sua vez. ainda agravarão mais esta disfunção do relógio.

Os estímulos tácteis, por exemplo, são dos que mais marcam uma criança e fazem um upgrading da sua ansiedade. A noite já é, de si, má conselheira no sentido da falta de calma e de lucidez. Se os pais recorrem, logo na primeira fase, ao toque, às festinhas e abraços, será mais difícil adquirir hábitos de sono correctos. Levar para a cama dos pais será, então, a regressão máxima.

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