O bebé como passageiro



Os riscos

Em Portugal, após os 6 meses de vida, o risco maior para a saúde e para o bem-estar das crianças e jovens são os acidentes. Cerca de metade desses acidentes graves correspondem a acidentes de viação e, no primeiro ano de vida, é sobretudo na condição da criança como passageiro.

O conforto dos estofos, a frescura do ar condicionado ou a suavidade do motor temperado pela música selecionada no auto-rádio não nos podem iludir quanto à perigosidade da «arma»» em que viajamos. Mas andar de carro é, para uma criança, uma situação de grande risco. Ainda mais do que para um adulto.

É preciso, pois, que os pais se consciencializem deste facto, para não minimizarem a segurança no interior da viatura e para entenderem a necessidade de um transporte correto, sempre e em qualquer circunstância.

Os riscos podem reduzir-se…

Os estudos científicos, realizados em diversos países, chegaram sempre à mesma conclusão: se as crianças forem devidamente seguras quando viajam de automóvel,

– as mortes reduzem-se para 30% (70% menos do que atualmente), sendo este valor ainda maior para as crianças de pouca idade;

– os ferimentos graves reduzir-se-ão para 25%;
– os ferimentos ligeiros reduzir-se-ão para 33%.

Não restam dúvidas de que o transporte correcto é eficaz e eficiente. Basta as pessoas se consciencializarem da importância do transporte seguro e correto, paralelo ao investimento que tem sido feito nesta área, designadamente pelas organizações de consumidores, indústria automóvel e fabricantes de positivos de retenção.

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